Pactual eleva recomendação da Cemig e acredita em valorização acima de 60%

O impacto do reajuste tarifário deve ser maior do que o estimado anteriormente e Ebitda pode quase dobrar em 2005

Publicidade

SÃO PAULO – O Banco Pactual avaliou mais profundamente o impacto do reajuste de energia concedido pela Aneel à Cemig e acredita em resultados ainda melhores. Pelo fato, o Pactual elevou o preço-alvo das ações e recomenda a “compra” dos papéis da companhia energética minera.

Segundo os analistas, o reajuste concedido pela Aneel, Agência Nacional de Energia Elétrica, é aplicado sobre uma base tarifária diferente. Assim, o aumento efetivo concedido equivale a 29% da tarifa e não 23,88%, como anunciado e calculado anteriormente.

Ações Top Pick com potencial de valorização de 61%

Por isso, o Pactual elevou a classificação dos papéis da Cemig para Top Pick, ou seja, espera que eles apresentem desempenho superior ao do Ibovespa, enquanto estiverem com sob esta classificação. Além disso, o banco recomenda compra e aposta que o fato não está precificado.

Assim o preço-alvo, ou preço-justo, calculado para o final de 2005 passou de R$ 94,00 para R$ 110,00, o que elevou o potencial de valorização dos ativos (CMIG4) de 36% para cerca de 61%.

Forte crescimento do Ebitda e 9,5% em dividendos

O motivo da perspectiva favorável é o consistente impacto deste aumento de tarifa sobre a geração operacional de caixa da Cemig. O Pactual estima que a elétrica mineira alcance em 2005 uma Ebitda de R$ 600 milhões, quase duas vezes maior do que os R$ 340 milhões calculados anteriormente.

Finalizando suas perspectivas, o Pactual espera que o dividend yield das ações da Cemig, ou seja, a distribuição de proventos sobre o valor de mercado das ações, seja de 9,5% neste ano. O banco mostrou-se ainda otimista com relação ao marco regulatório do setor, o que pode ainda favorecer outras distribuidoras de energia elétrica.