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Após a divulgação do pacote econômico argentino na última quinta-feira, as bolsas latino-americanas encerraram o pregão dessa segunda-feira em alta. Mesmo com o risco país argentino em 2.455 pontos, o índice Merval de Buenos Aires apresentou forte alta.
Cavallo discursa para banqueiros e empresários
Às 18h00 de Brasília, o ministro Domingo Cavallo irá detalhar as medidas do pacote econômico anunciado há alguns dias, no qual está a reestruturação da dívida Argentina. O governo federal planeja reestruturar pelo menos US$ 15 bilhões de suas obrigações, baixando os juros de 11% para 7% ao ano, o que traria uma economia de US$ 4 bilhões ao país.
Apesar de voluntária, o mercado considera a renegociações como uma espécie de moratória da dívida, pois se fosse amigável, já que haveria uma redução unilateral dos juros. Mesmo com várias posições contra a medida, o país vizinho não possui alternativa que não o default. O pacote é composto por medidas paliativas, que somente recuperarão sobre o consumo no longo prazo assim como o investimento, comprometendo ainda mais a atividade econômica no país.
Em relação à discussão entre governo federal e províncias, o porta-voz da Casa Rosada Juan Pablo Baylac pediu aos governadores que nas próximas horas entrem em acordo com a União, destacando a importância do entendimento entre as partes. Já há algumas semanas, o governo federal vem discutindo com os governadores, pedindo para que eles aceitem o corte no repasse de verbas federais às províncias.
O índice Merval da bolsa de Buenos Aires encerrou o dia em alta de 3,68%, cotado a 230,70 pontos. Entre as principais altas, destaque para a companhia de energia Pecon (+8,36%), Grupo Financiero Galícia (+7,14%), Banco Francés (+6,72%), Sociedad Comercial del Plata (+5,66%) e a empresa química Atanor (+5,36%). Por outro lado, as maiores baixas ficaram com a Cresud (-4,17%) e Solvay Indupa (-2,02%).
Wall Street impulsiona IPC do México
A possibilidade de corte dos juros nos EUA pelo Fed acabou influenciando positivamente o mercado norte-americano e conseqüentemente o do México. Em sua penúltima reunião do ano, espera-se que o Fed reduza a taxa básica de juros nos EUA. Com a redução na taxa, há um incentivo maior aos investimentos e ao consumo, numa tentativa de reativar a economia americana em geral.
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No pregão de hoje, o índice IPC da Bolsa Mexicana de Valores encerrou em alta de 0,86% cotado a 5.681,07 pontos. As principais valorizações ficaram por conta do Grupo Industrial Alfa (+4,06%), a empresa de alimentos Bimbo (+3,63%), Organización Soriana (+2,59%) e Telmex (+1,63%). Em contrapartida, as quedas mais significativas foram da empresa de softwares Savia (-3,95%), da companhia de entretenimento Cieb (-1,81%) e do conglomerado ICA (-1,69%).
Outros mercados:
Brasil
Ibovespa
+6,82%
Chile
IPSA
+0,91%
Peru
IGRA
+0,02%
Venezuela
IBC
+1,65%