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Os 5 assuntos que vão movimentar o mercado nesta terça-feira

Bolsas mundiais têm leve queda após disparada da véspera; reaproximação entre Maia e Guedes e mais destaques da sessão

Donald Trump (Official White House Photo by Tia Dufour)
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As bolsas mundiais mostram um leve movimento de queda nesta manhã, em meio ao retorno do presidente norte-americano, Donald Trump, à Casa Branca, depois de ter ficado internado por três dias, com Covid-19. O retorno de Trump suavizou as incertezas sobre a corrida presidencial nos Estados Unidos, e justificou uma alta nos mercados globais na véspera.

Além disso, o Fundo Monetário Internacional (FMI) melhorou suas perspectivas econômicas de 2020 para o Brasil, mas alertou que os riscos permanecem “excepcionalmente altos e multifacetados” e que a dívida do governo está a caminho de encerrar o ano em torno de 100% do Produto Interno Bruto (PIB), segundo a Reuters.

No Brasil, os investidores acompanham novidades no front político. Depois de protagonizar atritos nas últimas semanas, o presidente da Câmara (DEM-RJ), Rodrigo Maia, e o ministro da Economia, Paulo Guedes, decidiram fazer as pazes. Ontem, eles jantaram juntos e pediram desculpas mútuas. Além disso, os dois defenderam a pacificação e a continuidade da agenda de reformas, de acordo com o Estadão.

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No noticiário corporativo, o Grupo Mateus incluiu em seu prospecto de oferta inicial de ações (IPO) o acidente ocorrido no Mix Atacarejo, em São Luís (MA), e abriu prazo para desistência. Além disso, a Marfrig comprou a Campo del Tesoro, na Argentina por US$ 4,6 milhões, enquanto a BR Malls e a Multiplan investiram R$ 9 milhões e R$ 18,6 milhões, respectivamente, na Delivery Center.

1. Bolsas mundiais

As bolsas mundiais operam em baixa nesta manhã, depois do retorno do presidente norte-americano, Donald Trump, para a Casa Branca.

Na Europa, o índice Euro Stoxx cai 0,25%. O CAC, de Paris, recua 0,05%, enquanto o FTSE 100, de Londres, perde 0,46%. O DAX, da Alemanha, cai 0,09%. Já o FTSE MIB, da Itália, registra alta de 0,13%.

Os futuros do S&P 500 estão em queda de 0,26%, enquanto os do Dow Jones caem 0,10%. Os futuros da Nasdaq estão em baixa de 0,40%.

Os médicos de Trump disseram ontem que a saúde do presidente continuou a melhorar nas 24 horas anteriores, embora o médico Sean Conley tenha alertado que ele ainda pode não estar totalmente fora de risco. Ao mesmo tempo, o mercado acompanha as negociações do governo dos Estados Unidos sobre um novo pacote de estímulos à economia.

A presidente da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos, Nancy Pelosi, e o Secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, conversaram ontem durante quase uma hora, mas ainda não chegaram a um acordo. Eles devem ter uma nova conversa hoje sobre o assunto.

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Na Ásia, os mercados fecharam em alta, depois que o Banco Central da Austrália (RBA) disse que manterá sua política econômica. No Japão,o Nikkei subiu 0,52%, enquanto o índice Hang Seng, de Hong Kong, registrou alta de 0,90%, e o Kospi, da Coreia do Sul, subiu 0,34%. Na China, os mercados estão fechados devido a um feriado local.

*Veja o desempenho dos mercados, às 6h50 (horário de Brasília):

Nova York

*S&P 500 Futuro (EUA), -0,26%
*Nasdaq Futuro (EUA), -0,40%
*Dow Jones Futuro (EUA), -0,10%

Europa

*Dax (Alemanha), -0,09%
*FTSE 100 (Reino Unido), -0,45%
*CAC 40 (França), -0,05%
*FTSE MIB (Itália), +0,17%

Ásia

*Nikkei (Japão), +0,52% (fechado)
*Hang Seng Index (Hong Kong), +0,90% (fechado)
*Kospi (Coreia do Sul), +0,34%

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*Petróleo WTI, +0,92%, a US$ 39,58 o barril
*Petróleo Brent, +0,97%, a US$ 41,69 o barril

*Bitcoin, US$ 10.732,65, +0,4%

2. Agenda

Os investidores acompanham hoje dados da Anfavea sobre produção e vendas de veículos automotivos. Além disso, será instalada hoje a Comissão Mista de Orçamento (CMO), às 9 horas, na Câmara dos Deputados, que vai analisar o Projeto de Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2021.

Nos Estados Unidos, serão divulgados a balança comercial mensal às 9h30 e o relatório Jolts de agosto às 11h. Mas o maior impacto pode vir da fala do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, às 11h40. Os dirigentes regionais do Fed Patrick Harker (da Filadélfia, às 13h), Raphael Bostic (de Atlanta, às 15h) e Robert Kaplan (de Dallas, às 19h) também falam nesta sessão.

3. Trump em casa

O mercado reage hoje a uma série de fatos ocorridos ontem, além da alta médica de Trump. O Fundo Monetário Internacional (FMI) melhorou suas perspectivas econômicas de 2020 para o Brasil, mas alertou que os riscos permanecem “excepcionalmente altos e multifacetados” e que a dívida do governo está a caminho de encerrar o ano em torno de 100% do Produto Interno Bruto (PIB), segundo a Reuters.

A instituição destacou que a implementação célere de reformas estruturais que garantam a consolidação (fiscal) a médio prazo será essencial. “Na ausência de evidências inequívocas da manutenção do teto de gastos, qualquer despesa adicional poderia minar a confiança do mercado e elevar as taxas de juros”, apontou o Fundo.

O tema do ajuste fiscal já era uma grande preocupação do mercado, mas ganhou força com os planos do governo para financiar o programa Renda Cidadã com precatórios. Ontem, o senador Márcio Bittar (MDB-AC), relator do Orçamento de 2021 e da proposta do Pacto Federativo, afirmou que qualquer solução para criar o Renda Cidadã vai respeitar o teto de gastos e ter a chancela do titular da equipe econômica. Segundo a Folha de S.Paulo, o diálogo está “entrando nos eixos”, e uma nova proposta deve ser apresentada até amanhã (7).

A deterioração da confiança dos investidores pode ser percebida com o aumento dos gastos do governo com a dívida pública. Segundo a Folha, o prazo médio prazo médio dos títulos da dívida pública brasileira emitidos desde janeiro de 2020 caiu à metade, de 4,7 anos para 2,4 anos. Com isso, em apenas um ano os vencimentos em doze meses praticamente dobraram, de R$ 553 bilhões para R$ 1,02 trilhão, atingindo quase 25% da dívida total.

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Os juros exigidos pelo mercado para refinanciar o governo também aceleraram, sobretudo nas últimas semanas e dias, mesmo para os papéis com vencimento mais curto. Mesmo com a Selic a 2% ao ano, o Tesouro Nacional vem sendo obrigado a pagar mais que o dobro disso para vender títulos na praça com vencimento daqui a dois anos.

4. Guedes e Maia

No Brasil, os investidores acompanham novidades no front político. Depois de protagonizar atritos nas últimas semanas, o presidente da Câmara (DEM-RJ), Rodrigo Maia, e o ministro da Economia, Paulo Guedes, decidiram fazer as pazes. Ontem, eles jantaram juntos e pediram desculpas mútuas. Além disso, os dois defenderam a pacificação e a continuidade da agenda de reformas, de acordo com o Estadão.

Maia disse que haverá união para dar andamento à agenda econômica no Congresso, enquanto Guedes voltou a defender a aprovação de um programa de renda básica para 2021 e uma medida de desoneração da folha salarial para gerar “empregos em massa”. Ele também reiterou compromissos com o envio de outra etapa da reforma tributária.

Ontem, o líder do governo no Congresso, Eduardo Gomes (MDB-TO) disse que o veto à desoneração da folha salarial para 2021 será derrubado pelos parlamentares. Com isso, o benefício seria garantido para 17 setores da economia por mais um ano. No entanto, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), adotou uma manobra para adiar a votação e cancelar a sessão do Congresso Nacional. Segundo o Estadão, Alcolumbre vai se reunir hoje com líderes partidários para definir a data da sessão do Congresso.

Além disso, o presidente Jair Bolsonaro reafirmou que vai indicar um nome “terrivelmente evangélico” para a segunda indicação que fizer no Supremo Tribunal Federal (STF), em julho. Ele sugeriu que pode até alçar um pastor à corte. Outro destaque é a notícia de que foi marcado para a próxima quinta (8), o julgamento de recurso da Advocacia-Geral da União (AGU) sobre o depoimento por escrito do presidente Jair Bolsonaro no inquérito que apura suposta interferência política na Polícia Federal.

5. Radar corporativo

O Grupo Mateus incluiu em seu prospecto de oferta inicial de ações (IPO) o acidente ocorrido no Mix Atacarejo, em São Luís (MA), onde a queda de gôndolas causou a morte de uma funcionária. Segundo o Estadão, a empresa abriu prazo para desistência até 9 de outubro para investidores institucionais que já apresentaram seu pedido de reserva. Além disso, a Marfrig comprou a Campo del Tesoro, na Argentina por US$ 4,6 milhões, enquanto a BR Malls e a Multiplan investiram R$ 9 milhões e R$ 18,6 milhões, respectivamente, na Delivery Center.

Também chama atenção o dado divulgado ontem à noite pelo Banco Central sobre o primeiro dia do PIX. Até as 18h30, foram feitos 3,5 milhões de cadastros de chaves no sistema brasileiro de pagamentos instantâneos. Pode influenciar as empresas produtoras de carne a notícia de que o Ministério da Agricultura confirmou a ocorrência de um foco de Peste Suína Clássica (PSC) no Piauí, em um criatório de porcos para subsistência.

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