Publicidade
SÃO PAULO – Em relatório divulgado na última quinta-feira, dia 6 de janeiro, o banco de investimento Pactual reiterou a recomendação de compra das ações da AES Tietê. Para os analistas do banco carioca, o potencial de valorização dos papéis da geradora chega a 65%.
No relatório, o Pactual elevou o preço-alvo dos papéis da companhia, de R$ 52,00 para R$ 60,00, porque atualmente o banco acredita que a AES Tietê apresenta baixo risco operacional e deve continuar com a atual política agressiva na distribuição de dividendos nos próximos anos.
Forte distribuição de dividendos
A AES Tietê é uma das empresas que mais pagam dividendos sobre o lucro no Brasil. A agressiva política de proventos é fruto do payout ratio, pagamento de dividendos sobre o lucro, de 95%, valor máximo permitido por lei.
Com essa política, o Pactual prevê para 2005 e 2006 um dividend yield, pagamento de dividendos sobre o valor de mercado das ações, de 14% e 18%, respectivamente. Vale lembrar que os números são inclusive superiores às perspectivas de rentabilidade da renda fixa.
Baixo risco operacional
Já para a garantia das receitas, o Pactual mostra que quase a totalidade da energia gerada pela AES Tietê já está contratada até 2015 pela Eletropaulo, que também é controlada pelo grupo norte-americano AES.
Um acordo bilateral entre as duas empresas garante à companhia excelentes preços, que chegam à R$ 117,59/MWh, superior ao custo marginal de geração, projetado pelo Pactual de R$ 110/MWh.
Continua depois da publicidade
No entanto, o mais importante para os analistas é que o contrato deve gerar para a AES Tietê um fluxo de caixa elevado e estável nos próximos anos, uma vez que o consumo de energia é estável e o preço das tarifas deve acompanhar a inflação.
Forte potencial de valorização
Ao preço alvo sugerido de R$60,00, os papéis preferenciais da AES Tietê (GETI4) apresentam forte valorização potencial de 65%. Junto com a AES Tietê, o banco ainda destaca no setor elétrico as ações da CPFL Energia e Transmissão Paulista, sendo as três a preferência dos analistas do Pactual para o setor.
Para o Pactual, os riscos são pequenos e estão associados a aceleração de inflação e de intervenção da Aneel nos contratos, o que o banco diz ser improvável. Um fator que deve ser considerado é o prêmio de risco uma vez que os papéis da companhia não apresentam alta liquidez quando comparados às ações mais negociadas na Bovespa.