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SÃO PAULO – Um ciclo de baixa no preço da celulose para a segunda metade de 2010 parece ser cada vez mais um consenso do mercado. Esta é a visão do Citigroup, que espera o início de uma pressão nos preços a partir de setembro deste ano. Contudo, em relatório recente, o banco destacou que não acredita que esta tendência de baixa irá perdurar por muito tempo.
“Esperamos que os preços da celulose sofram pressão (de baixa) em setembro de 2010, refletindo o restabelecimento da capacidade ociosa, o crescente nível dos estoques e uma temporária diminuição no ritmo de consumo da China, que criam um desequilíbrio entre oferta e demanda global”, destacaram os analistas Juan Tavarez e Felipe Jiman Koh.
Segundo os analistas, a pressão trazida com a menor demanda por celulose pela economia chinesa será o principal catalidador do ciclo de baixa no preço da commodity até o final deste ano. O Citi destacou que a Arauco já confirmou uma redução de US$ 40,00 a US$ 50,00 por tonelada nos preços do papel enviado para a China no mês de julho.
Além disso, cabe mencionar que, segundo os números semanais publicados pela empresa finlandesa Foex – que servem como referência para o mercado – os preços da celulose no mercado internacional têm demonstrado estabilidade nas últimas semanas.
Neste cenário, onde investir?
Com as perspectivas de redução nos preços da celulose, os analistas do Citi recomendam a exposição no curto prazo aos ativos ligados ao crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) doméstico, representados pelo segmento de papel da Suzano (SUZB5) e pelos negócios de pacotes da Klabin (KLBN4).
“A Suzano permanece como nossa top pick, uma vez que ela está melhor posicionada para enfrentar o ciclo de baixa nos preços da celulose e representa a opção mais atrativa de crescimento, em nossa visão”, destacaram os analistas.
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Pressão nos preços deve ter vida curta
Mesmo prevendo o ciclo de baixa, o Citi destacou que a pressão sobre os preços da celulose deve ter “vida curta”, ao passo que a retomada da demanda chinesa e o fechamento da capacidade produtiva de celulose no gigante asiático deve restabelecer o equilíbrio no mercado já 2011.