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SÃO PAULO – Os mercados externos operam em território positivo nesta terça-feira (31), com os investidores otimistas quanto a um auxílio econômico para a Grécia, a ser aprovado pelos líderes da Zona do Euro, e à economia japonesa, enquanto aguardam indicadores econômicos.
Em relação à Europa, segundo reportagem do Wall Street Journal, a Alemanha estaria disposta a ajudar os gregos reduzindo sua pressão pela reestruturação da dívida.
No Japão, os negócios foram impactados por pesquisa do governo que apontou que a indústria deve registrar um aumento de 8% na produção em maio e 7,7% em junho. De acordo com o analista sênior do Danske Bank, Flemming J. Nielsen, os dados sugerem que a atividade vai se recuperar rapidamente e que pode retornar aos níveis pré-terremoto em junho.
“A contração no PIB (Produto Interno Bruto) no segundo trimestre agora parece ser menos significante do que esperávamos anteriormente e teremos que rever nosso PIB de 2011 para cima. Enquanto o impacto no curto prazo do terremoto na economia global foi significativo, o pior já passou e ele se mostrou rápido”, diz o analista.
Agenda do dia importante
Na agenda do dia nos EUA, destaques para o índice Case-Shiller de preços residenciais referente a março e o índice de confiança do consumidor aferido pelo Conference Board em maio.
Sobre o primeiro, a LCA espera que o indicador continue apontando para desvalorização dos preços, “em linha com a nova rodada de piora dos indicadores do setor”. Já a confiança do consumidor, menos sensível à variação do preço da gasolina, deve ter-se beneficiado da geração em ritmo mais forte de novos postos de trabalho. “O fraco desempenho do mercado de ativos de risco, no entanto, deve ter limitado melhora pronunciada”, afirma a consultoria.
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Na Europa, a agenda traz dados sobre a inflação ao consumidor e a taxa de desemprego. Segundo a Eurostat, agência oficial de estatísticas da Comissão Europeia, a taxa de inflação anual em maio deverá ser de 2,7%, 0,01 ponto percentual menor que no mês anterior. A agência também divulgou números sobre o mercado de trabalho, que teve taxa de desemprego de 9,9% em abril.
No Brasil, a FGV divulgou agora pela manhã o Índice de Confiança da Indústria, que recuou 1,2% entre abril e maio, ao passar de 111,2 para 109,9 pontos, considerando-se dados com ajuste sazonal. O BC anuncia ainda o resultado da sondagem de demanda por swap cambial e se haverá ou não leilão de swap cambial reverso.
O destaque do dia, no entanto, cabe à divulgação da Produção Industrial de abril, para a qual a LCA espera desaceleração. O anúncio da Nota à Imprensa de Política Fiscal pelo BCB completa a agenda doméstica.
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Giro do mercado
Confira, abaixo, os destaques dos pregões:
- Nos Estados Unidos, os contratos futuros dos principais índices acionários sobem nesta terça, à espera da agenda doméstica.
- Na Europa, além do otimismo quanto à crise fiscal da Grécia, os investidores ainda têm ganhos com o setor petrolífero, sustentados pela cotação da commodity energética, que tem alta de 1,63% em Nova York e de 1,50% em Londres, para US$ 102,22 e US$ 116,18, na ordem.
- No Brasil, os investidores devem ficar de olho na situação da Grécia, na definição do sucessor ao cargo de diretor-geral do FMI (Fundo Monetário Internacional) e à agenda doméstica.
- A Ásia fechou em alta. Nem mesmo a revisão do rating do Japão pela Moody´s para possível corte impactou negativamente o mercado. Na China, onde se espera o PMI (Purchasing Manager’s Index) antes da próxima sessão, destaca-se a decisão do governo em aumentar as tarifas de energia para indústria, comércio e agricultura, já que neste Verão há previsão de falta de energia.