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SÃO PAULO – O dólar comercial abriu em sua oitava sessão de queda frente o real nesta sexta-feira (14), depois de as sucessivas baixas representarem a maior sequência negativa em mais de um ano. Na venda, a divisa era cotada a R$ 1,738, um recuo de 0,71%.
Investidores passaram por cima do corte no rating da Espanha pela Standard & Poor’s, com as bolsas da Europa apresentando alta nesta manhã. O otimismo fica por conta da reunião dos ministros de Finanças do G-20, que será realizada durante dois dias.
As consecutivas quedas também são sustentadas pela massiva entrada de dólares no mercado brasileiro, segundo dados do Banco Central. O ingresso pelo segmento financeiro, por exemplo, chegou a US$ 1,62 bilhão durante a primeira semana, somado à injeção através de superávit comercial de US$ 1,83 bilhão. No ano, já são US$ 71,76 bilhões de saldo positivo, contra US$ 19,58 bilhões no mesmo período do ano passado.
No aguardo de indicadores
Já tendo conhecimento do indicador Retail Sales, que calcula a atividade varejista dos Estados Unidos, agora a espera fica por conta do Michigan Sentiment, que mede a confiança dos consumidores no país, e o Business Inventories, que aponta o nível de vendas e estoques da indústria.
O aquecimento no varejo veio melhor do que o esperado pelo mercado em setembro, terminando em alta de 1,1%. Excluindo-se as vendas de carros, que apresentam sempre volatilidade, o avanço foi de 0,6%.
Análise
Para Jason Vieira, analista da corretora do Banco Cruzeiro do Sul, a demanda pelo dólar já começa a ser maior e pode forçar o BC a atuar na linha inversa para conter a valorização cambial. “O governo pode deixar de lado parte das medidas de contenção”, afirma. A expectativa para esta sexta é de mais um dia de alta volatilidade na cotação das moedas.
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Confira a variação do dólar durante os últimos 30 dias:
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