Fique de olho

Os 5 assuntos que vão movimentar o mercado nesta sexta-feira

Governo consegue vitória na Câmara e mantém veto ao reajuste; dados da Europa decepcionam e mais destaques

Jaie Bolsonaro e Paulo Guedes
(Marcos Corrêa/PR)

Os dados da atividade econômica na Europa vieram mais fracos do que esperado mas, ainda assim, os principais indicadores de ações da região tentam se manter em terreno positivo. Nos Estados Unidos, os futuros de Nova York operam perto da estabilidade.

No Brasil, a Câmara dos Deputados conseguiu reverter a derrota que o governo sofreu no Senado, que na quarta-feira derrubou o veto presidencial que impedia reajuste do salário de servidores até o ano que vem.

Entre as empresas, a Cogna anunciou prejuízo líquido ajustado de R$ 140 milhões. A Afya comprou a Faculdade Ciências Médicas de Paraíba por R$ 380 milhões.

PUBLICIDADE

E o Banco Pan vai fazer uma oferta para levantar até R$ 783,1 milhões, que será destinado ao acionista vendedor, a Caixa. Confira os destaques:

1. Bolsas mundiais

Os dados da atividade econômica na Europa vieram mais fracos do que esperado. Nos Estados Unidos, as eleições de novembro devem ficar cada vez mais no radar dos investidores.

Pela manhã, foi divulgado o PMI (índice do gerente de compras) Composto da União Europeia, que ficou em 51,6 pontos em agosto, abaixo dos 54,9 pontos registrados no mês anterior, indicando que a economia da região perde força.

O CAC 40, de Paris, tem leve alta de 0,08%.

Nos Estados Unidos, o democrata Joe Biden aceitou oficialmente sua nomeação para candidato dos Estados Unidos. Em seu discurso, na noite de quinta-feira, ele prometeu devolver a esperança ao país após a “escuridão” da administração de Donald Trump, que tenta a reeleição.

A campanha acontece em meio às tentativas dos Estados Unidos se recuperarem da crise causada pela pandemia do coronavírus. Os dados dos pedidos de seguro-desemprego, anunciados ontem, mostraram uma alta inesperada, indicando uma pausa no processo de recuperação.

PUBLICIDADE

Os futuros do Dow Jones estão praticamente estáveis, com uma pequena variação negativa de 0,07%. Os do S&P 500 registram oscilação negativa de 0,10%.

Na Ásia, os dados divulgados até o momento mostram que a economia Chinesa está conseguindo se recuperar da pandemia do Coronavírus de forma mais rápida que o esperado.

Na Ásia, o Shangai SE subiu 0,50% e o Hang Seng Index, de Hong Kong, avançou 1,30%. Em Tóquio, o Nikkei 225 registrou valorização de 0,17%.

O bom humor nos índices do continente também veio após notícia de que as farmacêuticas Pfizer e BioNTech esperam para outubro deste ano a aprovação regulatória da vacina contra covid-19 que estão desenvolvendo em parceria. Se a autorização vier, as empresas planejam produzir aproximadamente 1,3 bilhão de doses até o final de 2021.

*Veja o desempenho dos mercados, às 7h43 (horário de Brasília):

Nova York

*S&P 500 Futuro (EUA), -0,10%

*Nasdaq Futuro (EUA), -0,02%

PUBLICIDADE

*Dow Jones Futuro (EUA), -0,07%

Europa

*Dax (Alemanha), +0,18%

*FTSE 100 (Reino Unido), +0,01%

*CAC 40 (França), +0,08%

*FTSE MIB (Itália), -0,12%

Ásia

*Nikkei 225 (Japão), +0,17% (fechado)

PUBLICIDADE

*Hang Seng Index (Hong Kong), +1,30% (fechado)

*Shanghai SE (China), +0,50% (fechado)

*Petróleo WTI, -0,98%, a US$ 42,40 o barril

*Petróleo Brent, -0,96%, a US$ 44,47 o barril

**Contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa de Dalian fecharam em queda de 1,29%, cotados a 841.500 iuanes, equivalente hoje a US$ 121,74 (nas últimas 24 horas).
USD/CNY = 6,9122 (-0,05%)

*Bitcoin, US$ 11.780, -0,41%

 

2. Agenda

A agenda de divulgações está esvaziada nesta sexta-feira no Brasil. Já nos Estados Unidos, às 10h45 (horário de Brasília) serão divulgados os dados referentes ao mês de agosto do PMI da indústria medido pelo Markit.

Às 11h, serão revelados os dados sobre vendas de casas existentes referentes ao mês de julho.

Na agenda do InfoMoney, a série Por dentro dos resultados – que traz lives com os CEOs e principais executivos de companhias da Bolsa, em que eles comentam os números do ano, detalham as estratégias dos próximos meses e respondem as perguntas de quem estiver assistindo – recebe o CEO da Springs Global, Josué Gomes da Silva, às 10h. Para participar, basta se cadastrar, gratuitamente, na série, clicando aqui.

3. Veto mantido

A articulação feita pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), foi suficiente para manter o veto do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) aos reajustes salariais e novas contratações no funcionalismo público.

O resultado reverte a derrota que o governo federal sofreu no Senado Federal. Na quarta-feira, a Casa rejeitou o veto e aumentou a preocupação em relação ao testo de gastos uma vez que tinha o potencial de elevação das despesas de cerca de R$ 120 bilhões.

O presidente da Câmara atribuiu a vitória pela manutenção do veto do reajuste dos servidores públicos até 2021 a um trabalho construído pelo parlamento e seus líderes. “Foi a Câmara que construiu a solução. Não tirando a importância do governo, mas foram os líderes que construíram a solução”, disse o deputado. “A Câmara tem tido responsabilidade e trabalhado na pauta de modernização do Estado brasileiro”, afirmou.

Já o Ministério da Economia divulgou nota em que parabeniza deputados que votaram pela manutenção do veto. “A possível derrubada traria graves consequências para as contas públicas, em especial de Estados e municípios”, afirma o texto.

4. Financiamento imobiliário

A Caixa Econômica Federal elevou de 20% para 22% o nível de comprometimento de renda dos mutuários que financiarem imóveis em linhas atreladas ao IPCA. A instituição já avalia a elevação para 25%, segundo informou o presidente do banco, Pedro Guimarães, durante evento virtual promovido pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC).

A linha corrigida pelo IPCA foi lançada há um ano, mas com um teto menor do que as das linhas prefixadas, que permitem comprometer até 30% da renda.

Segundo Guimarães, em 2020 a Caixa já liberou R$ 20 bilhões de reais em crédito imobiliário com recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), volume acima do registrado em todo o ano passado.

5. Radar corporativo

A empresa de educação Cogna registrou um prejuízo líquido ajustado de R$ 140 milhões no segundo trimestre, ante lucro de R$ 267 milhões em igual período de 2019.

O resultado da empresa foi afetado pela queda da receita, evasão escolar e aumento da inadimplência.

No comparativo anual, a receita líquida recuou 21%, para R$ 1,37 bilhão. Já o Ebitda foi negativo em R$ 139,5 milhões, ante positivo de R$ 267 milhões entre abril e junho do ano passado.

Já o Banco Pan divulgou fato relevante para confirmar que vai fazer uma oferta pública de ações, com esforços restritos, de 89,60 milhões de ações preferenciais. Com base no valor de fechamento da ação do dia 20, a operação tem potencial de levantar R$ 783,1 milhões.

Esses recursos não vão para o caixa do banco e sim para o acionista vendedor, a Caixa.

BTG Pactual, Caixa, Credit Suisse e Itaú BBA estão entre os coordenadores da operação.

Já a Afya anunciou a compra da Faculdade Ciências Médicas de Paraíba, em uma transação que adiciona 157 vagas de medicina a seu porftólio. Por isso, a empresa vai pagar R$ 380 milhões.

Desse total, metade será pago no fechamento da transação e o restante em quatro parcelas anuais ajustadas pelo CDI.

(Com Agência Estado e Bloomberg)

Curso gratuito do InfoMoney ensina como lucrar na Bolsa fazendo operações que podem durar poucos minutos ou até segundos: inscreva-se!