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Os 5 assuntos que vão movimentar o mercado nesta terça-feira

Bolsas globais têm pausa no rali; julgamento de chapa de Bolsonaro no TSE e mais destaques

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(Getty Images)

O otimismo global dá uma trégua nesta terça-feira e as bolsas europeias operam em queda, assim como os futuros de Nova York.

O ajuste ocorre após os principais índices de ações globais retornarem a níveis próximos aos registrados em fevereiro, antes do início do agravamento da pandemia do novo coronavírus.

No Brasil, o o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou, na segunda-feira à noite, que o governo Jair Bolsonaro retomasse a divulgação na íntegra dos dados acumulados de mortes e casos confirmados de Covid-19 no site do Ministério da Saúde.

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Entre as notícias corporativas, a CSN anunciou um reperfilamento de R$ 300 milhões em dívidas e a Raízen Energia aprovou emissão de debêntures que somam R$ 1,25 bilhão.

1. Bolsas mundiais

O otimismo global dá uma trégua nesta terça-feira e as Bolsas europeias operam em queda, assim como os futuros de Nova York.

O ajuste ocorre após os principais índices de ações globais retornarem a níveis próximos aos registrados em fevereiro, antes do início do agravamento da pandemia do novo coronavírus.

Os futuros do Dow Jones caem 1,12% e os do S&P 500 recuam 0,91%.

Os investidores calculam se essa recuperação dos mercados não ocorreu em um nível superior ao que será a recuperação da economia, que ainda sofre os efeitos do isolamento social imposto pela pandemia.

“Estamos lidando com muitas incógnitas, apesar da reabertura das atividades econômicas ainda estarem no caminho certo”, disse, à Bloomberg, Frank Tsui, gerente sênior de fundos da Value Partners.

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Na Europa, os índices também operam em terreno negativo. O DAX, de Frankfurt, recua 2,22%.

Veja o desempenho dos mercados, às 7h31 (horário de Brasília):

Nova York

*S&P 500 Futuro (EUA), -1,00%

*Nasdaq Futuro (EUA), -0,59%

*Dow Jones Futuro (EUA), -1,16%

Europa

*Dax (Alemanha), -2,01%

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*FTSE 100 (Reino Unido), -1,93%

*CAC 40 (França), -2,02%

*FTSE MIB (Itália), -2,22%

Ásia

*Nikkei 225 (Japão), -0,38% (fechado)

*Hang Seng Index (Hong Kong), +1,13% (fechado)

*Shanghai SE (China), +0,62% (fechado)

*Petróleo WTI, -2,49%, a US$ 37,24 o barril

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*Petróleo Brent, -1,91%, a US$ 40,02 o barril

**Contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa de Dalian fecharam em queda de 1,03%, cotados a 769.000 iuanes, equivalente hoje a US$ 108,54 (nas últimas 24 horas).
USD/CNY = 7,0897 (+0,26%)

2. Indicadores econômicos

A FGV divulga nesta terça-feira, às 8h, a primeira prévia do IGP-M de maio.

O diretor de Política Econômica do Banco Central (BC), Fabio Kanczuk, irá participar, às 10h, do evento virtual “Política monetária no Brasil da pandemia”, realizado pelo Credit Suisse.

Já os EUA divulgam às 11h estoques no atacado de abril. À noite, China divulga CPI e PPI às 22h30.

3.  Enfrentamento da pandemia

E a divulgação dos dados sobre o contágio do novo coronavírus no Brasil ganha mais um capítulo. Na segunda-feira à noite, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou que o governo Jair Bolsonaro retomasse a divulgação na íntegra dos dados acumulados de mortes e casos confirmados de Covid-19 no site do Ministério da Saúde.

Desde a semana passada, a pasta alterou horário e a a forma de divulgação dos números da Covid-19 no Brasil. O jornal “O Estado de S.Paulo” informou que a mudança se deu após o presidente Jair Bolsonaro pedir que o número de mortes publicados ficasse abaixo de mil.

A mudança na forma de divulgação levou um grupo de veículos a fechar uma parceria para buscar as informações junto às secretarias de saúde.

Pelas contas desse consórcio, o Brasil registrou 849 mortes por Covid nas últimas 24 horas, elevando o número total para 37.312. Pela publicação do Ministério da Saúde, foram 679 óbitos. O número atualizado de mortes acumuladas não está sendo mais informado pela pasta, mas ao somar esse último dado aos dias anteriores, o total seria de 37.134.

4. Cenário político

Os movimentos contrários ao governo de Jair Bolsonaro, como o Somos Democracia, marcaram um novo ato contra o atual governo para o próximo dia 14, apesar do avanço da Covid-19 no Brasil.

Além das críticas ao governo, os movimentos vão defender a democracia, pautas antirracista e o apoio ao SUS, segundo informou o jornal “Folha de S.Paulo”.

Em reação a esses movimentos, Bolsonaro definiu que irá intensificar a polarização com o PT para evitar o fortalecimento de siglas do centro.

Ainda em destaque, o julgamento de ações contra chapa de Bolsonaro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) está na pauta desta terça-feira. Conforme destaca o Valor, o TSE deve rejeitar primeiras ações que pedem cassação da chapa de Bolsonaro e Mourão. A pauta de hoje na Corte eleitoral inclui dois processos que pedem o afastamento do presidente e seu vice por tirarem vantagem de uma invasão hacker ao grupo no Facebook durante a campanha eleitoral. Nos bastidores do Tribunal, o entendimento é o de que esses processos são juridicamente frágeis e não têm chance de prosperar, mas os ministros não são tão categóricos quanto às outras quatro ações, que investigam o impulsionamento ilegal de mensagens por meio do WhatsApp, diz o jornal.

5. Panorama corporativo

As empresas brasileiras seguem buscando forma de equilibrar o seu caixa para lidar com a crise causada pela pandemia do novo coronavírus.

A siderúrgica CSN concluiu o reperfilamento de R$ 300 milhões em dívidas junto à Caixa Econômica Federal. Os valores iriam vencer entre este mês e setembro e agora foram transferidos para o período de 2021 a 2024.

As condições desse reperfilamento não foram divulgadas. A companhia informou que “segue negociando o alongamento de seu passivo financeiro, visando à preservação da liquidez necessária para executar sua estratégia de desalavancagem e geração de valor aos seus acionistas”.

Já a A Raízen Energia aprovou duas emissões de debêntures, que vão totalizar R$ 1,25 bilhão. Os recursos serão utilizados em investimentos na operação.

O vencimento dessas operações se dará em dez anos, segundo a companhia.

A B3 informou ainda que irá operar nos feriados paulistas de 9 de julho e 20 de novembro. No dia 11, Corpus Christi, não haverá pregão.

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