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Os 5 assuntos que vão movimentar o mercado nesta sexta-feira

Sessão é novamente de aversão ao risco para os mercados mundiais com casos do coronavírus se espalhando para a Coreia do Sul; relações a balanços no radar

(Crédito: Agência Brasil)
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Os mercados poderão ter mais uma jornada de estresse nesta sexta-feira, com as notícias de que o surto do coronavírus chegou à Coreia do Sul, que já registrou mais de 200 casos da doença, e ao sistema penitenciário chinês. O ambiente externo é de aversão ao risco.

No noticiário corporativo, destaque para os balanços, com a Vale (VALE3), que reportou na noite de ontem prejuízos de US$ 1,56 bilhão no quarto trimestre de 2019. O presidente da Petrobrás, Roberto Castello Branco, afirmou que a empresa venderá oito das suas treze refinarias até o final deste ano.

1. Bolsas mundiais

Com as notícias de que o surto do coronavírus chegou à Coreia do Sul, que registrou mais de 200 casos, e também ao sistema carcerário chinês, as bolsas de valores da Ásia fecharam em queda firme, com a exceção de Xangai, que teve alta de 0,15%. Os investidores fogem das ações e tendem a buscar os ativos seguros como o ouro. As bolsas de valores da Europa abriram em baixa e os futuros de Nova York operam em terreno bem negativo.

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Os dados de atividade industrial no Japão e de exportações na Coreia do Sul ampliam preocupação com desaceleração econômica. Por outro lado, os PMIs da zona do euro destoam e superam expectativas.

No mercado de commodities, o petróleo retoma queda após dois dias de alta; minério de ferro sobe com potencial de estímulo na China, enquanto cobre e níquel recuam em Londres.

Veja o desempenho dos mercados, às 7h28 (horário de Brasília):

Nova York
*S&P 500 Futuro (EUA), -0,51%
*Nasdaq Futuro (EUA), -0,64%
*Dow Jones Futuro (EUA), -0,47%

Europa
*Dax (Alemanha) , -0,05%
*FTSE (Reino Unido), -0,46%
*CAC 40 (França), -0,31%
*FTSE MIB (Itália), -0,30%

Ásia
*Nikkei (Japão), -0,39% (fechado)
*Kospi (Coreia do Sul), -1,49% (fechado)
*Hang Seng (Hong Kong), -1,06% (fechado)
*Xangai (China), +0,15% (fechado)

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*Petróleo WTI, -1,56%, a US$ 53,07 o barril
*Petróleo Brent, -1,80%, a US$ 58,24 o barril

**Contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa de Dalian fecharam com alta de +2,82%, cotados a 675,500 iuanes, equivalentes a US$ 96,05 (nas últimas 24 horas). USD/CNY= 7,0323 (-0,19%)
*Bitcoin, US$ 9.676,71 +0,70%

2. Indicadores econômicos

Na União Europeia, vários dados foram divulgados na manhã de hoje. O índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) composto da zona do euro, que engloba os setores industrial e de serviços, subiu de 51,3 em janeiro para 51,6 em fevereiro, atingindo o maior nível em seis meses, segundo dados preliminares divulgados hoje pela IHS Markit. O resultado acima de 50 mostra que a atividade econômica no bloco continua em ritmo de expansão e surpreendeu analistas consultados pelo The Wall Street Journal, que previam queda do indicador a 50,9.

O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) da zona do euro subiu 1,4% na comparação anual de janeiro, ganhando força em relação ao aumento de 1,3% observado em dezembro, segundo dados finais divulgados hoje pela agência de estatísticas da União Europeia, a Eurostat. O resultado confirmou estimativa preliminar e veio em linha com a expectativa de analistas consultados pelo The Wall Street Journal.

Nos Estados Unidos, a Markit também divulga, às 11h45, seu índice composto de compras (PMI) de fevereiro.

No Brasil, o saldo de transações correntes deve mostrar déficit de US$ 11,4 bilhões em janeiro, segundo estimativa mediana em pesquisa Bloomberg, depois de registrar déficit de US$ 5,7 bi no mês anterior; caso o resultado se confirme, será o maior déficit mensal desde 2015.

3. Política 

O ministro da Economia, Paulo Guedes, enfrenta desgastes com o presidente Jair Bolsonaro e passou a ser cobrado pelo mandatário por um bom desempenho na economia. Bolsonaro reforçou a Guedes, durante uma reunião no Planalto nesta semana, a necessidade do PIB crescer pelo menos 2% em 2020, informa reportagem do jornal Folha de S. Paulo. O presidente teme que empresários e investidores percam o otimismo e se aproximem da oposição até 2022. Em resposta, Guedes disse ao mandatário que será possível atingir e até superar os 2% de crescimento, mas Bolsonaro tem manifestado dúvidas com outros interlocutores.

Vale ressaltar ainda, segundo o Globo, que os Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e parlamentares da cúpula do Congresso veem com apreensão a série de levantes de policiais militares, cujo ápice aconteceu nesta quarta-feira, no Ceará, com o senador Cid Gomes baleado. Integrantes do Judiciário e do Legislativo avaliam que é preciso conter essa “escalada autoritária”.

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Enquanto isso, o presidente Jair Bolsonaro falou pelo Twitter da sua viagem aos EUA. “Em março estarei nos Estados Unidos. Em nossa extensa agenda a possibilidade da Tesla no Brasil”, afirmou.

4. LDO

O Governo vai encaminhar ao Congresso uma proposta de alteração da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2020 que zera a meta fiscal de estados e municípios e aumenta em R$ 9 bilhões o déficit estimado para o setor público consolidado, de R$ 118,9 bilhões para R$ 127,9 bilhões, informou nesta quinta-feira o secretário-adjunto do Tesouro Nacional, Otávio Ladeira.

5. Noticiário corporativo

O presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, disse que a estatal petrolífera venderá oito das suas treze refinarias até o final deste ano – a previsão dele é que as transações sejam concluídas em 2021. Outra notícia de destaque partiu da Sabesp, Companhia de Saneamento de São Paulo, que anunciou a emissão de R$ 1 bilhão em debêntures. A Vale divulgou balanço na noite de ontem e comunicou um prejuízo de US$ 1,56 bilhão no quarto trimestre de 2019. Grupo Carrefour Brasil, seguradora Sul América também divulgaram balanços na noite de ontem.

O Carrefour Brasil reportou lucro líquido a controladores de R$ 636 milhões no quarto trimestre de 2019, alta de 19,54% ante o mesmo período do ano anterior. No critério ajustado após os efeitos da norma contábil IFRS 16, o lucro do trimestre foi de R$ 676 milhões, queda de 10,8% em relação ao quarto trimestre de 2018. Já Lojas Americanas teve lucro líquido de R$ 398 milhões no quarto trimestre, alta de 62% sobre o desempenho de um ano antes, com vendas maiores e avanço das operações de comércio eletrônico do grupo. A B2W, por sua vez, teve prejuízo líquido de R$ 22,3 milhões no quarto trimestre, reduzindo resultado negativo de R$ 69,4 milhões no mesmo período de 2018.

(Com Agência Estado, Agência Brasil e Bloomberg)

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