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Os 5 assuntos que vão movimentar o mercado nesta terça-feira

Bolsas mundiais têm nova sessão de ganhos com alívio global sobre coronavírus; coletiva do governo e mais destaques

Jaie Bolsonaro e Paulo Guedes
(Marcos Corrêa/PR)
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Os mercados aproveitam nesta terça-feira o embalo das altas da bolsas de valores do começo da semana, estendendo os ganhos da segunda: na Ásia, as bolsas fecharam em alta, com a notícia de que a China não registrou ontem nenhum morte pelo coronavírus, pela primeira vez desde janeiro.

O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, anunciou um pacote de US$ 999 bilhões para reativar a economia nipônica.

Na Europa as bolsas abriram de novo em alta firme, com notícias de que a pandemia da Covid-19 perde força em alguns países. Em Nova York os futuros estão em terreno positivo. No Brasil, o ministro da Economia, Paulo Guedes, dará uma coletiva de imprensa às 9h sobre o coronavírus. No noticiário corporativo, destaque para a emissão de debêntures de R$ 500 milhões da Lojas Renner.

1. Bolsas mundiais

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As bolsas de valores da Ásia fecharam em alta nesta terça-feira, embaladas pelo forte desempenho de ontem nos mercados europeus e em Wall Street, mas também com a boa notícia de que a China não registrou ontem nenhuma morte pela Covid-19 – pela primeira vez desde janeiro.

As bolsas da Europa abriram hoje em alta firme e os futuros de Nova York estão em terreno positivo. Os sinais são de que a pandemia do coronavírus está em declínio na Espanha, Itália e Áustria – que será o primeiro país europeu a reabrir o comércio, em 14 de abril.

Apesar de o primeiro-ministro britânico Boris Johnson estar hospitalizado com coronavírus na UTI de um hospital londrino, o sentimento é que a Covid-19 entrou agora numa curva declinante. Alguns países como a Itália já projetam voltar à reabertura gradual do comércio e de outras atividades, a chamada “Fase 2” da quarentena. Na Itália a “Fase 2” deve começar em 4 de maio, informa o jornal Corriere della Sera.

O petróleo sobe e recupera parte da queda de 8% da véspera após secretário dos EUA ter tido “discussão produtiva´´ com príncipe saudita sobre a commodity; metais se valorizam em Londres, também com sinais de retomada da economia chinesa.

Veja o desempenho dos mercados, às 7h25 (horário de Brasília):

Nova York
*S&P 500 Futuro (EUA), +2,93%
*Nasdaq Futuro (EUA), +2,61%
*Dow Jones Futuro (EUA), +3,31%

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Europa
*Dax (Alemanha), +3,64%
*FTSE (Reino Unido), +2,47%
*CAC 40 (França), +3,13%
*FTSE MIB (Itália), +4,05%

Ásia
*Nikkei (Japão), +2,01% (fechado)
*Kospi (Coreia do Sul), +1,77% (fechado)
*Hang Seng (Hong Kong), +2,12% (fechado)
*Xangai (China), +2,05% (fechado)

*Petróleo WTI, +3,60%, a US$ 27,02 o barril
*Petróleo Brent, +2,24%, a US$ 33,79 o barril

**Contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa de Dalian fecharam em alta de 0,09%, cotados a 569.500 iuanes, equivalentes a US$ 80,69 (nas últimas 24 horas). USD/CNY= 7,0572 (+0,48%)

*Bitcoin, US$ 7.373,04 +1,06%

2. Indicadores econômicos

O IBGE divulga na manhã de hoje a Pesquisa Mensal do Comércio de fevereiro deste ano. É o indicador mais importante da manhã de hoje no Brasil. As vendas no varejo de fevereiro devem registrar queda de 0,5% em fevereiro na base de comparação mensal e alta de 2,2% na base anual, segundo consenso Bloomberg.

Na véspera, a Standard & Poor’s alterou a perspectiva do Brasil de positiva para estável e mantém rating BB- por conta das incertezas trazidas pela pandemia de Covid-19. A agência disse que espera que crescimento do PIB e performance fiscal do país sofram em 2020 com a pandemia.

Ainda em destaque, está a coletiva de imprensa no Palácio do Planalto sobre ações de enfrentamento ao coronavírus, que vai reunir o presidente, Jair Bolsonaro, o ministro da Economia, Paulo Guedes, o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, o ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, e o presidente da Dataprev, Gustavo Canuto; a entrevista está prevista para as 9h.

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Os ministros de finanças dos países da Zona do Euro devem fazer uma teleconferência às 13h para discutir a epidemia do coronavírus.

3. Política 

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, declarou na noite de ontem que permanecerá no cargo, após um dia inteiro de especulações sobre a sua saída do governo. “Vamos continuar enfrentando o nosso inimigo, que tem nome e sobrenome: Covid-19”, afirmou.

O pronunciamento aconteceu após uma reunião descrita com tensa com o presidente Jair Bolsonaro e outros ministros no Palácio do Planalto, informa a Folha de S. Paulo.

Bolsonaro insiste no uso da cloroquina no combate ao coronavírus. Mandetta rebateu que não existe protocolo seguro para o uso do medicamento contra a Covid-19. Integrantes do chamado “grupo moderado” tentaram convencer Bolsonaro a não demitir Mandetta. Já em São Paulo, o governador João Doria (PSDB) estendeu a quarentena até 22 de abril.

4. Dívidas e bancos 

Um levantamento feito pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) indica que a crise provocada pela epidemia do coronavírus levou dois milhões de clientes a procurar os cinco maiores bancos do país para renegociar R$ 200 bilhões em empréstimos. O valor que foi discutido por Banco do Brasil, Bradesco, Caixa e Santander, contudo, não foi divulgado. O Itaú Unibanco informou que aceitou apenas 5% dos 302 mil pedidos que recebeu, segundo reportagem do jornal O Estado de S. Paulo.

5. Noticiário corporativo 

A Lojas Renner informou que emitirá debêntures simples no valor de R$ 500 milhões. A soma levantada será usada pela empresa como capital de giro e fortalecerá o caixa. Já a JBS comunicou na noite de ontem que concluiu a aquisição da Empire Packing Company nos Estados Unidos. A transação, feita pela filial americana do frigorífico brasileiro, envolveu US$ 238 milhões – ao redor de R$ 1,14 bilhão pelo câmbio de fevereiro – e deu à empresa o controle da marca Ledbetter e cinco plantas. A BRF informou ontem que a alfândega chinesa autorizou o seu frigorífico em Dourados (MS) a exportar carnes de aves para a China.

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