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Os 5 assuntos que vão movimentar o mercado nesta sexta-feira

Bolsas mundiais ensaiam recuperação após queda da véspera; repercussão das falas de Paulo Guedes e mais destaques

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(Shutterstock)

Os investidores aguardam pela reunião dos líderes da União Europeia e a esperada definição sobre um pacote de recuperação da região. Os resultados corporativos do segundo trimestre também estão no radar.

No Brasil, o ministro da Economia, Paulo Guedes, prometeu para a próxima terça-feira a entrega da primeira parte da Reforma Tributária. O texto será encaminhado ao Congresso Nacional.

Entre as notícias corporativas, a CSN fechou acordo com a Glencore e a Eztec registrou recuo nas vendas no segundo trimestre do ano. Já a Proforma confirmou o IPO da D1000 Varejo.

1. Bolsas mundiais 

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Com a maior atenção dos investidores na temporada de resultados do segundo trimestre, os mercados globais ensaiam uma recuperação nesta sexta-feira. As atenções também estão voltadas para a conclusão de um suporte fiscal e monetário na Europa e no aumento dos casos da Covid-19 nos Estados Unidos.

As lideranças europeias irão se reunir nesta sexta-feira, em Bruxelas, para tentar chegar a um acordo sobre um fundo de 750 bilhões de recuperação para a região.

O DAX, de Frankfurt, sobe 0,53%.

Das notícias corporativas que evitam uma queda maior das Bolsas, Danske Bank e Ericsson apresentaram números melhores do que o esperado no segundo trimestre, assim como a montadora Dailer afirmou que seu prejuízo operacional será menor que o esperado.

“As empresas que já informaram os dados do segundo trimestre superaram as expectativas em cerca de 80%. Todos sabíamos que o segundo trimestre seria terrível, mas acabou se tornando um pouco menos terrível”, disse à Bloomberg Mark Matthews, chefe de pesquisa do Julius Baer em Cingapura.

Nos Estados Unidos, segue a preocupação com o avanço das infecções pela Covid-19. Na quinta-feira, o país registrou mais de 77 mil novos casos, um novo recorde, chegando a 3,6 milhões de casos até o momento. No mundo, os casos do novo coronavírus já confirmados totalizam 13,9 milhões, com quase 600 mil mortes.

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Apesar do avanço, que leva a retomada de algumas medidas de isolamento social, os futuros do Dow Jones sobem 0,45% e os do S&P 500 registram valorização de 0,31%.

Veja o desempenho dos mercados, às 7h40

Nova York

*S&P 500 Futuro (EUA), +0,45%

*Nasdaq Futuro (EUA), +1,00%

*Dow Jones Futuro (EUA), +0,31%

Europa

*Dax (Alemanha), +0,53%

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*FTSE 100 (Reino Unido), +0,50%

*CAC 40 (França), -0,16%

*FTSE MIB (Itália), +0,02%

Ásia

*Nikkei 225 (Japão), -0,32% (fechado)

*Hang Seng Index (Hong Kong), +0,47% (fechado)

*Shanghai SE (China), +0,13% (fechado)

*Petróleo WTI, -0,66%, a US$ 40,48 o barril

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*Petróleo Brent, -0,69%, a US$ 43,07 o barril

**Contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa de Dalian fecharam em queda de 0,42%, cotados a 826.000 iuanes, equivalente hoje a US$ 118,02 (nas últimas 24 horas).
USD/CNY = 6,9987 (+0,13%)

*Bitcoin, US$ 9.110, +0,02%

2. Agenda

Nos Estados Unidos, às 9h30 (horário de Brasília), sairão os dados sobre licenças de construção e construção de novas casas referentes ao mês junho.

Já o índice de confiança da Universidade de Michigan será divulgado às 11h.

Na agenda da Expert XP 2020 desta sexta-feira, Nassim Taleb, Aswath Damodaran, entre outros, estarão em destaque. Bruno Funchal, futuro secretário do Tesouro, participa de live promovida pela Expert sobre a saúde das contas públicas às 14h30. Confira mais sobre a agenda do evento clicando aqui.

3. Reforma tributária

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que encaminhará ao Congresso Nacional a primeira parte da proposta da Reforma Tributária. Dessa vez, ficou marcada a entrega para a próxima terça-feira.

Em participação no XP Expert, o ministro pontuou que essa primeira fase contemplará a junção de PIS e Cofins, criando assim um Imposto sobre Valor Agregado (IVA).

Guedes também não deixou claro se essa primeira parte da reforma terá um imposto sobre transações admitindo que é um ponto controverso. O tributo em estudo teria incidência sobre transações financeira, aos moldes da antiga CPMF, mas o ministro afirmou que não se trata do mesmo imposto por ter uma base ainda mais ampla.

Outro ponto destacado por Guedes é que a reforma irá tratar do imposto sobre dividendos e, em contrapartida, uma redução do imposto cobrado das empresas, mas sem dar detalhes sobre alíquotas. Veja os principais pontos da fala de Guedes clicando aqui. 

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, afirmou na noite desta quintaser contra a recriação de um tributo semelhante à CPMF no âmbito da reforma tributária. Embora seja assim tratada por parlamentares, Guedes, evita relacionar a ideia de um imposto sobre transações financeiras ao antigo “imposto do cheque”.

“Não há espaço para debater uma nova CPMF. Nossa carga tributária é alta demais, e a sociedade não admite novos impostos”, escreveu Maia no Twitter, em uma série de publicações sobre a discussão de reforma tributária na comissão especial da Câmara, que foi retomada nesta quinta-feira. “Queremos aprovar uma reforma em parceria com o Senado e com a participação do governo federal”, afirmou o presidente da Casa, na mesma sequência.

Guedes, em fala na Expert XP, quis evitar as comparações da taxa com a CPMF: “Se disserem que não querem a CPMF, estaremos de acordo, pois não é a CPMF. Não é o mesmo imposto com outro nome, é uma base mais ampla”.

4. Panorama político

Na esfera política, o ministro-chefe da Secretaria de Governo, general Luiz Eduardo Ramos, foi transferido para a reserva do Exército. O movimento se deu após a crise iniciada pelas críticas de Gilmar Mendes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).

Nas Forças Armadas, a permanência do general na ativa já era vista com incômodo por estabelecer uma relação direta entre a instituição e o governo. Por essa razão, a ida de Ramos para a reserva acabou sendo antecipada.

Já fora do governo, o jornal Folha de S.Paulo, mostra que o policial militar aposentado Fabrício Queiroz depositou R$ 25 mil em dinheiro vivo na conta da mulher do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), de quem era assessor, uma semana antes de o casal quitar a primeira parcela na compra de um imóvel em construção no Rio.

Queiroz é suspeito de ser o operador do esquema de “rachadinhas” no gabinete do então deputado estadual Flávio Bolsonaro.

Dados da quebra de sigilo bancário obtidos pelo Ministério Público do Rio indicam que o depósito, junto com outras movimentações financeiras na conta da dentista Fernanda Bolsonaro, foi feito para dar cobertura ao pagamento da entrada no imóvel.

5. Panorama corporativo

O Conselho de Administração da Profarma confirmou a realização da oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês) da sua controlada d1000 Varejo.

Mesmo com a oferta, a Profarma continuará com o controle da empresa (participação superior a 50%).

A CSN anunciou na noite de quinta-feira um novo acordo de pré-pagamento sobre fornecimento de minério de ferro à trading Glencore, no valor de US$ 115 milhões. Os recursos vão ser utilizados para a redução de endividamento.

O acordo envolve fornecimento de 4 milhões de toneladas de minério de ferro em até 5 anos. Segundo a CSN, os valores previstos no acordo podem ser ampliados futuramente, dependendo do interesse das partes.

O novo contrato ocorre um ano depois que a CSN assinou acordo com a Glencore envolvendo fornecimento de aproximadamente 10 milhões de toneladas de minério de ferro em cinco anos por um valor de US$ 250 milhões.

Já a Eztec, em sua prévia operacional, divulgou vendas de R$ 123 milhões no segundo trimestre do ano, uma queda de 67% na comparação com igual trimestre do ano passado.

Já a Tenda, que atua no segmento do “Minha Casa, Minha Vida”, reigistrou vendas de R$ 576,4 milhões, alta de 20,1%.

(Com Agência Estado e Bloomberg)

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