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Os 5 assuntos que vão movimentar o mercado nesta terça-feira

Bolsas mundiais registram mais uma sessão de alta à espera de reuniões de política monetária; produção industrial da China sobe e mais destaques

Bandeiras da China ao vento
(Shutterstock)

As bolsas mundiais operam em alta nesta manhã, enquanto o mercado espera novas sinalizações sobre a política monetária nos Estados Unidos. As bolsas europeias sobem, assim como os índices futuros de Nova York, enquanto na Ásia os mercados fecharam mistos.

Hoje começa a reunião de dois dias do Fed, Banco Central dos Estados Unidos, e também do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil, ambos com expectativa de taxa de juros estável.

No Brasil, um dos destaques é a notícia de que o governo planeja revisar quase 2 milhões de benefícios destinados a idosos e pessoas carentes com deficiência. Também chama atenção a informação de que representantes da bancada evangélica se articulam para derrubar o veto do presidente Jair Bolsonaro ao perdão de dívidas tributárias das igrejas.

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No noticiário corporativo, o mercado continua acompanhando a transação entre Ser Educacional e Laureate, que pode despertar propostas de outras empresas do setor. Além disso, a Petrobras anunciou uma redução nos seus planos de investimentos para o período de 2021 a 2025, enquanto o Minerva estuda vender uma fatia da subsidiária Athena Foods.

1. Bolsas mundiais

As bolsas mundiais procuram se firmar em território positivo nesta manhã, enquanto os investidores aguardam reuniões dos bancos centrais dos Estados Unidos, do Japão e da Inglaterra nesta semana. Na Europa, as bolsas sobem, enquanto na Ásia os mercados fecharam mistos. Ao mesmo tempo, os índices futuros de Nova York sinalizam uma abertura positiva em Wall Street.

Os futuros do Dow Jones estão em alta de 0,57%, enquanto os do S&P 500 avançam 0,62% e os da Nasdaq sobem 0,93%. A tendência positiva ocorre após uma sessão de recuperação em Wall Street na véspera.

Depois da pior semana desde março, o índice Nasdaq avançou 1,9% ontem, com a recuperação das ações das gigantes de tecnologia. O Dow Jones e o S&P 500 também subiram mais de 1%.

Na Europa, estava misto mais cedo, mas agora se firmou em território positivo. O Euro Stoxx sobe 0,65%. As bolsas de Milão (FTSE MIB) e de Londres (FTSE 100) também sobem, com alta de 0,71%, e 0,90%, respectivamente.

Ao mesmo tempo, o CAC, de Paris, sobe 0,45%, e o DAX, da Alemanha avança 0,32%. Os investidores europeus aguardam a reunião do Fed nesta semana e reagem aos dados mais recentes da China.

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A produção industrial chinesa cresceu 5,6% em agosto ante o mesmo período do ano passado; economistas consultados pelo The Wall Street Journal previam uma alta anual de 5,2% para agosto. Em julho, o aumento foi de 4,8%. Já as vendas do varejo cresceram 0,5%, primeiro resultado positivo neste ano, segundo o National Bureau of Statistics. Mesmo assim, as vendas caem 8,6% no acumulado dos oito primeiros meses do ano.

Na Ásia, as bolsas fecharam mistas. O índice Nikkei 225, do Japão, caiu 0,44%, enquanto índice Kospi, da Coreia do Sul, avançou 0,65%. Na China, o Shangai SE subiu 0,51%. Já o índice Hang Seng, de Hong Kong, teve alta de 0,38%.

No mercado de petróleo, a Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês) reduziu sua previsão de aumento de demanda do petróleo para 2020. A expectativa para demanda mundial ficou em 91,7 milhões de barris por dia, redução de 8,4 milhões de barris por dia na comparação anual.

O corte foi maior que a redução de 8,1 milhões de barris por dia prevista pela instituição no relatório de agosto. Mesmo assim, o preço do petróleo está em alta nesta manhã, com o WTI subindo 1,93% para US$ 37,93, e o Brent em alta de 1,64%, a US$ 40,26 o barril.

*Veja o desempenho dos mercados, às 7h01 (horário de Brasília):

Nova York

*S&P 500 Futuro (EUA), +0,62%
*Nasdaq Futuro (EUA), +0,93%
*Dow Jones Futuro (EUA), +0,57%

Europa

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*Dax (Alemanha), +0,32%
*FTSE 100 (Reino Unido), +0,86%
*CAC 40 (França), +0,41%
*FTSE MIB (Itália), +0,57%

Ásia

*Nikkei 225 (Japão), -0,44% (fechado)
*Hang Seng Index (Hong Kong), +0,38% (fechado)
*Shanghai SE (China), +0,51% (fechado)

*Petróleo WTI, +1,80%, a US$ 37,93 o barril
*Petróleo Brent, +1,57%, a US$ 40,23 o barril

**Contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa de Dalian fecharam em queda de 1,78%, cotados a 827.500 iuanes, equivalente hoje a US$ 122,16 (nas últimas 24 horas).
USD/CNY = 6,77379

*Bitcoin, US$ 10.658,04 +2,57%

2. Agenda

Os investidores acompanham hoje a divulgação do Índice Empire State nos Estados Unidos, às 9h30. Mais tarde, às 10h15, serão revelados dados de produção industrial de agosto nos Estados Unidos.

Confira ainda o Radar InfoMoney, novo programa diário que resume, em poucos minutos, os fatos mais relevantes do noticiário econômico e político do Brasil e do mundo e os seus impactos no comportamento das ações e de outros ativos financeiros. O programa é transmitido ao meio-dia em ponto, de segunda a sexta-feira, pelo canal do InfoMoney no YouTube.

3. Corte de despesas

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No noticiário nacional, um dos destaques é a notícia de que o governo planeja revisar quase 2 milhões de benefícios destinados a idosos e pessoas carentes com deficiência. Segundo a Folha de S.Paulo, a economia com as medidas seria de R$ 10 bilhões por ano. A mudança está sendo preparada pelos Ministérios da Economia e da Cidadania, segundo o jornal, e seria feita por meio de decreto.

Ainda tem destaque no noticiário de hoje a informação de que o governo quer congelar aposentadorias e pensões por dois anos para dar espaço à criação do Renda Brasil no Orçamento de 2021. Além disso, o governo busca desvincular o salário mínimo dos benefícios previdenciários.

Depois de o presidente Jair Bolsonaro ter vetado o perdão de R$ 1 bilhão em dívidas tributárias das igrejas, representantes da bancada evangélica se articulam para derrubar o veto. Ontem, o presidente da bancada evangélica na Câmara, Silas Câmara (Republicanos-AM), disse ter maioria para manter o perdão às igrejas. Segundo o Estado de S.Paulo, a bancada vai se reunir hoje para discutir sua estratégia.

Ainda sobre as igrejas, foi noticiado pelo Estado de S.Paulo que o governo estuda uma forma de imunizar as igrejas de tributos por meio de uma proposta de emenda constitucional (PEC), que deve ser enviada antes da votação do veto, prevista para outubro. O ministério da Economia é contrário à medida. Hoje, as igrejas têm imunidade contra a cobrança de impostos, mas a proteção não alcança as contribuições, como a CSLL e a previdenciária.

4. Inflação e reeleição

Além disso, o presidente Bolsonaro voltou a declarar, na noite de ontem, que não haverá tabelamento de preços para conter a inflação dos alimentos. Ele destacou que a alta do arroz se deve ao aumento do consumo e que o aumento das importações deve ajudar a atenuar a situação.

Também chama atenção levantamento do Estadão/Broadcast mostrando que os líderes da maioria dos partidos apoiam o fim da reeleição para cargos do Executivo. A mudança tem apoio de 15 dos 24 partidos representados na Câmara e no Senado.

Na semana passada, o deputado Alessandro Molon (RJ) apresentou uma proposta de emenda à Constituição (PEC) para proibir a reeleição. O tema ganhou destaque depois de o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso ter declarado que errou ao se reeleger.

Outro destaque nacional é a efetivação do ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello, no cargo. O militar tomará posse amanhã (16). Ele assumiu a pasta em 16 de maio, depois de ser secretário-executivo na gestão de Nelson Teich. Ontem, o Brasil chegou a 132.006 vidas perdidas desde o início da pandemia.

5. Radar corporativo

Hoje, o mercado continua acompanhando a transação entre Ser Educacional e Laureate. Depois de a Ser ter oferecido R$ 4 bilhões pelos ativos brasileiros da Laureate, a Yduqs declarou que pode entrar na disputa. A Folha de S.Paulo publicou que a Cogna, líder do setor, não vai ficar parada e pode fazer uma oferta para defender sua primeira posição no mercado. Outro possível alvo para a Cogna poderia ser a Uniasselvi.

Os investidores também acompanham a definição do preço por ação da oferta da Plano & Plano. Além disso, a Petrobras anunciou uma redução nos seus planos de investimentos para o período de 2021 a 2025. Segundo a estatal, o investimento ficará entre US$ 40 bilhões e US$ 50 bilhões. Já a Minerva informou que está estudando a venda de 25% da subsidiária Athena Foods para uma sociedade de propósito específico listada na Nasdaq (SPAC) por US$ 200 milhões.

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