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SÃO PAULO – O pacote de estímulo à economia disponibilizado pelo governo norte-americano foi o responsável pelo crescimento do país no segundo semestre de 2009. A é feita através dos dados levantados pelo CEA (Comitê de Conselheiros Econômicos) dos Estados Unidos.
Segundo Christina Romer, diretora do comitê, a ajuda de US$ 787 bilhões do governo dos EUA (Recovery Act), acrescentou ao PIB (Produto Interno Bruto) real do país de 3 a 4 pontos no terceiro trimestre, enquanto no quarto, a adição foi de 1,5 a 3 pontos.
“Sem o Recovery Act teríamos registrado PIB negativo no quarto trimestre de 2009”, explica Romer. Porém, ela alerta que os números são sujeitos a erros, porque ela e o comitê (formado por três pessoas) não conseguem prever exatamente o que teria acontecido.
Emprego
A pesquisa liderada por Romer também mostrou que o estímulo do governo permitiu que fossem criados e não demitidos cerca de 2 milhões de empregos. A previsão é de que no final do ano que vem esse número saltará para 3,5 milhões.
Porém, o número é contestável, segundo alguns analistas, porque o próprio governo havia anunciado a criação e manutenção de apenas 640 mil postos de trabalho. “Este número [640 mil] é apenas uma parte do total”, afirmou Romer.
Em sua explicação, a diretora fala que este cálculo analisa somente a ajuda do Recovery Act e não leva em conta outros benefícios como os bilhões de dólares em redução de impostos.