Os 5 eventos que vão agitar o mercado nesta semana

Veja o que de mais essencial você precisa saber antes de começar a operar nesta segunda-feira

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SÃO PAULO – O Ibovespa fechou a semana passada em alta, puxado pelas commodities e pelo forte fluxo de capital estrangeiro em direção ao Brasil. Nesta semana, muita volatilidade é esperada nesta segunda-feira (15) por conta do vencimento de opções sobre ações, que deve mexer principalmente nas blue chips mais líquidas do Ibovespa. Nos próximos dias, é preciso ficar de olho na votação da DRU (Desvinculação das Receitas da União) no Senado e dos destaques da renegociação das dívidas dos estados na Câmara dos Deputados. Indicadores importantes como a ata do Fomc (Federal Open Market Committee) dos Estados Unidos também devem ficar no radar. Confira no que ficar atento nesta segunda-feira (15) e nesta semana: 

1. Bolsas mundiais
O dia é de leve alta para as bolsas europeias, diminuindo os maiores ganhos registrados mais cedo em meio às preocupações com o crescimento global. Uma das fontes de preocupação foi o dado do PIB (Produto Interno Bruto) do Japão. A economia do país cresceu a uma taxa anualizada de 0,2% no trimestre de abril a junho. O resultado foi inferior às projeções de analistas consultados pelo The Wall Street Journal, que esperavam um avanço de 0,7%. Com isso, o japonês Nikkei fechou em queda. Por outro lado, os mercados chineses registraram forte alta, à espera de um estímulo adicional de Pequim depois que os dados econômicos apresentados na semana passada pelo gigante asiáticos também decepcionaram. Nesta semana, a China divulgará os dados de preços das propriedades. 

Às 07h46, este era o desempenho dos principais índices:

* FTSE 100 (Reino Unido) +0,10%

* CAC-40 (França) +0,03%

*DAX (Alemanha) +0,37%

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* Nikkei (Japão) 225 -0,30% (fechado)

*Xangai (China) +2,45% (fechado)

*Hang Seng (Hong Kong) +0,73% (fechado)

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*Dow Jones Futuro (EUA) +0,19%

*Petróleo brent +0,36%, a US$ 47,14 o barril

*Minério de Ferro 62% negociado em Qingdao, -0,25%, a US$ 60,22 a tonelada

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2. Votações no Congresso
Na quarta-feira (17), o plenário do Senado pode votar a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 31/2016 da DRU (Desvinculação das Receitas da União), uma das mais importantes medidas do ajuste fiscal, que prorroga até 2023 a permissão para que o executivo federal utilize livremente parte da sua arrecadação, ampliando seu percentual de 20% para 30% de todos os impostos e contribuições sociais federais. Apesar disso, segundo Solange Srour, economista-chefe da ARX, a DRU terá pouco impacto no mercado porque ninguém acredita que ela não vai passar. “O que pode acontecer é não votar por falta de quórum, mas não tem problema porque essa época do ano é realmente mais esvaziada no Congresso”, afirma.

Para ela, mais importante será observar a votação na Câmara dos Deputados dos destaques que não foram votados nesta semana no projeto de lei 257/2016 da renegociação das dívidas dos estados. A votação deve ocorrer ao longo da semana. 

3. Agenda econômica
Serão divulgados na terça-feira (16) o Índice de Preços ao Consumidor nos EUA às 9h30 (horário de Brasília), para o qual espera-se uma queda de 0,1%, e a produção industrial às 10h15, cujas expectativas são de crescimento de 0,5%. Os dois são os principais indicadores da próxima semana na maior economia do mundo depois da ata do Fomc, que sai na quarta-feira (17) às 15h. 

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Também na quarta sai um importante dado brasileiro às 9h, a Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio), com o dado de desemprego no Brasil no segundo trimestre. 

Já na quinta-feira (18) será divulgada às 8h30 a ata da última reunião do BCE, podendo mostrar quão disposta está a autoridade monetária da zona do euro a aumentar os estímulos no âmbito do programa de compras de ativos conhecido como “Quantitative Easing”.

4. Entrevista com Felipe Salto
O InfoMoney traz uma entrevista com o economista Felipe Salto, que lança o livro “Finanças Públicas – da contabilidade criativa ao resgate da credibilidade”, junto com Mansueto Almeida. 
Salto destaca o cenário desafiador para as contas públicas, mas destaca que houve uma mudança positiva no governo interino de Michel Temer, como através da PEC (Proposta de Emenda Constitucional) do teto de gastos, e acredita que ele pode ter ainda mais forças após a conclusão do impeachment. Contudo, uma coisa é praticamente certa: um aumento da carga tributária parece inevitável. E ressalta que, após os últimos governos Lula e Dilma Rousseff realizarem uma forte expansão fiscal, a conta chegou, e amarga: “de uma forma ou de outra, todos se beneficiaram no curto prazo desta empreitada expansionista e irresponsável do governo, que vendeu esse modelo de expansão fiscal desmedida como se fosse algo sustentável. Esse foi o problema. Agora é a hora de pagar a conta”. Confira clicando aqui. 

5. Destaques corporativos
A reta final de resultados corporativos segue em destaque. A Cemig divulgou lucro líquido consolidado de R$ 202,124 milhões no segundo trimestre deste ano, o que corresponde a uma queda de 62,17% na comparação com o resultado reportado no mesmo período de 2015. Já a Sabesp registrou lucro líquido de R$ 797,5 milhões no segundo trimestre, resultado mais de duas vezes maior que os R$ 337,3 milhões de um ano antes. Já Estácio e Kroton têm AGEs para aprovar associação. Confira mais destaques clicando aqui. 

Agenda InfoMoneyTV para segunda-feira:

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Lara Rizério
Mercados | Economia | Onde Investir

Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.