Pacotes de viagem devem encarecer até 7% no decorrer deste ano

Segundo Abav, operadoras ainda estão contendo repasse de alta nos preços das passagens, por causa da concorrência

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SÃO PAULO – As agências de viagem não estão passando o aumento dos preços das passagens aéreas aos pacotes, para não perder turistas para a concorrência. Mesmo assim, para este ano, está previsto um avanço de até 7% no valor dos pacotes.

“Os pacotes não têm aumentado de preço, por motivos de concorrência entre as operadoras”, explicou o diretor de assuntos internacionais da Abav (Associação Brasileira das Agências de Viagem), Leonel Rossi.

De acordo com ele, o aumento, que “não deve ultrapassar 7%”, será repassado ao consumidor ao longo deste ano.

Brasileiro deve continuar viajando

Mesmo com este aumento, a previsão da Abav é de que os brasileiros continuem viajando e o número de pacotes vendidos cresça em 2008. Neste ano, a expectativa é de um aumento de 20% na venda de viagens internacionais. Na relação entre 2006 e 2007, esta alta foi de 15%.

A associação afirmou que, dentre os motivos que estão fazendo com que o brasileiro viaje mais para o exterior, mesmo com a alta de preços, está o dólar baixo. Além deste fator, a Abav ainda apontou uma economia mais estável, a maior oferta de vôos por parte das companhias aéreas e as diversas formas de financiamento que estão sendo oferecidas para compra de pacotes.

Setor aéreo inflacionado

Os preços das passagens aéreas avançaram 11,13% nos cinco primeiros meses de 2008, ante inflação de 11,21% em 2007, segundo a FGV (Fundação Getúlio Vargas).

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De acordo com os dados do IPC (Índice de Preços ao Consumidor), em maio deste ano, os preços das passagens aéreas subiram 7,25%, enquanto, no ano passado, a alta foi de apenas 0,86%. A maior alta de preços, por sua vez, ainda está por vir.

“No que registramos na série histórica, a alta maior é em junho, julho e agosto, porque a procura é maior neste período. Tem a ver com a demanda. É natural subir na medida em que as férias vão chegando”, afirmou o economista da FGV e coordenador do IPC, André Braz.