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Os 5 assuntos que vão movimentar o mercado nesta sexta-feira

Bolsas mundiais registram alta com retomada de negociações entre EUA e China; payroll e IPCA no radar dos mercados

Aprenda a investir na bolsa

Uma teleconferência entre o vice-premiê chinês Liu He, o representante do USTR, Robert Lighthizer, e o secretário do Tesouro americano, Steven Mnuchin, levou à retomada do diálogo comercial entre os Estados Unidos e a China na madrugada de hoje, informou a CNN. As negociações estavam paradas após duras críticas que o presidente dos EUA, Donald Trump, fez no final de semana passado à China, por causa da epidemia da Covid-19.

A notícia deu alívio aos mercados, que podem, no entanto, passar por nova tensão na manhã de hoje, quando o governo americano divulga o “payroll” de abril: é esperado que 22 milhões de empregos tenham sido destruídos no mês passado na maior economia do mundo pelos efeitos da pandemia.

No Brasil, o IBGE divulga às 9h o IPCA de abril, enquanto a FGV publica o IGP-DI de abril e o IPC-S da primeira semana de maio. No noticiário corporativo, destaque para a aquisição da faculdade Faseh pela Ânima Educação. Na noite de ontem, Lojas Americanas e B2W divulgaram resultados trimestrais.

1. Bolsas mundiais

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A retomada do diálogo comercial entre os Estados Unidos e a China, que ocorreu na madrugada de hoje, deu impulso às bolsas de valores da Ásia, que fecharam todas em alta, e também às da Europa, que abriram em terreno positivo pela manhã, também com os investidores avaliando notícias sobre reabertura da economia . A Bolsa de Londres está fechada porque é feriado na Grã-Bretanha.

China e EUA concordam em cooperar e trabalhar para implementar acordo comercial, após atritos entre os dois países envolvendo o coronavírus preocupar os investidores recentemente. Os representantes dos dois países tiveram uma conversa por telefone.

Os futuros de Nova York avançam na manhã de hoje, enquanto os mercados do petróleo operam com ganhos modestos, com a notícia de que produtores do WTI cortam a produção em 1,7 milhão de barris diários nos EUA, informa a CNBC. Este corte deve se refletir em menor oferta em junho. Os mercados aguardam, contudo, a divulgação do relatório completo de emprego do governo americano em abril, que será divulgado às 9h30.

Veja o desempenho dos mercados, às 7h24*

Nova York
*S&P 500 Futuro (EUA), +1,16%
*Nasdaq Futuro (EUA), +1,08%
*Dow Jones Futuro (EUA), +1,14%

Europa
*Dax (Alemanha), +0,89%
*FTSE (Reino Unido), Feriado – Sem pregão
*CAC 40 (França), +0,88%
*FTSE MIB (Itália), +0,50%

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Ásia
*Nikkei (Japão), +2,56% (fechado)
*Kospi (Coreia do Sul), +0,89% (fechado)
*Hang Seng (Hong Kong), +1,04% (fechado)
*Xangai (China), +0,83% (fechado)

*Petróleo WTI, +2,46%, a US$ 24,17 o barril
*Petróleo Brent, +1,56%, a US$ 29,93 o barril

**Contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa de Dalian fecharam em alta de +2,59%, cotados a 633.000 iuanes, equivalentes hoje a US$ 89,44 (nas últimas 24 horas). USD/CNY= 7,0771 (+0,20%)

*Bitcoin, US$ 9.860,96 -1,28%

2. Indicadores econômicos

O dado mais aguardado e temido pelos mercados será divulgado hoje pelo Departamento do Trabalho do governo dos Estados Unidos às 9h30. É o relatório do “payroll” do mês de abril, que poderá, segundo projeções dos economistas ouvidos pela Bloomberg mostrar a perda de 22 milhões de empregos. Caso a projeção se confirme, a taxa de desemprego nos EUA passará dos 4,4% da força de trabalho em março para 16% em abril.

No Brasil, a FGV divulga mais cedo, às 8h, o IPC-S da primeira semana de maio e o IGP-DI fechado de abril. O IBGE publica às 9h o IPCA de abril.

A inflação deve ter desacelerado para 2,46% em abril na comparação anual – ligeiramente abaixo do piso de 2,5% da meta deste ano, segundo estimativa mediana em pesquisa Bloomberg, depois de ter atingido 3,30% na medição anterior. Na comparação mensal, a inflação deve ter ficado negativa em 0,24%, contra alta de 0,07% na medição anterior.

Para Estevão Garcia, professor da Fipecafi, os principais setores afetados pela deflação serão: transportes, por conta da forte queda nos preços dos combustíveis, os objetos de residência e roupas, já que não há vendas, apenas estoques e, também, todos os produtos de necessidade básica. Em contrapartida, os alimentos que sofrem com o aumento do dólar são as commodities. “O poder de compra do consumidor tende a aumentar, porém temos a questão do crescimento do desemprego e, também, o fato de que as empresas estão cortando temporariamente parte do salário, entre outros fatores que influenciam neste sentido”, destacou.

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Já a Anfavea divulga dados da indústria automotiva de abril em coletiva de imprensa online às 10h30. Dados da Fenabrave, dia 4, mostraram queda de 76% das vendas em abril com efeitos da pandemia.

3. Política

Em uma atitude vista como de pressão pela retomada da atividade econômica no Brasil, o presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Economia, Paulo Guedes, conduziram um grupo de empresários do Palácio do Planalto ao Supremo Tribunal Federal (STF) em Brasília (DF). O presidente do STF, Dias Toffoli, recebeu o séquito, que caminhou do Palácio do Planalto ao Supremo, e escutou as queixas.

Toffoli lembrou, contudo, que o final das quarentenas e medidas de isolamento social não depende do poder judiciário, mas dos governadores e prefeitos. Ele recomendou que o grupo tenha melhor diálogo com os entes federativos. Um industrial comparou a situação econômica com a epidemia da Covid-19, ao dizer que haverá “mortes de CNPJs” no país.

Após receber críticas pela visita repentina ao STF e por sua postura diante da pandemia, Bolsonaro diz que quer fazer churrasco para 30 pessoas, em desafio ao isolamento recomendado por governadores e pela OMS, destaca o Estadão. Na economia, promessa de veto ao reajuste dos servidores teve efeito pequeno no mercado e agora o presidente traz receio para a Petrobras, ao dizer, segundo o Globo, que questionará a empresa sobre alta da gasolina.

O Brasil teve ontem mais 610 mortes pelo coronavírus, o que elevou para 9.146 o total de óbitos pela Covid-19.

4. Veto 

Bolsonaro disse que vetará o trecho do projeto de lei de socorro aos Estados e municípios que deixa brecha para aumento salarial a funcionários públicos. O veto foi anunciado publicamente pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, ao pedir publicamente “a contribuição do funcionalismo”.

O presidente disse ontem que Paulo Guedes é dono de 99% da pauta econômica e ideia de “fabricar dinheiro não existe”, porque seria “o fim do Brasil” devido à inflação. “Estou fazendo o possível para comércio voltar à normalidade”, disse o presidente.

5. Noticiário corporativo 

A Lojas Americanas fechou o primeiro trimestre com um prejuízo líquido de R$ 49,2 milhões, com uma pequena melhora ante os R$ 53,5 milhões negativos de um ano antes. Já a B2W fechou o primeiro trimestre deste ano com prejuízo líquido consolidado de R$ 108 milhões, uma melhora ante os R$ 139,2 milhões registrados um ano antes. A Wiz Soluções publicou seus resultados do 1º trimestre e reportou um lucro líquido de R$ 51 milhões no período, uma queda de 9,9% sobre igual período do ano passado.

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A administradora de planos de saúde Qualicorp fechou o primeiro trimestre com um lucro líquido de R$ 70,7 milhões, uma queda de 27,1% na comparação com o mesmo período do ano passado, enquanto a Sanepar teve lucro líquido de R$ 256 milhões no primeiro trimestre, um aumento de 17,7% na comparação anual.

A Ânima Educação comunicou ontem à noite que fechou a aquisição da Faculdade da Saúde e Ecologia Humana (Faseh), em Vespasiano, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (MG) por R$ 108,9 milhões. A Faseh tem seis cursos superiores, entre os quais o de medicina, e 1.034 alunos.

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