Para BofA Merrill Lynch, apreciação rápida do real aumenta risco de reversão

Fundamentos apoiam moeda brasileira, mas velocidade do movimento apresenta riscos no curto prazo

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SÃO PAULO – Embora os fundamentos pendam para o lado do real, os analistas do BofA Merrill Lynch afirmaram esperar pela reversão da forte apreciação recente da moeda brasileira frente ao dólar. No curto prazo, moeda norte-americana permanecerá fragilizada em contexto global.

Segundo os analistas, o real mais forte tem suporte em fatores como a contínua melhora das contas externas brasileiras e a elevação das taxas de juro reais. Todavia “a velocidade com que se deu o movimento nos torna hesitantes sobre estabelecer posições long (compradas) em real”.

No entanto, a moeda norte-americana deverá continuar sob pressão, quando comparada a outras moedas. Com as possibilidades reduzidas de uma correção nos mercados de ações, os analistas esperam por um ambiente favorável ao risco no curto prazo, favorecendo as moedas de países emergentes.

“Os dados econômicos nos próximos meses devem encorajar os mercados a mudar seu foco para uma recuperação econômica mais acelerada”, afirmaram.

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A projeção para o longo prazo, contudo, deve levar o dólar a ganhar força frente ao euro e ao iene. Com a manutenção do fluxo favorável em direção aos países emergentes e a busca cada vez mais intensa por diversificação de suas reservas internacionais deverão levar à apreciação do euro, em um primeiro momento.

Contudo, os analistas entendem que haverá reação por parte das autoridades europeias, em função do temor de que isto afete em demasia exportações e aborte o processo de recuperação da região, levando a uma tendência predominante de apreciação da moeda norte-americana.