Ouro bate máxima de 2010, voltando a ser alternativa de reserva de valor

Clima nebuloso favorece aversão ao risco e aumenta procura por investimentos mais seguros; ouro atinge US$ 1.176,40 a onça

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SÃO PAULO – Com a tensão dos mercados mundiais aumentando, investidores têm visto no ouro uma alternativa segura de investimento. A commodity metálica bateu seu mais alto preço de 2010 no intraday desta sexta-feira (30), cotada a US$ 1.176,40 por onça.

Analistas apostam que, se o clima nebuloso permanecer no cenário internacional por mais tempo, pode ser que o ouro atinja seu pico histórico de dezembro último: US$ 1.226,10 por onça.

Em abril, a commodity subiu 5,3%, seu melhor desempenho mês-a-mês desde novembro de 2009. Isso se explica, em grande parte, pelos temores sobre as contas públicas europeias.

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Influências
Recentemente, os fortes déficits fiscais grego, espanhol e português têm preocupado autoridades monetárias de todo o mundo e levou agências de classificação de risco, como Moody’s e Standard & Poor’s, a rebaixarem os ratings da dívida dessas nações.

Com isso e o fortalecimento do euro frente ao dólar, o ouro se mostra uma reserva de valor direta e confiável para investidores avessos ao risco. O maior fundo de ouro do mundo, por exemplo, o SPDR Gold Trust, comentou na última quinta-feira (29) que aumentou em 6 mil toneladas sua carteira, que agora conta com 1.159.002 toneladas.

Por volta de 9h50, o ouro estava cotado a US$ 1,176,30 em Nova York, alta de 0,64% ante o fechamento anterior.

Commodities
O movimento de alta também é visto em outras commodities nesta sexta-feira, como cobre (+0,37%; US$ 336,30/lb), petróleo (+0,51%; US$ 87,41/ barril Brent), soja (+0,10%; US$ 997,00/bu), algodão (+0,60%; US$ 83,80/lb), café (+0,15%; US$ 0,20/lb) e açúcar (+0,13%; US$ 15,31/lb).