Oscilação recente do dólar não deve ser repassada ao consumidor

Para economista da ACSP, para repassar oscilação do dólar ao preço, empresas esperam moeda atingir um patamar estável

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SÃO PAULO – A recente queda do dólar não deve ser repassada tão rápido ao brasileiro. Em meio a um cenário de inflação baixa, o consumidor fica mais sensível a preços.

De acordo com o presidente da Abras (Associação Brasileira de Supermercados), Sussumu Honda, mesmo quando o dólar chegou a R$ 2,50, as empresas não repassaram essa alta aos preços dos produtos e continuaram a atuar com um patamar abaixo disso, entre R$ 2 e R$ 2,20. Agora que a moeda começa a mostrar sinais de queda, ele acredita que o consumidor não deva sentir tão rapidamente.

“Essa queda do dólar não é considerável, mesmo porque as empresas já estavam trabalhando com o patamar atual. Elas sabiam que o dólar não ia se sustentar no patamar que estava, de R$ 2,50”.

Dólar médio

Ele explicou que, para repassar a oscilação do dólar aos preços, as empresas fazem uma média de um determinado período.

“Quando estamos falando de azeite, vinho, não está tendo toda essa variação, porque a empresa está fazendo um dólar médio, uma vez que, com uma inflação de 5%, não dá para mexer tanto nos preços. O consumidor repara. Como os mercados de consumo estão rebaixados, está quase que impossível fazer repasse. O recado do consumidor é: não aumenta, senão eu mudo de marca”.

Defasagem

O economista da ACSP (Associação Comercial de São Paulo), Marcel Solimeo, também disse não acreditar em um repasse da oscilação recente do dólar aos preços, já que sempre há uma defasagem entre a cotação atual e a considerada para determinar o valor dos produtos importados.

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“Normalmente, o dólar está variando entre R$ 2 e R$ 2,20, então você trabalha com esse patamar. Se rompe para baixo, aguarda um tempo para ver o novo patamar. Não há uma certeza de que o dólar vai continuar caindo. A queda do dólar é recente e estável”, explicou.