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Os 5 assuntos que vão movimentar o mercado nesta sexta-feira

Índices futuros dos EUA buscam recuperação após queda da véspera; dados de serviço no Brasil e mais destaques

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(Shutterstock)
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As bolsas mundiais estão mistas nesta manhã, com desempenho negativo nas bolsas europeias, enquanto os futuros de Nova York indicam uma abertura positiva das bolsas dos Estados Unidos. Já na Ásia, os principais mercados fecharam no positivo.

No Brasil, os investidores seguem acompanhando o debate sobre a alta dos preços dos alimentos. Ontem, o Ministério da Economia enviou ao Ministério da Justiça um ofício questionando a decisão de notificar os setores de varejo e produção de alimentos sobre a alta dos preços. A resposta deve ser dada no prazo de cinco dias.

O movimento sinaliza insatisfação do ministro da Economia, Paulo Guedes, com a medida do Ministério da Justiça, que foi autorizada pelo presidente Jair Bolsonaro. O arroz tem sido o principal produto no debate da alta de preços, mas já se fala em medidas para controlar o preço da soja e dos materiais de construção.

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Na esfera corporativa, a Vale anunciou a distribuição de proventos aos acionistas, no montante total bruto de R$ 2,4075 por ação. Já a Azul divulgou os dados de tráfego de agosto, com alta de 26,4% no tráfego de passageiros consolidado (RPKs) em relação a julho de 2020.

1. Bolsas mundiais

As bolsas mundiais operam sem uma direção definida nesta manhã, em meio a conflitos entre o Reino Unido e a União Europeia. Na Europa, quase todas as principais bolsas estão em queda, enquanto os índices futuros de Wall Street sobem, assim como as bolsas asiáticas.

Ontem, a União Europeia ameaçou uma ação legal caso o Reino Unido não mude o projeto de lei que permite violar parte do acordo de Brexit, tratado de divórcio do bloco europeu. O mercado também responde à decisão do Banco Central Europeu (BCE) de manter a política monetária inalterada e elevar suas estimativas para a economia da região este ano.

Já nos Estados Unidos, os futuros do Dow Jones estão em alta de 0,77%, enquanto os do S&P 500 avançam 1,03% e os da Nasdaq sobem 1,38%. Ontem, os três principais índices das bolsas dos Estados Unidos fecharam em queda, novamente puxada por um movimento de vendas nas ações das empresas de tecnologia.

Na Europa, as principais bolsas estão em queda, com exceção da bolsa de Londres, onde o FTSE 100 avança 0,34%. Hoje, o Reino Unido e o Japão firmaram um acordo comercial. A iniciativa é o primeiro grande acordo do Reino Unido depois do Brexit.

Ao mesmo tempo, o Euro Stoxx cai 0,05%. O CAC, de Paris, perde 0,14%, e o DAX, da Alemanha cai 0,28%. O FTSE MIB, da bolsa de Milão, tem queda de 0,25%.

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Na Ásia as bolsas fecharam em alta. O índice Nikkei 225, do Japão, subiu 0,74%, enquanto índice Kospi, da Coreia do Sul, avançou 0,01%. Na China, o Shangai SE subiu 0,79%. Já o índice Hang Seng, de Hong Kong, teve alta de 0,78%.

*Veja o desempenho dos mercados, às 6h57 (horário de Brasília):

Nova York

*S&P 500 Futuro (EUA), +1,03%
*Nasdaq Futuro (EUA), +1,38%
*Dow Jones Futuro (EUA), +0,77%

Europa

*Dax (Alemanha), -0,32%
*FTSE 100 (Reino Unido), +0,33%
*CAC 40 (França), -0,18%
*FTSE MIB (Itália), -0,29%

Ásia

*Nikkei 225 (Japão), +0,74% (fechado)
*Hang Seng Index (Hong Kong), +0,78% (fechado)
*Shanghai SE (China), +0,79% (fechado)

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Commodities e bitcoin

*Petróleo WTI, -0,11%, a US$ 37,26 o barril
*Petróleo Brent, -0,37%, a US$ 39,91 o barril

**Contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa de Dalian fecharam em alta de 0,84%, cotados a 837.000 iuanes, equivalente hoje a US$ 122,44 (nas últimas 24 horas).
USD/CNY = 6,83553

*Bitcoin, US$ 10.310,76, -0,04%

2. Agenda

O mercado acompanha a divulgação da Pesquisa Mensal de Serviços de julho, que ocorre às 9h pelo IBGE. Segundo pesquisa da Bloomberg, o volume do setor de serviços mostrar queda de 10,1% em julho ante o mesmo mês do ano anterior, depois de marcar queda de 12,1% em junho.

Nos Estados Unidos, será divulgado o Índice de preços ao consumidor de agosto, às 9h30.

Também em destaque, esta sexta marca o início da série de podcasts do InfoMoney Os Pregões que Fizeram História. O primeiro episódio conta como o atentado que derrubou as Torres Gêmeas em NY, que completa 19 anos hoje, colapsou as Bolsas e mudou os mercados. É possível seguir e escutar o programa pelo SpotifyYouTubeSpreakerDeezerApple Podcats (iTunes) e Podchaser. Em breve também estará disponível no Castbox, Google Podcasts e no Amazon Music. Se preferir, faça o download do episódio clicando aqui.

Confira ainda o Radar InfoMoney, novo programa diário que resume, em poucos minutos, os fatos mais relevantes do noticiário econômico e político do Brasil e do mundo e os seus impactos no comportamento das ações e de outros ativos financeiros. O programa é transmitido ao meio-dia em ponto, de segunda a sexta-feira, pelo canal do InfoMoney no YouTube.

3. Alta dos alimentos

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Depois de o Ministério da Justiça ter notificado a Associação Brasileira de Supermercados e representantes de produtores de alimentos sobre a alta dos preços, o Ministério da Economia mostrou sua insatisfação com a medida. Ontem, a pasta enviou ao Ministério da Justiça um ofício questionando a decisão de notificar os setores. A resposta deve ser dada no prazo de cinco dias.

De acordo com a Folha de S.Paulo, o ofício pede que não ocorra controle de preços ou incompatibilidade com os princípios da economia de mercado. A atitude do Ministério da Justiça surpreendeu o Ministério da Economia e também o Ministério da Agricultura, que defendiam o controle de preços por meio da abertura das importações.

Na noite de ontem, o presidente Jair Bolsonaro disse que autorizou a notificação feita pelo Ministério da Justiça sobre o aumento de preços dos alimentos. No entanto, ele negou que exista algum plano de tabelamento ou maiores intervenções no mercado.

“André Mendonça falou comigo: ‘posso botar a Secretaria Nacional de Defesa do Consumidor para investigar, perguntar para supermercados por que o preço subiu?’ Eu falei ‘pode’. E ponto final. Porque, ao chegar a resposta, pode ser que o errado somos nós. Pode ser o governo, daí o governo toma providência e ponto final”, declarou o presidente em live semanal.

Após a Câmara de Comércio Exterior zerar a tarifa de importação de arroz, a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, disse ontem que a taxa zero deve beneficiar principalmente Estados Unidos e Tailândia. O presidente da Conab, Guilherme Bastos, afirmou à Reuters que várias indústrias de beneficiamento já agendaram compras com outros países e também citou Estados Unidos e Tailândia como exportadores.

4. Perspectivas

Apesar do corte de taxa de importação, ontem o arroz voltou a ter preços recordes, de acordo com o Cepea. O presidente da Associação Paulista de Supermercados (Apas), Ronaldo dos Santos, disse que o produto tem tendência de alta para os próximos dois meses se o consumo se mantiver no ritmo atual, ainda segundo a Folha. O produto acumula alta de 19% no ano, de acordo com o IBGE.

O arroz tem sido o principal produto no debate da alta de preços, mas já se fala em medidas para controlar o preço da soja e dos materiais de construção. No caso da soja, O Globo informou que o governo poderá reduzir a zero a tarifa de importação, hoje em 10%, até o fim deste ano. Com isso, a oferta doméstica aumentaria, controlando os preços. Já no caso dos materiais de construção, o governo avalia medidas caso os preços não diminuam até o final deste ano.

Além do tema dos preços, outro destaque foi a fala do presidente Jair Bolsonaro sobre o fim do auxílio emergencial. Segundo o presidente, não haverá nova prorrogação do auxílio além dos cinco meses já previstos.

No noticiário nacional, também chama atenção a posse do ministro Luiz Fux na presidência do Supremo Tribunal Federal (STF). Em seu discurso, ele destacou a importância do respeito ao Legislativo e ao Executivo, sem que isso signifique subserviência e excesso de intimidade.

Já sobre a vacina da AstraZeneca e da Universidade de Oxford contra a Covid, foi noticiado que a voluntária dos testes que desenvolveu sintomas de um distúrbio neurológico não integrava o grupo de placebo, ou seja, estava recebendo a vacina experimental. Ela teve alta na quarta-feira e passa bem.

5. Radar corporativo

Um dos destaques do dia foi a distribuição de proventos da Vale aos acionistas, no montante total bruto de R$ 2,4075 por ação. Já a Azul divulgou os dados de tráfego de agosto, com alta de 26,4% no tráfego de passageiros consolidado (RPKs) em relação a julho de 2020.

Os investidores acompanham notícias de que a maioria dos acionistas da Tecnisa rejeitou os estudos para integração com a Gafisa, em Assembleia Geral Extraordinária (AGE) realizada ontem.

Além disso, a Sul América concluiu a compra da Paraná Clínicas, por R$ 396 milhões, enquanto a Braskem iniciou a produção comercial de polipropileno (PP) de sua nova planta nos Estados Unidos. Está marcada para hoje a estreia das ações da Petz (PETZ3) na B3.

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