Bolsa de Chicago sofre pane e suspende negociações de petróleo, títulos e S&P 500

Problema de resfriamento em um dos data centers da CME, a a maior bolsa de derivativos do mundo, interrompeu operações de futuros e opções

Paulo Barros

Chicago Mercantile Exchange (Foto: Divulgação)
Chicago Mercantile Exchange (Foto: Divulgação)

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A Chicago Mercantile Exchange (CME), a maior bolsa de derivativos do mundo, interrompeu as negociações eletrônicas nesta sexta-feira (28) após um problema de resfriamento em um de seus data centers.

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Em comunicado por e-mail, um porta-voz afirmou: “Devido a uma questão de resfriamento nos data centers da CyrusOne, nossos mercados estão atualmente paralisados.” Segundo a nota, as equipes trabalham para solucionar o incidente e devem informar aos clientes os detalhes de pré-abertura assim que possível. A CME alertou que pode haver atraso na atualização dos contratos afetados quando o sistema voltar ao ar.

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A paralisação atingiu os mercados de futuros e opções da plataforma Globex, o sistema de câmbio eletrônico EBS e os mercados da BMD. Na madrugada, por volta das 4h30, dados da LSEG mostravam que contratos de petróleo WTI, títulos do Tesouro americano de dez anos e S&P 500 ainda não exibiam novas cotações. Os preços voltaram a ser exibidos horas depois, mas as negociações ainda estavam suspensas.

Site da CME mostra aviso sobre interrupção das negociações na sexta-feira, 28 de novembro (Foto: Reprodução/CME)

A falha ocorreu em instalações da CyrusOne, empresa sediada em Dallas. O veículo de imprensa responsável pela reportagem informou que a companhia não respondeu imediatamente aos pedidos de comentário.

Interrupções desse tipo são raras, mas não inéditas. Em 2014, problemas técnicos levaram à suspensão de parte das negociações eletrônicas da Globex, afetando contratos agrícolas. No ano passado, operações com ações, títulos e ETFs chegaram a ser temporariamente interrompidas na Suíça após dificuldades na disseminação de dados pela bolsa SIX.

A CME opera derivativos de diversos setores, incluindo commodities agrícolas, energia, metais e índices acionários. A instituição não forneceu previsão para a normalização completa dos mercados.

(com CNBC)

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Paulo Barros

Jornalista, editor de Hard News no InfoMoney. Escreve principalmente sobre economia e investimentos, além de internacional (correspondente baseado em Lisboa)