Ouro volta a subir e ensaia melhor ano desde 1979 com aposta em corte do Fed

Metal se firma para o quarto mês seguido de alta; liquidez reduzida e dados econômicos atrasados ampliam atenção às próximas decisões do banco central americano

Bloomberg

Uma barra de ouro de um quilograma. (Foto: Matt Jelonek/Bloomberg)
Uma barra de ouro de um quilograma. (Foto: Matt Jelonek/Bloomberg)

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O ouro avançou e se mantém a caminho do quarto mês consecutivo de ganho, apoiado pela expectativa crescente de um novo corte de juros nos Estados Unidos.

As negociações de futuros e opções na Chicago Mercantile Exchange ficaram suspensas por algumas horas devido a uma falha em um data center. O problema reduziu a liquidez nos mercados de metais preciosos e resultou em sessões voláteis, com spreads entre compra e venda mais amplos que o normal.

O metal estava perto de US$ 4.160 a onça nesta sexta-feira (28), acumulando alta de mais de 2% na semana. Uma série de declarações de autoridades do Federal Reserve e a divulgação de dados econômicos atrasados reforçaram a perspectiva de custos de financiamento menores, fator que costuma favorecer o ouro, já que o ativo não paga juros. Operadores de swap atribuem mais de 80% de probabilidade a um corte de 0,25 ponto percentual em dezembro.

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O mercado acompanhará cada sinal possível antes de o banco central americano entrar, a partir de sábado, em um período de silêncio externo. A paralisação recorde do governo atrasou indicadores importantes — e alguns nem serão divulgados —, o que dificulta a avaliação, pelo Fed e pelos investidores, sobre a situação da maior economia do mundo.

O ouro sobe em quase todos os meses deste ano e caminha para seu melhor desempenho anual desde 1979. Compras elevadas de bancos centrais e fluxos robustos de investidores não soberanos para ETFs têm sustentado a escalada, que levou o metal a renovar a máxima histórica acima de US$ 4.380 no mês passado. Investidores aumentaram posições em ativos alternativos em um movimento mais amplo de saída de títulos públicos e moedas.

Neste mês, o metal se mantém acima de US$ 4.000 a onça, após recuar do pico. Nos últimos quatro semanas, os fluxos para ETFs lastreados em ouro ficaram estáveis, segundo cálculos da Bloomberg.

O ouro subia 0,1%, a US$ 4.161,58 a onça, às 8h41 em Londres. O Bloomberg Dollar Spot Index avançava 0,1%. A platina saltava 2%, enquanto o paládio caía 1,5%. A prata avançava até 1,5%, aproximando-se do recorde registrado no mês passado, apoiada pela persistente restrição de oferta.

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