Para Brascan, maior transparência da gestão pode impulsionar papéis da BrT

Corretora lembra que papéis da companhia negociam com os múltiplos maios baixos do setor; proventos em 2006 preocupam

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SÃO PAULO – A maior transparência da nova administração da Brasil Telecom pode ser um importante trigger para a apreciação dos papéis da companhia em bolsa, transacionados a múltiplos muito mais baixos do que os seus pares no setor, afirmou a corretora Brascan em relatório.

Além disso, a empresa tem uma excelente penetração de acessos ADSL sobre linhas em serviço, lembrou a instituição, que destaca ainda que os valores reclamados de despesas indevidas relativas à gestão anterior podem provocar uma perspectiva de ressarcimento no longo prazo, embora pouco provável, em especial, no curto período.

Distribuição de proventos pode ser prejudicada

Em contrapartida, as metas apresentadas recentemente pela nova administração foram extremamente cautelosas, com um Capex elevado, o que poderá comprometer a rentabilidade da empresa e, até mesmo, a distribuição de proventos aos acionistas, prevê a Brascan.

Dentro deste contexto, cabe destacar que a auditoria contratada pelos novos administradores não está finalizada, e eventuais novas provisões podem revelar um cenário pior em termos de rentabilidade.

No que diz respeito ao braço móvel da empresa, a Brascan destacou que a Brasil Telecom GSM apresenta uma ótima performance em termos de penetração e mix de clientes, porém suas margens ainda permanecem bastante deterioradas.

Controle societário

Por fim, a corretora fez uma breve análise do imbróglio societário na Brasil Telecom. Segundo a Brascan, a potencial venda das participações de Citibank e fundos de pensão para a Telecom Itália permanece como provável.

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Contudo, a discussão em torno de tag along não é consensual, lembraram os analistas, pois houve prêmio pelo controle desembolsado ainda no momento da privatização, alimentando uma maior incerteza sobre o assunto.