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SÃO PAULO – O setor aéreo brasileiro demonstrou em 2009 um crescimento acelerado, apesar do clima adverso trazido pela crise. Mas, para o analista Stephen Trent, do Citigroup, o cenário de 2010 não tem se mostrado tão favorável como o ano anterior.
Em relatório divulgado nesta sexta-feira (16), Trent explica que dois catalisadores responsáveis pelo crescimento do setor aéreo brasileiro em 2009 parecem não estar surtindo o mesmo efeito neste ano. São eles a valorização da moeda nacional e significativas surpresas no volume de tráfego.
Neste sentido, o analista avalia que o mercado possa estar mais otimista com o setor do que ele realmente mereça, podendo “estar exagerando em seus valuations”.
“Além disso, as decrescentes taxas cobradas em julho reforçam nossas preocupações de que o mercado possa estar superestimando seus yields projetados para a segunda metade de 2010”, destacou Trent.
Taxas menores
Avaliando as tarifas mais baratas cobradas nas rotas principais e secundárias no último mês, o analista do Citi destaca que as companhias aéreas têm cobrado taxas muito menores de seus clientes.
O Citi ressaltou que todas as taxas avaliadas mostraram um recuo em relação ao valor cobrado em 2009, com exceção de dois voos da Avianca (São Paulo – Belo Horizonte e Campinas – Curitiba).
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Ações em queda
Vale dizer que os papéis das principais empresas do setor se destacaram na ponta negativa do Ibovespa nessa sessão. A GOL (GOLL4) viu seus ativos caírem 5,02%, enquanto as ações da TAM (TAMM4) registraram recuo de 3,12%. O Ibovespa, por sua vez, fechou em baixa de 1,81%.