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Os 5 assuntos que vão movimentar o mercado nesta sexta-feira

Bolsas seguem recuperação com investidores atentos a resultados e PMIs; IPCA-15 de julho no Brasil e mais destaques desta sessão

Por  Equipe InfoMoney

SÃO PAULO – A sessão desta sexta-feira segue sendo de recuperação para os principais mercados mundiais, com os investidores repercutindo a temporada de resultados, enquanto diversos dados de índices de gerente de compras (PMI, na sigla em inglês), foram divulgados na Europa, com o PMI preliminar de junho da zona do euro vindo acima das projeções.

Por aqui, atenção para os dados do IPCA-15, para a repercussão do relatório de produção da Petrobras e para a divulgação do resultado da Hypera após o fechamento do mercado. O noticiário político também segue no radar após as mudanças ministeriais do governo de Jair Bolsonaro, em um novo aceno ao Centrão. Confira os destaques:

1.Bolsas mundiais

Os índices futuros americanos sobem nesta sexta-feira (23) em meio à alta de ações do setor de de tecnologia. As bolsas europeias avançam e as asiáticas tiveram desempenhos variados entre si.

Na quinta (22), tanto o Twitter quanto o Snap viram suas ações subirem no aftermarket  após a divulgação de resultados acima do esperado para o segundo trimestre.

As principais bolsas dos Estados Unidos fecharam a sessão de quinta em alta. O Dow subiu 25,35 pontos, ou 0,07%; o S&P subiu 0,2%; e o Nasdaq, composto por uma grande proporção de ações do setor de tecnologia, teve alta de 0,36%.

A Microsoft respondeu pelo maior impacto positivo sobre o S&P e o Nasdaq na quinta, fechando em alta de 1,7%.

Após perdas na semana anterior e fortes vendas na segunda-feira da semana atual, os três indicadores se encaminham para fechar a quarta semana com resultados positivos entre as últimas cinco.

O resultado positivo de ações de tecnologia tem paralelo com o que ocorreu nos momentos mais graves da pandemia. Mesmo com a crise, essas empresas foram capazes de manter resultados positivos, e se mantiveram como uma alternativa importante de investimentos.

Na semana que vem, grandes empresas como Alphabet, dona do Google, Microsoft, Amazon e Facebook devem divulgar seus resultados relativos ao segundo trimestre.

As bolsas asiáticas tiveram desempenhos variados na sexta. Investidores monitoram o desempenho de ações de tecnologia em meio à volta de preocupações quanto a perspectiva de mudanças regulatórias.

A agência internacional de notícias Bloomberg News informou que Pequim está considerando a aplicação de penas fortes sobre o aplicativo de caronas pagas Didi, acusado de supostamente coletar e usar dados pessoais de forma irregular.

Segundo o veículo, as penas podem incluir uma multa que deve ser mais alta do que o valor de US$ 2,8 bilhões pagos neste ano pelo Alibaba; ou mesmo obrigar a empresa a fechar seu capital, pouco após a oferta pública inicial de ações da Didi, que ocorreu em junho.

No início de julho, a empresa já foi obrigada a deixar de cadastrar novos usuários, e teve o seu aplicativo removido das lojas chinesas. Os problemas da Didi ocorrem em meio a um movimento regulatório do governo chinês sobre gigantes de tecnologia, abordando questões que vão da formação de trustes a regulação de dados.

Nos Estados Unidos, as ações da Didi recuaram 11% na última quinta. Na sexta-feira, ações de empresas chinesas de tecnologia listadas em Hong Kong também recuaram. Os papéis da Tencent caíram 2,39%; os da Meituan caíram 2,36%; e os da Kuaishou caíram 10,75%.

Assim, o índice Hang Seng, de Hong Kong, perdeu 1,45% na sexta; na China continental, o Shanghai composto caiu 0,68%; na Coreia do Sul, o Kospi teve alta de 0,13%.

Na Europa, o índice Stoxx 600, que reúne as ações de 600 empresas de todos os principais setores de 17 países europeus, sobe 0,5%, com destaque positivo para o setor de recursos básicos. Todos os setores e as principais bolsas operam no positivo.

Na quinta, o Banco Central Europeu manteve sua política monetária, mas mudou seu discurso e prometeu manter uma posição “persistentemente acomodativa”, em meio à sua nova meta de inflação.

Também na quinta, a União Europeia rejeitou o pedido do Reino Unido sobre reabrir negociações sobre o Protocolo da Irlanda do Norte, um ponto central do acordo do Brexit de 2020.

No radar econômico, foram divulgados dados sobre vendas no varejo no Reino Unido, que subiram 9,7% em junho em comparação com o mesmo período do ano anterior, frente a expectativa de 9,6%, e à medição anterior de alta de 24,6%. Na comparação mensal, as vendas subiram 0,5%, frente à expectativa de 0,4%, e à medição anterior de queda de 1,3%.

Também foi divulgado o Índice do Gerente de Compras (PMI na sigla em inglês) composto Markit relativo a julho na Zona do Euro, que marcou 60,6 pontos, acima da projeção de 59,5 pontos e do patamar anterior, de 58,3 pontos. Qualquer valor acima de 50 indica expansão; abaixo, retração.

Veja o desempenho dos principais indicadores às 7h30 (horário de Brasília):
Estados Unidos
*Dow Jones Futuro (EUA), +0,44%
*S&P 500 Futuro (EUA), +0,47%
*Nasdaq Futuro (EUA), +0,5%
Europa
*FTSE 100 (Reino Unido), +0,82%
*Dax (Alemanha), +0,84%
*CAC 40 (França), +0,92%
*FTSE MIB (Itália), +0,91%
Ásia
*Nikkei (Japão), (não abriu)
*Shanghai SE (China), -0,68% (fechado)
*Hang Seng Index (Hong Kong), -1,45% (fechado)
*Kospi (Coreia do Sul), +0,13% (fechado)
Commodities e bitcoin
*Petróleo WTI, -0,028, a US$ 71,89 o barril
*Petróleo Brent, -0,07%, a US$ 73,74 o barril
*Bitcoin, +1,8%, a US$ 32.422,77
Sobre o minério: **Contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa de Dalian com queda de 2,01%, cotados a 1.124 iuanes, equivalente hoje a US$ 173,6 (nas últimas 24 horas).

2. Agenda

O grande destaque na agenda doméstica fica para o IPCA-15 de julho, a ser divulgado às 9h (horário de Brasília) pelo IBGE. A expectativa, segundo consenso Refinitiv, é de alta de 0,64% frente junho e de 8,50% na comparação anual.

Às 10h45 serão divulgados os PMIs Industrial, Composto e do Setor de Serviços Markit, preliminares relativos a julho nos Estados Unidos.

3. Covid no Brasil

Na quinta (22), a média móvel de mortes por Covid em 7 dias no Brasil ficou em 1.155, queda de 17% em comparação com o patamar de 14 dias antes. Em apenas um dia, foram registradas 1.444 mortes. As informações são do consórcio de veículos de imprensa que sistematiza dados sobre Covid coletados por secretarias de Saúde no Brasil, que divulgou, às 20h, o avanço da pandemia em 24 h.

A média móvel de novos casos em sete dias foi de 37.479, queda de 21% em relação ao patamar de 14 dias antes. Em apenas um dia foram registrados 49.603 casos.

Chegou a 93.225.911 o número de pessoas que receberam a primeira dose da vacina contra a Covid no Brasil, o equivalente a 44,02% da população. A segunda dose ou a vacina de dose única foi aplicada em 36.533.170 pessoas, ou 17,25% da população.

Na quinta, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) levantou suspeitas sobre o preço cobrado pelo Instituto Butantan pela vacina CoronaVac, envasada no Brasil com insumos do laboratório chinês Sinovac, e alegou ter recebido uma proposta melhor diretamente do fabricante chinês do imunizante.

Em entrevista à rádio Banda B, do Paraná, Bolsonaro garantiu que o governo federal recebeu uma proposta diretamente da China para venda da CoronaVac a US$ 5 a dose, enquanto o Butantan vendeu a vacina por US$ 10 a dose. O presidente não apresentou documentos ou detalhes sobre a proposta.

“O que fizemos de imediato: Queiroga (Marcelo, ministro da Saúde) conversou comigo, encaminhamos para a Controladoria-Geral da União, o Ministério da Justiça e hoje encaminharemos ao Tribunal de Contas da União para ser investigado porque metade do preço agora”, disse Bolsonaro.

O presidente disse também que o Instituto Butantan teria sido comunicado para que explicasse a diferença de valores. “Pode ser que não haja nada errado, mas o Butantan nunca nos apresentou as planilhas de preço, o custo final de cada vacina”, alegou Bolsonaro.

Inimigo político do governador de São Paulo, João Doria (PSDB) –um dos maiores entusiastas do acordo entre Sinovac e Butantan, que é vinculado ao governo paulista–, o presidente mais uma vez criticou e questionou a CoronaVac, e voltou a levantar dúvidas da eficácia da vacina.

Ao comentar a suposta proposta, Bolsonaro disse que ainda não sabe se o governo brasileiro aceitaria, porque, segundo ele, “não adianta comprar mais x milhões da CoronaVac se a população não quer tomar”. Procurado pela agência internacional de notícias Reuters, o Instituto Butantan não respondeu imediatamente. A Reuters tampouco obteve uma resposta do laboratório Sinovac até a publicação de reportagem sobre a fala de Bolsonaro.

No entanto, recentemente, a empresa fez uma nota desmentindo que outras empresas pudessem revender a CoronaVac no Brasil. Na ocasião, a Sinovac respondia a alegações de que a importadora catarinense World Brands teria o poder de oferecer doses da vacina ao Ministério da Saúde.

“A vacina contra Covid-19 CoronaVac é desenvolvida, fabricada e distribuída pela Sinovac Ltd. No Brasil, apenas o Instituto Butantan, nosso parceiro exclusivo, pode comprar a CoronaVac. Qualquer informação divulgada por qualquer empresa sem autorização da Sinovac não tem qualquer importância legal”, disse a nota divulgada no dia 18.

Procurado pela Reuters para dar mais informações sobre a proposta mencionada por Bolsonaro, o Ministério da Saúde não respondeu de imediato.

Segundo dados do Ministério da Saúde, das 128,4 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19 já aplicadas no Brasil, 38,8% foram doses da CoronaVac. A vacina chinesa envasada pelo Butantan deu a largada na campanha de vacinação contra o coronavírus no Brasil em 17 de janeiro de 2021.

Ao contrário do que afirmou Bolsonaro, estudos clínicos feito no Brasil mostraram que a CoronaVac tem eficácia geral de 50,38% –acima do patamar mínimo de 50% apontado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para considerar uma vacina eficaz. E mostrou-se 78% eficaz contra casos leves, em que pacientes precisaram de alguma assistência clínica, e 100% eficaz contra casos graves e que levam à internação e contra mortes causadas pela doença.

Estudo feito com a vacina na cidade de Serrana, interior de São Paulo, mostrou que a vacinação em massa da população adulta do município levou a uma redução de 95% das mortes por Covid-19, de 86% nas internações causadas pela doença e de 80% nos casos sintomáticos.

4. Eleições, e reformas ministerial e do Imposto de Renda

Na quinta-feira, o ministro da Defesa, general Walter Braga Netto, negou informações de bastidores publicadas pelo jornal O Estado de São Paulo de que teria feito chegar ao presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), ameaças de que não haveria eleição no ano que vem sem a aprovação da proposta de voto impresso que tramita na Casa.

Durante uma cerimônia no Ministério da Defesa, o general Braga Netto leu uma mensagem em que afirmou: “O ministro da Defesa não se comunica com presidentes de outros Poderes por meio de interlocutores. Trata-se de mais uma desinformação que gera instabilidade nos Poderes da República em um momento que exige a união nacional. O Ministério da Defesa reitera que as Forças Armadas atuam e sempre atuarão dentro dos limites previstos na Constituição”, disse.

“A Marinha do Brasil, o Exército Brasileiro e a Força Aérea Brasileira são instituições nacionais, regulares e permanentes, comprometidas com a sociedade, com a estabilidade institucional do país e com a manutenção da democracia e da liberdade do povo brasileiro”, continuou.

O presidente do Congresso Nacional, senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG), afirmou na quinta pelo Twitter que a decisão sobre a adoção do voto impresso no Brasil cabe ao Legislativo e que a realização da eleição do ano que vem é “inegociável”, garantindo que o pleito será realizado conforme previsto.

Em desvantagem nas pesquisas de intenção de voto e desgastado por uma CPI no Senado, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) vem afirmando, sem apresentar provas, que o sistema de urna eletrônica pelo qual se elegeu não só presidente, mas vereador e deputado federal por várias vezes é sujeito a fraudes.

Segundo reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, PSDB, DEM, MDB, Solidariedade e PSD aceleraram um movimento para derrubar a PEC do voto impresso. Os partidos lideram mobilização para que a matéria seja votada na comissão da Câmara na volta do recesso legislativo, na primeira semana de agosto.

Em sua live semanal pelas redes sociais na noite de quinta-feira, Bolsonaro voltou a defender a implantação de um sistema de voto impresso na eleição do ano que vem.

O presidente afirmou que as eleições são uma questão de segurança nacional e que a não utilização do voto impresso pode gerar problemas caso sejam alegadas fraudes. Ao atacar a urna eletrônica recentemente, Bolsonaro chegou a afirmar que não haveria eleição em 2022 se o voto impresso não fosse aprovado pelo Congresso Nacional.

Ao contrário do que afirma Bolsonaro, no entanto, o sistema eletrônico de votação é auditável e, desde a implementação da urna eletrônica em 1996, nunca foi comprovada uma fraude realizada em todas as eleições feitas desde então.

Bolsonaro também afirmou que, para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que vem despontando à sua frente em pesquisas de intenção de votos, o regime de Cuba está uma “maravilha”. E afirmou que aqueles que defendem o regime cubano querem roubar a “nossa liberdade”. Bolsonaro teceu críticas a outros países da região governados pela esquerda, como a Argentina e a Venezuela.

“As Forças Armadas são o último obstáculo para o socialismo. Se conseguir trincar as Forças Armadas, o caminho está aberto para o socialismo”, disse.

Na quinta, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luís Roberto Barroso, afirmou por meio do Twitter que conversou com o ministro da Defesa, Walter Braga Netto, e com o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-PI), e que ambos desmentiram a ele “enfaticamente” relatos de que Braga Netto teria feito ameaças à eleição do ano que vem.

Sem citar nominalmente o presidente Jair Bolsonaro, o vice-presidente do TSE e ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, fez duras críticas às suspeitas que vêm sendo levantadas sobre o sistema eleitoral brasileiro.

Ao participar de evento organizado pela Transparência Eleitoral, Fachin disse que um populista se faz de narrativas porque não tem propósitos éticos, mas apenas tem por objetivo chegar e se manter no poder.

“Por isso, no Brasil de hoje não é de se espantar que um líder populista se recuse a obedecer às regras vigentes, que queira suas próprias regras para disputar as eleições e que se recuse a ter seu legado escrutinado pela sociedade no bojo de uma eleição política. É disso que se faz a democracia, de eleições periódicas”, disse.

“O poder autoritário não convive com as pressões sociais e com a vigília acurada da imprensa que exerce um notável papel no Brasil”, acrescentou.

No evento, Fachin destacou que, com a defesa inflamada de um novo método de votação, governantes querem mudar as regras eleitorais em vez de obedecê-las. Segundo ele, há um conjunto “quase unânime” de especialistas que aponta que o novo modelo seria “pernicioso, antieconômico e ineficaz”.

O ministro do STF disse que, ainda assim, o Brasil experimenta hoje o “assédio discursivo que engloba referências diretas a um boicote ao pleito de 2022”, assentado em acusações de fraude nas eleições passadas “categoricamente vazias de provas e sem respaldo na realidade”.

“Fora do marco eleitoral, a democracia falece. Fora da democracia, o governo do povo se transforma em governo sobre o povo”, disse.

O vice-presidente, general da reserva Hamilton Mourão, afirmou na quinta que, mesmo se não for aprovada a adoção do voto impresso para as urnas eletrônicas, a eleição presidencial do próximo ano está garantida.

“Lógico (que haverá eleição mesmo que não passe o voto impresso). Quem é que vai proibir eleição no Brasil, pô? Nós não somos uma República de bananas”, disse Mourão em conversa com jornalistas na chegada à Vice-Presidência. “Lógico que vai ter eleição, quem é que vai proibir?”, reforçou.

Mourão disse que Braga Netto negou para ele que tenha enviado um emissário para avisar que não teria eleição sem a mudança no atual sistema de votação. Aos jornalistas, o vice-presidente tentou minimizar a reportagem ao dizer que conhece o ministro da Defesa há muito tempo e que ele não é uma pessoa de mandar recado.

Além disso, na quinta Bolsonaro confirmou que o senador Ciro Nogueira (PP-PI) aceitou seu convite e deverá assumir a Casa Civil de seu governo.

Em entrevista à rádio Banda B, do Paraná, o presidente confirmou que as mudanças ministeriais acontecerão na próxima semana e incluem, além da nomeação de Ciro Nogueira para a Casa Civil, a mudança de Luiz Eduardo Ramos para a Secretaria-Geral da Presidência. O atual ministro da pasta, Onyx Lorenzoni, será deslocado para um novo ministério do Emprego e Previdência, a ser criado a partir do desmembramento do Ministério da Economia.

Bolsonaro também fez na quinta um aceno ao Centrão, base de apoio de seu governo no Congresso. “O Centrão é um nome pejorativo. Eu sou do Centrão. Fui do PP metade do meu tempo”, afirmou. Segundo o jornal O Globo, o senador Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ), filho de Bolsonaro, disse que o convite a Ciro Nogueira, líder do Centrão, para a Casa Civil pode facilitar a migração do pai para o PP.

Bolsonaro também afirmou que a criação do Ministério do Trabalho não terá impacto econômico porque não serão criados novos cargos. Ele disse ainda que o ministro da Economia, Paulo Guedes, concordou com o desmembramento.

Na quinta, Guedes também afirmou que não há risco à política econômica. “Está havendo uma reorganização interna sem nenhuma ameaça ao coração da política econômica, zero ameaça”, afirmou.

Guedes afirmou que Lorenzoni é inteiramente alinhado ao programa econômico do governo e tem estado envolvido com a discussão dos projetos da Economia desde a campanha eleitoral.

“Nós construímos juntos a proposta de Renda Brasil, de renda básica de cidadania, da ideia da carteira digital verde amarela, para criar emprego. Então o Onix é como se fosse parte de uma equipe econômica”, disse Guedes a jornalistas após participar de evento no Ministério da Defesa.

O relator da reforma do Imposto de Renda na Câmara, deputado Celso Sabino (PSDB-PA), afirmou nesta quinta-feira que vai discutir com o ministro da Economia, Paulo Guedes, a criação de uma espécie de “seguro” para que os governos regionais não sofram perdas no repasse de recursos do Fundo de Participação dos Estados (FPE) e do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) com essa etapa da reforma tributária.

Em um debate sobre a reforma promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), Sabino disse esperar trazer até o início de agosto uma proposta efetiva para votação.

Segundo o relator, o governo apresentou uma proposta que estava absolutamente na direção correta, mas ele destacou ter havido mudanças para aperfeiçoar o texto.

O deputado citou que haverá o corte e redução de benefícios concedidos a alguns setores, que só este ano devem chegar a R$ 300 bilhões, a fim de que haja uma diminuição da alíquota do imposto de renda para o 1,1 milhão de empresas brasileiras.

Durante o evento promovido pela CNI, Guedes também sinalizou elevar isenção na taxação de lucros e dividendos. “Se precisar subir mais um pouquinho, sobe mais um pouco. Não quero mexer com dentista, médico, profissional liberal, não queremos atingir a classe média, nada disso. Queremos tributar os mais afluentes e desonerar as empresas e assalariados”, afirmou.

5. Radar corporativo

A temporada de resultados continua, com a divulgação dos números da Hypera nesta sexta após o fechamento do mercado.

Na noite da véspera, a Petrobras informou que sua produção de petróleo no segundo trimestre somou 2,226 milhões de barris por dia (bpd) no segundo trimestre, queda de 0,8% na comparação com o mesmo período de 2020. Já na comparação com o primeiro trimestre, a produção da companhia cresceu 1,4%, principalmente devido ao aumento da produção das plataformas novas P-68, no campo de Berbigão, e P-70, no campo de Atapu, ambas do pré-sal da Bacia de Santos, segundo a empresa.

Já a petroquímica Braskem informou nesta quinta que suas vendas de resinas no Brasil de abril a junho caíram 17% em relação ao primeiro trimestre deste ano, enquanto as dos principais produtos químicos recuaram 10%. Em prévia não auditada de resultados operacionais, a empresa afirmou também que suas vendas nos Estados Unidos e na Europa subiram 10% na passagem do primeiro para o segundo trimestre. Já a produção de eteno da Braskem no Brasil caiu 7% na medição sequencial, mas subiu 9% ante o segundo trimestre de 2020.

O Magazine Luiza, por sua vez, informou que o preço por ação de sua oferta restrita (follow-on) ficou em R$ 22,75. Na operação, na qual serão emitidas 175 milhões de ações, serão levantados R$ 3,981 bilhões.

(com Reuters e Estadão Conteúdo)

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