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SÃO PAULO – Os analistas do Bank of America Merrill Lynch revelaram nesta quinta-feira (30) seus papéis e setores preferidos no mercado brasileiro, além de projeções favoráveis para o rumo da bolsa no curto prazo.
Segundo a equipe, os baixos níveis das taxas de juros nas principais economias lá fora é fato bastante positivo, já que investidores passam a procurar ativos com maiores rendimentos em mercados emergentes – entre eles, o Brasil.
As perspectivas são ainda mais animadoras, porque a expectativa dos analistas Pedro Martins, Marina Valle e Renato Onishi, que assinam o relatório do banco de investimentos, é de que os bancos centrais como Fed e BCE (Banco Central Europeu) mantenham a flexibilização de suas políticas monetárias.
Em meio a este contexto, e apostando em uma gradual recuperação econômica global, o trio de analistas do BofA Merrill Lynch manteve inalterada sua projeção de que o Ibovespa encerre o ano aos 81 mil pontos. “A bolsa brasileira é hoje a mais atrativa da América Latina”, dizem.
Veja as alterações em setores e papéis
Já em seu portfólio recomendado de papéis brasileiros, a equipe realizou diversas alterações. Uma delas foi elevar a recomendação ao setor industrial de “equalweight” – peso em linha com a média do mercado – para “overweight” – peso acima da média do mercado. A mesma visão positiva foi mantida ao setor de infraestrutura.
Na visão do trio, os dois segmentos devem ser os principais beneficiados do intenso fluxo de investimentos no País, em decorrência de eventos como a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016. O destaque fica para as ações da Iochpe-Maxion, que foram incluídas na carteira, no lastro de projeções de forte Ebtida (geração operacional de caixa) em 2011.
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Outro setor que recebe boas perspectivas é o de mineração, devendo registrar bons volumes de vendas nos próximos meses. A equipe optou por reforçar sua visão overweight ao setor, ampliando sua exposição aos papéis da Vale. Em contrapartida, o segmento de siderurgia pede cautela, recebendo projeção “underweight” – peso abaixo da média do mercado – devido aos “preços em queda e custos crescentes”.
Recomendação semelhante “underweight” foi mantida ao setor imobiliário, que para os analistas, estaria apresentando múltiplos muito caros, com papéis supervalorizados. Dessa forma, os ativos do Iguatemi foram retirados da carteira.
Por fim, no setor de energia, que segue sob visão “underweight”, as alterações ficaram por conta da inclusão dos ativos da Cesp, que podem se beneficiar da trajetória de valorização do real, no lugar dos papéis da Tractebel, que saem do portfólio depois de mostrarem boa performance recente de alta.
Confira a carteira do BofA Merrill Lynch:
| Brazil Core Portfolio | ||
| Papel | Recomendação | Peso |
| Vale |
Overweight | 19,8% |
| CSN | Overweight | 8,7% |
| Fibria | Overweight | 2,0% |
| CCR | Overweight | 6,0% |
| Iochpe-Maxion | Overweight | 1,5% |
| Itaú Unibanco | Overweight | 15,3% |
| Banco do Brasil |
Overweight | 7,0% |
| Dasa | Overweight | 1,45% |
| Anhanguera | Overweight | 1,4% |
| Petrobras |
Equal Weight | 16,4% |
| Copel | Underweight | 3,0% |
| Cesp | Underweight | 1,6% |
| Vivo | Underweight | 3,2% |
| PDG Realty |
Underweight | 10,5% |
| AmBev | Underweight | 2,1% |