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Os 5 assuntos que vão movimentar o mercado no 1º pregão de 2020

Corte de compulsório na China e expectativa de que EUA assinem acordo comercial impulsionam bolsas mundiais no 1º pregão do ano

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Os mercados começam 2020 acelerados, com os futuros de Nova York apontando para uma abertura forte após notícias vindas da China. O BC chinês anunciou ontem que reduzirá o compulsório dos bancos a partir do dia 6 para aumentar a liquidez na economia local, que parece estar recuperando a confiança. Ainda sobre a China, o presidente americano Donald Trump disse que quer assinar a primeira fase do acordo comercial com o gigante asiático no dia 15.

A notícia, associada ao ambiente de maior otimismo com a economia e juros baixos, pode sustentar o Ibovespa nesta quinta-feira (2), em seu primeiro pregão do ano após a alta de 31,58% em 2019.

No noticiário corporativo, destaque para a estreia das ações da Natura & Co Holding na NYSE, que deverá acontecer no dia 6. Dia com poucos indicadores: no Brasil será publicada à tarde a balança comercial de dezembro e do ano passado inteiro, enquanto nos Estados Unidos saem os dados dos pedidos de seguro-desemprego da última semana de dezembro.

1.Bolsas mundiais

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Os futuros de Nova York avançam na manhã de hoje (2), apontando para uma abertura em alta na primeira sessão de 2020 de Wall Street. Na Ásia, as bolsas chinesas fecharam sua primeira sessão do ano em alta, após o Banco Popular da China ter informado que reduzirá o compulsório dos bancos em 6 de janeiro para injetar maior liquidez na economia. O PMI industrial da China de dezembro, divulgado na madrugada de hoje, saiu positivo aos 51,5 pontos, mas inferior ao de novembro. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que quer assinar a primeira fase do acordo comercial com a China em 15 de janeiro e poderá visitar Beijing em data posterior para discutir a segunda fase, informa a CNBC News.

Veja o desempenho dos mercados, às 7h16 (horário de Brasília):

*S&P 500 Futuro (EUA), +0,56%
*Nasdaq Futuro (EUA), +0,72%
*Dow Jones Futuro (EUA), +0,56%

*Dax (Alemanha) , +0,81%
*FTSE (Reino Unido), +1,04%
*CAC 40 (França), +1,35%
*FTSE MIB (Itália), +1,13%

*Hang Seng (Hong Kong), +1,25% (fechado)
*Xangai (China), +1,15% (fechado)
*Nikkei (Japão), 0 (feriado)

*Petróleo WTI, +0,46%, a US$ 61,34 o barril
*Petróleo Brent, +0,62%, a US$ 66,41 o barril

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**Contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa de Dalian fecharam em alta de +1,39%, cotados a 655,500 iuanes, equivalentes a US$ 94,13 (nas últimas 24 horas). USD/CNY= 6,9604 (+0,06%)
*Bitcoin, US$ 7.117,54 , -0,73%

2. Indicadores econômicos

No Brasil, a Secretaria de Indústria, Comércio Exterior e Serviços do Ministério da Fazenda divulga nesta quinta-feira, às 15h, o resultado fechado da balança comercial brasileira de 2019. Nos Estados Unidos, o Departamento de Trabalho do governo americano publica às 10h30 (hora de Brasília) os pedidos de seguro-desemprego da última semana de dezembro de 2019. Economistas ouvidos pela agência Dow Jones projetam que será de 225 mil pedidos, em pequena expansão sobre a terceira semana de dezembro, quando foi de 222 mil. Outro indicador importante nos EUA é a publicação do índice IHS Markit, índice de compras da manufatura e referente a dezembro, prevista para as 11h45.

3. Política

O ex-presidente da República, Michel Temer, deu entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo na qual afirmou que o governo do seu sucessor Jair Bolsonaro “vai indo bem”, porque deu sequência ao que o antecessor fazia na economia. “Peguei uma estrada esburacada e entreguei uma estrada asfaltada”, disse Temer. O ex-presidente é contrário a algumas bandeiras do atual governo, como a ampliação do excludente de ilicitude.

4. Nova Petrobras

Com a venda de ativos nos outros países da América do Sul, de poços nas bacias da região Nordeste, da petroquímica Braskem e da distribuição de gás natural, além de todas as refinarias fora do eixo Rio-São Paulo, a Petrobras se prepara para ser uma empresa mais enxuta na década de 2020, analisa matéria de hoje do jornal Valor Econômico.

Segundo estimativas, o objetivo da Petrobras é levantar entre US$ 20 bilhões e US$ 30 bilhões nos próximos anos, para reduzir a dívida bruta dos US$ 88 bilhões atuais para menos de US$ 60 bilhões em 2021. A estratégia deverá aumentar a distribuição de dividendos.

5. Noticiário corporativo 

A Natura & Co Holding informou ontem (1) que começará a negociar suas ações na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE) em 6 de janeiro. Segundo a empresa, já foram obtidas autorizações da SEC, a comissão de valores mobiliários do governo americano, e na própria NYSE. Já a Petrobras comunicou ao mercado que a petrolífera Petronas da Malásia pagou os R$ 2,8 bilhões restantes do acordo da venda de 50% dos seus campos de Tartaruga Verde e bloco III de Espadarte.

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