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O ouro fechou em queda nesta quinta-feira, 12, estendendo as perdas registradas na última sessão, diante da valorização do dólar ante moedas rivais, à medida que o conflito no Oriente Médio avança e o mercado pondera as possíveis consequências econômicas da atual situação geopolítica.
Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para abril encerrou em queda de 1,04%, a US$ 5.179,10 por onça-troy. Já a prata para maio teve queda de 0,49%, a US$ 85,112 por onça-troy.
Em mensagem televisionada, o líder supremo do Irã, o aiatolá Mojtaba Khamenei, ameaçou abrir novas frentes na guerra contra os EUA caso o conflito no Oriente Médio continue, o que levou o comandante das forças navais da Guarda Revolucionária iraniana (IRGC), Ali Reza Tangsiri, a dizer que Teerã está preparada para intensificar ações militares. As falas reavivaram preocupações sobre os impactos e duração da guerra, dando novo impulso ao dólar e pressionando os ganhos do ouro.
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Apesar da queda do metal precioso, analistas do ANZ Research avaliam que as perdas recentes no valor parecem ser de curta duração. “Embora o dólar tenha se recuperado devido ao seu status de porto seguro, essa força provavelmente será temporária, já que a moeda permanece sobrevalorizada”, afirmam, ao considerar improvável que o Federal Reserve (Fed) reverta sua política monetária.
Nesta quinta, o mercado voltou a considerar o mês de setembro como o mais provável para a retomada do ciclo de flexibilização monetária pelo BC americano, apesar da volatilidade das apostas, de acordo com a ferramenta de monitoramento do CME Group. Até dezembro, a principal expectativa (40,3%) é de que o corte acumulado da taxa básica de juros americana seja de 25 pontos-base (pb), seguida por manutenção (28,3%). Cortes de juros mais brandos costumam empurrar os preços do ouro para queda.