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Os 5 assuntos que vão movimentar o mercado nesta terça-feira

Bolsas mundiais sobem com estímulos do Fed, novo plano do governo dos EUA e expectativa por Powell; varejo no Brasil e mais destaques desta terça

Bandeira dos EUA
(Shutterstock)

Os mercados acionários operam em alta em todo o mundo refletindo a expansão do programa de estímulo fiscal e de liquidez por parte do Federal Reserve (Fed, o bc americano).

O otimismo faz as principais Bolsas operarem em alta mesmo com o avanço do coronavírus em todo o mundo.

Já no Brasil, é esperado que o Palácio do Planalto tome uma decisão sobre o destino do ministro da Educação, Abraham Weintraub, encerrando ao menos umas das crises na esfera federal.

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No cenário corporativo, a Oi divulgou prejuízo de R$ 6,28 bilhões no primeiro trimestre do ano e a Via Varejo levantou R$ 4,45 bilhões em sua oferta de ações (follow on).

1. Bolsas mundiais

Os mercados acionários têm um pregão de ganhos nesta terça-feira, apoiados no anúncio de novos estímulos fiscal e monetário por parte do Federal Reserve (Fed, o bc americano). A valorização ocorre apesar das preocupações com uma segunda onda de contaminação pelo novo coronavírus.

Na segunda-feira à tarde, o Fed anunciou uma mudança em seu programa de compra de títulos, que passa a permitir a aquisição de bônus de empresas individualmente. Antes, o programa abrangia apenas os fundos negociados em bolsa (ETFs).

Os futuros do Dow Jones registram alta de 1,64% e os do S&P 500 sobem 1,13%.

“O tamanho e o ritmo da expansão do balanço do Fed colocarão um piso nos mercados de ações globais”, disse, à Bloomberg, Stephen Gallo, chefe da estratégia de câmbio da BMO Capital Markets.

Com o novo passo do Fed, é esperado que outros bancos centrais façam movimentos similares, garantindo assim a liquidez do mercado financeiro.

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Ainda em destaque, o governo Trump está preparando uma proposta para a área de infraestrutura de quase US$ 1 trilhão como parte de seu esforço para estimular a maior economia do mundo, segundo pessoas familiarizadas com o plano ouvidas pela Bloomberg.

Na Europa, o EuroStoxx sobe 2,30% e o DAX, de Frankfurt, registra ganhos de 2,47%.

Apesar do estímulo ter sido bem recebido, os investidores seguem preocupados com os efeitos de uma segunda onda da Covid-19. Os números de casos da doença têm subido nas principais economias e somam, no mundo, 8,134 milhões de contaminados e 439.519 mortes.

Na Ásia, a bolsa de Tóquio teve a maior alta desde março depois que o banco central do Japão aumentou seu apoio a empresas em dificuldades. As decisões de política do Banco da Inglaterra e do Banco Nacional Suíço devem ocorrer ainda esta semana.

Veja o desempenho dos mercados, às 7h27 (horário de Brasília):

Nova York

*S&P 500 Futuro (EUA), +1,272%

*Nasdaq Futuro (EUA), +1,291%

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*Dow Jones Futuro (EUA), +1,89%

Europa

*Dax (Alemanha), +2,89%

*FTSE 100 (Reino Unido), +2,16%

*CAC 40 (França), +2,31%

*FTSE MIB (Itália), +3,14%

Ásia

*Nikkei 225 (Japão), +4,88% (fechado)

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*Hang Seng Index (Hong Kong), +2,39% (fechado)

*Shanghai SE (China), +1,44% (fechado)

*Petróleo WTI, +1,19%, a US$ 37,60 o barril

*Petróleo Brent, +1,46%, a US$ 40,30 o barril

**Contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa de Dalian fecharam estáveis, cotados a 781.000 iuanes, equivalente hoje a US$ 110,33 (nas últimas 24 horas).
USD/CNY = 7,0785 (-0,17%)

2. Indicadores econômicos

A Fundação Getúlio Vargas (FGV) divulga nesta terça-feira, às 8h, os dados sobre o IGP-10 do mês de junho. Às 9h, será a vez do IBGE publicar as informações sobre as vendas no varejo referente ao mês de abril. As vendas no varejo devem ter ampliado a queda para 14,1% em abril na base anual, segundo estimativa mediana em pesquisa Bloomberg, depois do recuo de 1,2% na medição anterior. Um número mais fraco pode corroborar apostas de que o Copom, que inicia hoje reunião de dois dias, repetirá o corte de 0,75 ponto da Selic.

Já nos Estados Unidos, as atenções estão voltadas para o pronunciamento do presidente do Fed, Jerome Powell, no Congresso, às 11h (horário de Brasília).

Antes disso, às 9h30, serão revelados os dados do núcleo de vendas no varejo do mês de maio e, às 10h15, a produção industrial mensal.

3. Cenário político

O Palácio do Planalto deve tomar uma decisão sobre o destino do ministro da Educação, Abraham Weintraub. Um dos aliados mais ferrenhos do governo, sua demissão é esperada após os ataques ao Supremo Tribunal Federal (STF) e por fazer parte do inquérito das fake news.

Segundo o jornal “Folha de S.Paulo”, o presidente Jair Bolsonaro tenta dar uma saída “honrosa” ao ministro, dando a ele um cargo no Planalto ou um posto diplomático no exterior.

Além disso, na segunda-feira à noite, Bolsonaro afirmou, em entrevista à BandNews, que a análise pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de um processo que pode levar à cassação da chapa presidencial é “começar a esticar a corda”.

Para ele, esse processo, que trata de um ataque virtual a um grupo de mulheres em 2018, já deveria ter sido arquivado e que o seu julgamento é “inadmissível”.

4. Pandemia do coronavírus

Enquanto as contaminações por coronavírus avançam em todo o mundo, a empresa de biotecnologia Moderna anunciou, ontem à noite, acreditar poder disponibilizar até o final de novembro os dados sobre a eficácia da vacina contra o coronavírus. A empresa deve em 30 dias dar início aos estágios finais dos testes.

São algumas centenas de testes para uma vacina do coronavírus em curso, mas a da Moderna é uma das que se encontra em etapa mais avançada, assim como uma outra iniciativa de um laboratório na China.

Os números de casos da doença têm subido nas principais economias e somam, no mundo, 8,134 milhões de contaminados e 439.519 mortes.

5. Panorama corporativo

Os investidores devem repercutir nesta terça-feira o resultado negativo do balanço da Oi e também a captação de recursos pela Via Varejo (dona das bandeiras Casas Bahia e Ponto Frio).

Na segunda-feira, após o encerramento do pregão, a Oi anunciou que registrou um prejuízo líquido de R$ 6,28 bilhões no primeiro trimestre do ano, ante R$ 568 milhões de lucro nos primeiros três meses de 2019.

Na mesma base de comparação, a receita líquida atingiu R$ 4,75 bilhões, queda de 7,4%. O Ebitda caiu 5,8%, para R$ 1,53 bilhão. Já a dívida líquida da empresa subiu 79% no comparativo anual, para R$ 18,1 bilhões.

Já a Via Varejo levantou R$ 4,45 bilhões em sua oferta de ações (“follow on”) concluída na segunda-feira. O preço da ação foi fixado em R$ 15.

Os recursos serão utilizados para investimentos na área de tecnologia e logística, além de reforço na estrutura de capital.

No setor aéreo, a Embraer informou que fechou uma linha de capital de giro voltada para exportações de aeronaves no valor de US$ 600 milhões. O prazo da operação é de até quatro anos.

Segundo a empresa, o BNDES irá liberar até US$ 300 milhões desse montante e o restante virá de bancos comerciais.

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