Panorama para siderurgia ainda é fraco, avalia HSBC

Para banco, medidas de estímulo do governo poderão suavizar o cenário ruim para o setor, mas serão paliativas

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SÃO PAULO – A recente corrida compradora pelas ações de siderúrgicas no Ibovespa não significa uma melhora nos fundamentos, pois a fraca demanda continua a sinalizar cenário desanimador para o setor. Essa é a opinião do HSBC, emitida em relatório. No intervalo de um mês, as ações da Usiminas (USIM5, USIM3), tiveram alta de 30,80% nas ON e de 29,32% nas PNA.

O banco manteve a recomendação underperform (desempenho abaixo da média do mercado) para as ações da Usiminas e CSN (CSNA3). Para Gerdau (GGBR4), a indicação é de neutralidade, embora ela seja citada pelo HSBC como a preferida do setor.

A instituição avalia que as recentes medidas adotadas pelo governo – como redução do IPI (Imposto sobre Produto Industrializado) e acréscimo de tarifas sobre importação – suavizarão o panorama para o setor, mas não serão suficiente para estancar os problemas causados pelo desequilíbrio de oferta e demanda pelo material.

Segundo o analista Jonathan Brandt, embora a Usiminas aparentemente seja a mais afetada pelas recentes medidas adotadas pelo governo, o valor das ações esteja extremamente superestimado. “A ação deverá ter aumento aumento gradual no lucro, masnão a forte recuperação projetada nas estimativas do mercado.”

Sobre a CSN , Brandt diz que a empresa deve mudar o foco de seus projetos, que tem sido direcionados a planos de baixo retorno e ressaltou que aumentou o endividamento da siderúrgica. “Apesar da queda recente do preço do minério de ferro, a CSN pode ter melhores resultados ao aumentar investimentos em mineração, em vez de outros projetos.”

Gerdau: top pick
Brandt realça que a relação entre oferta e demanda para o segmento de aços longos está mais equilibrada do que a de modelos curtos e que, por esta razão, a Gerdau é a preferida da instituição entre as siderúrgicas. “A empresa está melhor posicionada para capturar os gastos em infraestrutura no Brasil nos próximos anos”, disse Brandt.

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Ele adiciona que, apesar de ter diminuído a previsão para volume nos próximos anos, especialmente nas Américas Latina e do Norte, a maior parte das projeções para a companhia estão inalteradas.