Otimismo predomina, Ibovespa sobe 1,39% e reverte perdas da semana

Em dia de volume fraco, Petrobras avança e apenas cinco ações fecham em queda no índice; Brasil Ecodiesel lidera perdas

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SÃO PAULO – Em uma sexta-feira (25) em que as principais referências para os mercados vieram dos EUA, com divulgação do PIB (Produto Interno Bruto) e novidades da reforma financeira, as bolsas operaram instáveis. Entretanto, por aqui predominou o otimismo, e o Ibovespa avançou 1,39%, a 64.823 pontos, revertendo as perdas da semana e fechando o período em alta de 0,60%. O volume financeiro totalizou R$ 3,32 bilhões – impactado pelo jogo da seleção brasileira pela Copa do Mundo. Na semana, o índice registrou alta de 0,6%.

O saldo do investidor estrangeiro na BM&F Bovespa está positivo em R$ 454 milhões entre 1º de junho até 23 de junho. Os investidores estrangeiros compraram R$ 26,969 bilhões até então, ao mesmo tempo em que venderam mais de R$ 26,515 bilhões, segundo dados bolsa paulista.

Principais referências
A terceira e última prévia do PIB dos Estados Unidos no primeiro trimestre decepciou os analistas. A surpresa foi provocada principalmente por um nível de consumo abaixo do esperado e um déficit comercial maior. A expansão da economia dos EUA foi de 2,7%, ante expectativas de que o avanço viesse em linha com a prévia anterior, de 3%. Ainda por lá, a confiança do consumidor medida pela Universidade de Michigan ficou acima do esperado em junho.

O Congresso norte-americano chegou a um acordo quanto à proposta de reforma do sistema financeiro do país, que deve ser submetida à votação entre os congressistas na próxima semana. Entre as medidas que constam no projeto, está a aprovação da chama “Regra Volcker”, segundo a qual os bancos não poderão aplicar mais de 3% de suas reservas de capital em fundos de private equity e hedge. Um dos objetivos da proposta de reforma do sistema financeiro é oferecer aos norte-americanos uma maior proteção ante as turbulências.

Bolsa
Por aqui, o destaque do noticiário fica novamente com a Petrobras, que viu seus papéis avançarem na sessão. Os ADRs (American Depositary Receipts) da empresa tiveram sua recomendação e preço-alvo reduzidos pela Standard & Poor´s Equity Research em função das incertezas relacionadas ao plano de capitalização. A petrolífera esclareceu também que “não está trabalhando com nenhum plano alternativo, quer seja para a capitalização, quer seja para a cessão onerosa”, em resposta a rumores divulgados na imprensa.

Por fim, o presidente da estatal, José Sergio Gabrielli, disse à Reuters que o plano de investimos da empresa para este ano não será impactado pelo adiamento da capitalização. De acordo com ele, o fluxo de caixa da petrolífera irá garantir os investimentos previstos para 2010, de R$ 88 bilhões.

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Vale dizer que apenas cinco ações do Ibovespa apresentaram desvalorização na sessão.

As maiores altas, dentre as ações que compõem o Índice Bovespa, foram:

 Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 LLXL3 LLX LOG ON 7,99 +4,04 -20,97 19,19M
 MMXM3 MMX Miner ON 12,06 +3,88 +20,41 17,26M
 CCRO3 CCR Rodovias ON 36,71 +3,67 -7,43 38,37M
 PCAR5 Pao de Açucar PNA 63,48 +3,22 -1,56 41,62M
 CESP6 Cesp PNB 25,70 +3,21 +7,55 12,51M

As maiores baixas, dentre os papéis que compõem o Índice Bovespa, foram:

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 Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 ECOD3 Brasil EcoDiesel ON 0,91 -2,15 -16,51 29,83M
 BBAS3 Brasil ON 27,10 -0,99 -3,81 103,58M
 LAME4 Lojas Americanas PN 13,52 -0,22 -12,59 26,34M
 CSAN3 Cosan ON 22,60 -0,18 -11,72 13,11M
 BTOW3 B2W Varejo ON 32,65 -0,09 -31,51 13,71M

As ações mais negociadas, dentre as que compõem o Índice Bovespa, foram :

 Código Ativo Cot R$ Var % Vol1 Vol 30d1 Neg 
 VALE5 Vale PNA 41,92 +1,62 310,08M 800,38M 11.344 
 PETR4 Petrobras PN 27,91 +1,53 298,45M 530,46M 13.494 
 ITUB4 Itau Unibanco PN 34,60 +0,73 149,42M 211,61M 8.930 
 USIM5 Usiminas PNA 51,06 +1,57 144,72M 145,47M 6.567 
 OGXP3 OGX Petróleo ON 18,58 +1,86 120,52M 223,24M 5.425 

* – Lote de mil ações
1 – Em reais (K – Mil | M – Milhão | B – Bilhão)

A disputa da Telefonica pela Vivo ganha novos desdobramentos. O primeiro-ministro português, José Sócrates, anunciou que a Caixa Geral de Depósitos (CGD) deverá votar contra a venda da participação que a Portugal Telecom tem na Brasilcel, a empresa que controla a Vivo no Brasil. A assembleia de acionistas que vai decidir sobre a proposta da Telefônica será realizada em 30 de junho.

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Após se destacar na última sessão, as ações da Brasil Ecodiesel lideraram as perdas do índice. A empresa informou que o STJ (Superior Tribunal de Justiça) julgou improcedente o mérito da ação movida pela companhia para tentar derrubar a suspensão do Selo Combustível Social das unidades de Itaqui (MA) e de Iraquara (BA). A suspensão, válida por um ano, foi decretada em março pelo Ministério de Desenvolvimento Agrário. Sem o selo, as unidades não podem participar dos leilões promovidos pela ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis).

Outros destaques econômicos
Na Europa, o jornal britânico The Guardian divulgou que a Grécia começa a se preparar para vender ou alugar algumas de suas ilhas, com objetivo de arrecadar recursos financeiros para os cofres públicos do país.

Por aqui, a CNI (Confederação Nacional da Indústria) divulgou a Sondagem Industrial de maio, pela qual a evolução da produção marcou 54,9 pontos no mês, acima da linha divisória de 50 pontos, patamar que indica aumento da produção. Apesar da alta no nível de produção na comparação com abril, o indicador mostrou que a UCI (Utilização da Capacidade Instalada) efetiva ficou de acordo com o usual para os meses de maio, em 50,3 pontos.

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Dólar
Em dia marcado por duas etapas de negociação no mercado cambial por conta do jogo do Brasil na Copa do Mundo – na primeira fase, finalizada às 10h00 (horário de Brasília), o dólar recuou 0,17%, ficando em R$ 1,786 -, o dólar comercial fechou com queda de 0,5%, sendo cotado na venda a R$ 1,78. Apesar desta desvalorização, a moeda terminou a semana com variação positiva de 0,45%.

O Banco Central realizou mais um leilão de compra de dólares no mercado cambial à vista. A operação ocorreu entre as 15h01 e às 15h11 (horário de Brasília), com uma taxa de corte aceita em R$ 1,7782.

Vale lembrar que as negociações no mercado cambial interbancário terminarão mais cedo na próxima segunda-feira (28), já que a seleção brasileira estará em campo na Copa do Mundo de Futebol às 15h30 em jogo válido pelas oitavas-de-final da competição.

Renda fixa
O mercado de juros futuros encerrou sem tendência, com os contratos de prazo mais curto apresentaram leve alta, enquanto as taxas com vencimentos alongados revezaram-se entre a queda e a estabilidade. O contrato de juros de maior liquidez nesta sexta-feira, com vencimento em janeiro de 2011, registrou uma taxa de 11,31%, 0,03 ponto percentual acima do fechamento de quinta-feira.

O mercado de títulos da dívida externa, por sua vez, fechou estável. O título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou estável, cotado a 133,60% do valor de face. Com isso, o indicador de risco Brasil, calculado pelo conglomerado financeiro JP Morgan, registrou alta de 2 pontos-base em relação ao fechamento anterior, atingindo 235 pontos-base.

Bolsas Internacionais
O índice S&P 500, que engloba as 500 principais empresas norte-americanas , fechou  em leve alta de 0,29% e atingiu 1.077 pontos, seguindo esta tendência, o índice Nasdaq Composite valorizou-se 0,27% a 2.223 pontos. Por outro lado, a Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais blue chips norte-americanas, fechou em leve baixa de 0,09% atingindo 10.144 pontos.

Na Europa, o índice FTSE 100  da bolsa de Londres  registrou baixa de 1,05% e atingiu 5.046 pontos; no mesmo sentido, o índice CAC 40  da bolsa de Paris desvalorizou-se 1,00% chegando a 3.520 pontos e o DAX 30, da bolsa de Frankfurt, caiu 0,73% a 6.071 pontos.

Confira os eventos previstos para segunda-feira
Por aqui, o Banco Central revela o relatório semanal Focus, que compila a opinião de consultorias e instituições financeiras sobre os principais índices macroeconômicos.

Nos EUA, ênfase para os índices Personal Income e Personal Spending do mês de maio, que avaliam a renda individual dos cidadãos norte-americanos e os gastos dos consumidores, assim como para o núcleo do PCE, medida de inflação mais acompanhada pelo Fed.