Pacote anticrise: governo usa reservas para ajudar empresas

Motivo é que, com a crise, que atingiu principalmente países desenvolvidos, há menos crédito na praça

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SÃO PAULO – Em uma coletiva de imprensa realizada no final da tarde desta quinta-feira (11), o ministro da Fazenda, Guido Mantega, o ministro do Desenvolvimento, Miguel Jorge, e o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, anunciaram algumas medidas do pacote anticrise.

Entre elas, está a utilização das reservas do País para financiar empresas nacionais que se utilizam de recursos provenientes do exterior.

O motivo é que, com a crise, que atingiu principalmente países desenvolvidos, como os europeus e os Estados Unidos, há menos crédito na praça.

Segundo declarações do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, os empréstimos terão prazo inferior a 360 dias. Além disso, as reservas poderão ser aplicadas em bancos nacionais ou estrangeiros de rating AA.

“Os valores são restritos ao correspondente a 125% do total de vencimentos externos no último trimestre de 2008 e no ano de 2009. O total de vencimentos, portanto, será a base para tal cálculo”, explicou Meirelles na ocasião.

Objetivos

Os principais objetivos dessa medida são:

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A medida segue o procedimento já adotado para garantir recursos para o financiamento das exportações brasileiras. Mais especificamente, com a Medida Provisória nº 442, de 6 de outubro de 2008, o BC foi autorizado a conceder empréstimos em moeda estrangeira lastreados por garantias também em moeda estrangeira, que poderiam ser tanto títulos de dívida externa brasileira quanto adiantamentos de contratos de câmbio (ACC). Agora, o mesmo tratamento será dispensado a outros financiamentos.

A implementação da medida será definida pelo Conselho Monetário Nacional, de forma a assegurar a concorrência pelos recursos, atendendo às condições de mercado. É importante lembrar que a operação não impacta o nível de reservas internacionais, “constituindo-se tão somente em alternativa de aplicação das mesmas”, conforme o texto escrito pelo governo.

Comissão

Na ocasião, o governo confirmou que será criada uma comissão para acompanhar as conseqüências da crise em cada setor produtivo, com o objetivo de implementar medidas personalizadas.

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Reunião

O primeiro vice-presidente da Mercedez-Bens, Jackson Schneider, disse, nesta quinta-feira (11), que saiu otimista da reunião de empresários com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Palácio do Planalto, que aconteceu nesta manhã.

“Saímos extremamente otimistas com a mensagem de que todas as medidas serão tomadas para que não tenha nenhum tipo de retração dura no mercado”, disse o empresário.

Para o presidente da GOL, Constantino de Oliveira Junior, a reunião foi positiva, pela capacidade do governo de ouvir o setor produtivo e, dessa forma, agir de maneira pronta e rápida.