Para analistas, compra da EMAE pode impactar negativamente a Sabesp

Ativos da comprada não são top pick no setor; entretanto, riscos são minimizados pelo porte pequeno da EMAE

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SÃO PAULO – A possível compra da EMAE (EMAE4) que está sendo discutida pela Sabesp (SBSP3), com valor estimado por fontes em R$ 600 milhões, seria um investimento de risco para a compradora, segundo relatórios do Barclays e da Link.

Para a Link, as ações da EMAE não são consideradas as melhores do setor elétrico. Além disso, a Sabesp entraria em um setor que não é sua especialidade – o que, na opinião dos analistas, é negativo mesmo que o valor da operação seja baixo.

Outro lado
Entretanto, apesar de uma possível reação negativa dos mercados para tal aquisição, os impactos econômicos deverão ser limitados, devido ao relativo pequeno tamanho da EMAE, aponta o Barclays. Além disso, não deverão ser relacionados futuramente com os investimentos da companhia. Além disso, para o banco, “não há outros ativos com potencial de incorporação na empresa”. 

Os analistas ressaltam que há pontos positivos na aquisição. Segundo a Link, a Sabesp se favorecerá com a operação, pois a EMAE detém a concessão de dois importantes reservatórios utilizados pela companhia: as represas Bilings e Guarapiranga. Além disso, o governo de São Paulo transferiu os reservatórios do alto Tietê como parte do pagamento de dívidas á EMAE o que, segundo a corretora, “a propriedade dessas represas leva a uma maior segurança em relação ao acesso a água de qualidade, pois a Sabesp poderia controlar ocupações irregulares em volta delas e o despejo de poluentes”, comentam os analistas.

Recomendações
Apesar das críticas, ambas corretoras mantêm suas recomendações aos papéis da companhia. A Link classifica como ‘outperform’ (desempenho acima da média do mercado). Já o Barclays permanece com a classificação ‘overweight’ (aumento de exposição por parte do investidor) e perspectiva de preço-alvo de R$ 43,70 para as ações na Sabesp, no período de 12 a 18 meses.