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Os 5 fatores que fizeram o Ibovespa subir 1,5% e o dólar cair 1,8% nesta quarta

Mercado tem um dia de forte otimismo em meio a dados da China, aprovação do relatório da Previdência, falas do Fed e alívio nos protestos em Hong Kong

SÃO PAULO – O Ibovespa fechou em forte alta e recuperou os 101 mil pontos nesta quarta-feira (4), enquanto que o dólar teve sua maior queda diária desde abril. 

Hoje, o Ibovespa subiu 1,52% a 101.200 pontos com volume financeiro negociado de R$ 14,72 bilhões.

Enquanto isso, o dólar comercial caiu 1,79% a R$ 4,1046 na compra e a R$ 4,1051 na venda, ao mesmo tempo em que o dólar futuro para setembro recuou 1,5% a R$ 4,111. A última vez em que os contratos futuros da moeda tiveram uma queda tão expressiva foi em 1º de abril deste ano, quando a baixa foi de 1,8%. 

Os contratos futuros de juros, por sua vez, registravam perdas: o DI para janeiro de 2021 recua seis pontos-base a 5,43%, e para janeiro de 2023 registra queda de nove pontos-base, a 6,46%.

No radar, foram cinco os motivos que levaram o mercado a ficar tão otimista. Confira cada um: 

1) Hong Kong

A lei oficial de extradição em Hong Kong foi suspensa nesta quarta, o que aliviou os protestos na cidade. O projeto de lei foi a origem das manifestações que tomaram conta de Hong Kong nas últimas semanas. Ele permitia a extradição de suspeitos procurados para a China continental, Macau e Taiwan. Fugitivos do regime chinês poderiam até mesmo ser enviados a Pequim.

2) Brexit

Em sua segunda grande derrota em menos de 24 horas, o primeiro-ministro Boris Johnson viu o Parlamento do Reino Unido aprovar em segundo turno, por 327 votos a 299, a lei que impede um Brexit (saída do Reino Unido da União Europeia) sem acordo.

Desde que assumiu o cargo no mês passado, Johnson deixou claro diversas vezes que o Brexit ocorreria em 31 de outubro com ou sem acordo. Ele afirma que não irá pedir o adiamento do prazo, e por isso, logo que o resultado foi anunciado, ele colocou uma moção para novas eleições gerais.

3) Federal Reserve

O presidente do Federal Reserve do Dallas, Robert Kaplan, disse hoje que está observando se os dados macroeconômicos fracos divulgados ontem nos Estados Unidos refletem atitudes dos consumidores, o que poderia ser um presságio de gastos domésticos mais fracos. 

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Já o presidente do Fed de Nova York, John Williams, destacou que os indicadores negativos e os riscos globais pesam na tomada de decisões do banco central dos EUA no momento. 

Por fim, o presidente do Fed de Chicago, Charles Evans, apontou que limites no comércio exterior e na imigração podem desacelerar o crescimento da maior economia do mundo. 

Também foi divulgado o Livro Bege do Fed, que constatou um crescimento modesto na economia norte-americana nas últimas semanas. A pressão viria do setor manufatureiro, que foi duramente afetado pela guerra comercial com a China. 

4) Dados da China

O Índice Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) da China apresentou um avanço para 52,1 pontos em agosto no setor de serviços, contra 51,6 pontos em julho. 

5) Reforma da Previdência

Após mais de 7h de sessão, a Comissão de Constituição e Justiça do Senado Federal, aprovou, nesta quarta-feira (4), por 18 votos a 7, o relatório do senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) para a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da reforma da Previdência. Os parlamentares discutem agora emendas destacadas pelas bancadas. 

O texto tem impacto fiscal de R$ 870 bilhões em 10 anos – o que corresponde a uma desidratação de R$ 63,5 bilhões em relação à proposta aprovada pelo plenário da Câmara dos Deputados.

Noticiário Corporativo

A Petrobras (PETR3; PETR4) prevê que o primeiro óleo dos campos de Berbigão/Sururu, no pré-sal da bacia de Santos, será extraído no quarto trimestre deste ano, com perspectivas de ficar 25 anos em produção.

A Petrobras opera este campo com 42,5%, ao lado de Shell (25%), Total (22,5%) e Petrogal (10%). O investimento da Petrobras no projeto totaliza US$ 2,6 bilhões.

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O vice-presidente de finanças e risco do Itaú Unibanco (ITUB4), Milton Maluhy, afirmou que o programa de desligamento voluntário (PDV) do banco teve adesão acima do esperado pela instituição.

Segundo ele, “Temos um conjunto de cerca de 7 mil funcionários elegíveis e o porcentual de adesão dentro desse universo está acima do esperado”, disse. O prazo que os funcionários tinham para se candidatarem ao PDV terminou no último sábado, dia 31 de agosto.

A MRV Engenharia (MRVE3), construtora brasileira focada no segmento residencial de baixa renda, está perto de comprar o controle da AHS Residential, uma empresa-irmã sediada nos EUA, segundo uma pessoa próxima às negociações.

A aquisição está no estágio final e deve ser anunciada em breve, segundo a pessoa, que não quis revelar o valor da transação. A MRV, por meio da assessoria de imprensa, não confirmou a informação.

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