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O ouro fechou em alta acima de 3% nesta terça-feira, 20, renovando recorde para a commodity, que atingiu a marca de US$ 4.700 a onça-troy pela primeira vez na história. O aumento da tensão comercial entre os EUA e a União Europeia (UE) na disputa pela Groenlândia levou a busca por ativos seguros, além de impulsionar uma desvalorização do dólar, o que tornou metais preciosos mais baratos para detentores de outras divisas.
Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para fevereiro encerrou em alta de 3,71%, a US$ 4.765,80 por onça-troy. Já a prata para março teve avanço de 6,89%, a US$ 94,63 por onça-troy, depois de bater máxima histórica a US$ 95,78.
“A mais recente escalada do presidente dos EUA contra os aliados provavelmente abalará ainda mais a confiança do mercado no dólar como porto seguro e os levará a buscar outros ativos, aponta o Commerzbank, que vê o ouro como escolha de “excelência” neste sentido por ser imune à influência de políticos e bancos centrais.
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Isso pode ser observado nos fortes fluxos de entrada em fundos de índice (ETFs) do metal, e de acordo com dados do Conselho Mundial do Ouro, que totalizaram mais de 800 toneladas no ano passado, pontua o banco alemão.
O valor corresponde ao segundo maior fluxo de entrada em ETFs em um ano, após recorde em 2020, quando todos os bancos centrais afrouxaram massivamente a política monetária durante a pandemia. Somente na sexta-feira passada, o maior ETF de ouro do mundo registrou um aumento de 11 toneladas em suas reservas, destaca o Commerzbank.
O movimento coincide com a saída de ativos americanos em meio às elevadas tensões geopolíticas. Nesta terça, o fundo de pensão da Dinamarca anunciou que irá se desfazer de títulos do Tesouro dos EUA, citando fragilidade nas finanças do governo americano.
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Em contraste ao ouro, o Commerzbank nota que prata tem apresentado fortes saídas de capital de ETFs desde o início do ano, em aparente realização de lucros. Entre outros metais preciosos, a platina para abril avançava 5,5%, a US$ 2.450,00 a onça-troy, e o paládio para março tinha alta de 4,4%, a US$ 1.902,00 a onça-troy.