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SÃO PAULO – A Abip (Associação da Indústria da Panificação e Confeitaria) tem articulado ações para desonerar o pão. A ideia é fazer com que o incentivo reflita também no bolso do consumidor.
“A desoneração dos pães e a decorrente redução de preços vai beneficiar as camadas menos favorecidas da população, além de impulsionar a atividade econômica”, explica o presidente da Abip, Alexandre Pereira.
Ainda de acordo com ele, a tributação sobre o pão não é justa. “Não é razoável que um produto básico como o pão seja taxado. A tributação do produto, aliás, é uma das razões pelas quais o consumo brasileiro de pães é tão acanhado”, analisa.
Ações
Além de promover reuniões técnicas, a fim de mostrar a importância da matéria a autoridades e técnicos do governo, a entidade tem apoiado os projetos de lei da senadora Vanessa Graziotim (PcdoB-AM) e dos deputados Lelo Coimbra (PMDB-ES), André Figueiredo (PDT/CE) e Raimundo Gomes de Matos (PSDB/CE), que preveem a desoneração do pão do dia, como são conhecidos pães, pamonhas, broas, pão francês e demais produtos da panificação feitos de farináceos, inclusive fubá, polvilho e similares.
O Projeto “Pão do Dia” propõe a desoneração da cobrança do Simples Nacional para o setor da panificação, uma medida que, se aprovada, pode resultar em benefícios para os panificadores e também para os consumidores.
Consumo
Segundo a entidade, atualmente, o consumo brasileiro per capita é de apenas 33,5 quilos por ano, praticamente a metade do nível recomendado pela OMS (Organização Mundial de Saúde), que é de 60 quilos per capita. “Estamos muito aquém do consumo de países vizinhos, de condições socioeconômicas similares, como a Argentina, que consome 70 quilos por ano, ou o Chile, cujo consumo chega a 90 quilos per capita”, comenta Pereira.