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SÃO PAULO – Amparado na escalada do metal nos principais mercados internacionais, o ouro assumiu a posição de melhor investimento do mês em janeiro.
A commodity encerrou cotada a R$ 44,50 por grama na BM&F (Bolsa de Mercadorias & Futuros), com valorização de 2,30% frente à cotação de fechamento de outubro.
O porquê da alta
Além de uma recuperação, após um recuo de quase 4% em dezembro, o preço do ouro refletiu a expectativa por manutenção de um bom ritmo de crescimento da economia mundial, ainda que esta esteja em desaceleração.
Uma maior expansão da atividade global reacende as preocupações em torno das pressões inflacionárias, elevando a atratividade do ouro, tido como reserva de valor, ou seja, uma proteção frente a um eventual descontrole no nível geral de preços.
Ademais, a política de diversificação de investimentos de grandes hedge funds se mantém, contribuindo para uma maior demanda por metais.
Ibovespa mostra pouca variação
Passando por um movimento de ajuste após a escalada superior a 30% em 2006, o Ibovespa acumulou variação pouco expressiva, tendo avançado 0,38%, para 44.642 pontos.
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Apesar do fraco desempenho da bolsa no início do ano, a maioria dos analistas segue apostando em um bom 2007 para a renda variável brasileira. A manutenção do fluxo de recursos estrangeiros em níveis elevados traz boas perspectivas para o mercado acionário.
Em adição, a continuidade da flexibilização da política monetária e um ambiente macroeconômico estável internamente também auxiliam.
Destaques dentro do Ibovespa
Na esfera corporativa, destaque para a forte alta dos papéis preferenciais da Bradespar (+12,08%). Ajustes internos na estrutura acionária da companhia e a valorização das ações da Vale do Rio Doce, na qual a Bradespar detém participação importante, impulsionaram os títulos da empresa.
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No outro extremo, as ações preferenciais classe A da Telemar Norte Leste recuaram 11,11%. Após o fracasso da proposta de reestruturação do Grupo Telemar, inúmeras incertezas cercam os papéis da empresa.
Dólar teve queda
Sob o prognóstico de prosseguimento de um panorama favorável ao ingresso de recursos, o dólar apurou desvalorização frente ao real em janeiro, mesmo depois de já ter recuado de forma expressiva em 2006.
A moeda norte-americana, medida pela PTAX calculada pelo Banco Central, que encerrou o mês cotada a R$ 2,1247, registrou perdas de 0,62% em termos nominais, correspondendo a uma rentabilidade real negativa de 1,11%, dado que o IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado) de janeiro apurou inflação de 0,50%.
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Renda fixa
Já no mercado de renda fixa, os CDBs pré-fixados de 30 dias registraram retorno bruto de de 1,03%. A valorização, em termos reais, foi de 0,53%. Enquanto isso, o CDI ofereceu uma rentabilidade de 1,08%, em termos nominais, e de 0,58%, em termos reais.
Confira na tabela abaixo a rentabilidade dos principais investimentos:
| Investimento | Janeiro | Real* | Dezembro | Real** |
| Ibovespa | +0,38% | -0,12% | +6,05% | +5,71% |
| CDI*** | +1,08% | +0,58% | +0,93% | +0,61% |
| CDB **** | +1,03% | +0,53% | +1,03% | +0,71% |
| Poupança | +0,72% | +0,22% | +0,63% | +0,31% |
| Ouro | +2,30% | +1,79% | -3,87% | -4,17% |
| Dólar Paralelo | -1,32% | -1,81% | -0,21% | -0,53% |
| Dólar Ptax | -0,62% | -1,11% | -1,33% | -1,64% |
| IGP-M | +0,50% | +0,32% |
* Deduzida a deflação pelo IGP-M que ficou em 0,50% em janeiro
** Deduzida a inflação pelo IGP-M que ficou em 0,32% em dezembro
*** Taxa Efetiva Andima
**** Taxa pré 30 dias