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Os 5 assuntos que vão movimentar o mercado nesta sexta-feira

Bolsas mundiais têm queda com investidores à espera de dados do mercado de trabalho nos EUA

(Shutterstock)
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Os mercados começam a sexta-feira à espera dos dados do “payroll”, que trará um cenário completo do mercado de trabalho nos Estados Unidos em março. Os dados deverão ser divulgados às 9h30.

As bolsas da Ásia fecharam estáveis, mas as europeias abriram em queda, após a divulgação de dados negativos da atividade econômica no continente. Os futuros de Nova York estão negativos, mas sem afundar. No brasil, estão programados poucos eventos. O Banco Central fará um leilão de swap cambial de US$ 500 mil no final da manhã.

No noticiário corporativo, destaque para os cortes da Usiminas, que reviu produção e investimentos, e para o anúncio da descoberta da Petrobras de petróleo no poço pioneiro de Uirapuru, na Bacia de Santos.

1. Bolsas mundiais

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Os mercados iniciam a sexta-feira à espera de indicadores nos Estados Unidos: a divulgação consolidada do “payroll”, às 9h30, com os números do mercado de trabalho de março, e a divulgação do índice de compras do setor de serviços nos EUA, quinze minutos depois, também relativo ao mês passado.

Ontem, o Departamento do Trabalho mostrou que 6,6 milhões de empregos foram eliminados nos EUA na semana passada, por causa do impacto da pandemia do coronavírus sobre a economia americana.

Na zona do euro, a Markit divulgou que o índice dos gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) despencou de 51.6 pontos em fevereiro para 29.7 pontos em março, informa a CNBC. Os dados indicam a maior contração da atividade econômica em 20 anos na Itália, Espanha e França, justamente os três países mais atingidos pela epidemia do coronavírus no continente.

As bolsas de valores da Europa abriram em baixa nesta sexta-feira com a divulgação do índice.
Os preços do petróleo se recuperaram ontem em mais de 20%, puxando as ações das petrolíferas e registram alta nesta sessão, ainda que mais modesta,  à espera de encontro da Opep+ na próxima semana em meio à pressão de Donald Trump por cortes da produção.

A pandemia continua a avançar nos EUA e no mundo. O número de pessoas infectadas pelo coronavírus ultrapassou 1 milhão, com 245 mil casos e 6 mil mortes nos EUA, informa a Universidade Johns Hopkins.

Veja o desempenho dos mercados, às 7h39 (horário de Brasília):

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Nova York
*S&P 500 Futuro (EUA), -1,29%
*Nasdaq Futuro (EUA), -1,29%
*Dow Jones Futuro (EUA), -1,36%

Europa
*Dax (Alemanha), -0,46%
*FTSE (Reino Unido), -1,23%
*CAC 40 (França), -1,03%
*FTSE MIB (Itália), -1,18%

Ásia
*Nikkei (Japão), +0,01% (fechado)
*Kospi (Coreia do Sul), +0,03% (fechado)
*Hang Seng (Hong Kong), -0,19% (fechado)
*Xangai (China), -0,60% (fechado)

*Petróleo WTI, +2,05%, a US$ 25,84 o barril
*Petróleo Brent, +5,88%, a US$ 31,60 o barril

**Contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa de Dalian fecharam em alta de 1,43% cotados a 568.000 iuanes, equivalentes a US$ 80,03 (nas últimas 24 horas). USD/CNY= 7,0972 (+0,02%)

*Bitcoin, US$ 6.952,54 +2,67%

2. Agenda de indicadores

Após recorde dos seguro-desemprego na véspera assustar o investidor sobre o efeito do coronavírus na maior economia do mundo, o mercado espera relatório nos EUA, que deve ter 1ª baixa desde 2010, embora dados estejam atrasados, com o dado a ser revelado às 09h30. A expectativa é de perda de 100 mil vagas de trabalho, segundo consenso Bloomberg, ante dado anterior de criação de 273 mil vagas; já a taxa de desemprego deve subir a 3,8% ante dado anterior de 3,5%. Às 10h45 sai o PMI Markit serviços e às 11h é divulgado o ISM serviços, ambos também de março.

Um pouco mais tarde, às 10h, a Markit publica o PMI dos serviços e o composto do Brasil em março. A empresa publicará PMI dos serviços e composto dos EUA em março às 10h30.

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Na China, o PMI Caixin serviços divulgado na noite passada subiu mais que o previsto em março, de 26,5 para 43. Já a Markit publicou os índices dos serviços e o composto dos gerentes de compras (PMI) para a Zona do Euro em março. Houve queda no PMI composto de 51.6 pontos em fevereiro para 29.7 pontos em março, pior resultado em 20 anos.

3. Política

Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados, negocia para viabilizar votação hoje em dois turnos na Câmara do “Orçamento de Guerra”, destaca o Valor. Segundo fontes não identificadas pelo jornal, Maia quer acelerar tramitação para dar uma resposta ao ministro Paulo Guedes. O objetivo é ampliar a pressão sobre o governo para liberação dos recursos do auxílio- emergencial; Maia quer derrubar de vez o argumento de Guedes de que só poderá liberar os recursos após a aprovação da PEC. Na terça-feira, Maia afirmou, em plenário, que Guedes tenta jogar a responsabilidade sobre a falta de ações do ministério nos outros.

Já o presidente Jair Bolsonaro subiu o tom e criticou abertamente Luiz Henrique Mandetta, ministro da Saúde, em entrevista à rádio Jovem Pan, afirmando que o ministro extrapolou, contudo, não pretende demiti-lo. “Se não houver volta gradativa, terei de tomar uma decisão”. Ele ainda disse que “pode ser que Mandetta esteja certo, mas falta a ele humildade”. Mandetta não quis responder. “Quem tem mandato fala, quem não tem, como eu, trabalha.”

O Supremo Tribunal Federal (STF) tem dado sinais que tenta impor limites às ações denBolsonaro. A maioria dos ministros está disposta a impedir movimentos do chefe do poder Executivo para afrouxar medidas contra o alastramento da epidemia da Covid-19. Gestos públicos da insatisfação da cúpula do poder Judiciário foram dados recentemente após atitudes do mandatário, informa a Folha de S. Paulo.

Os ministros Alexandre de Moraes e Marco Aurélio levaram à frente os questionamentos que tratam da atuação de Bolsonaro frente à crise. Um deles é a denúncia-crime do deputado federal Reginaldo Lopes (PT-MG) contra o presidente, por supostamente ter violado a Lei que determina pena a quem desrespeitar ordem do poder público para evitar propagação de doença contagiosa.

4. Empresas pedem revisão de contratos

Sob a alegação de “força maior” ou “evento fortuito”, por causa da epidemia do coronavírus, empresas começam a recorrer à Justiça – e a ter sucesso nos pedidos – para rever contratos. A Raízen, empresa de combustíveis da Cosan e da Shell, declarou “força maior” na revisão dos compromissos com fornecedores por causa da queda nas vendas. A União da Indústria da Cana-de-açúcar (Unica) fornecedora da Raízen, contesta, informa reportagem do jornal O Estado de S. Paulo.

5. Noticiário corporativo

A Petrobras comunicou que descobriu petróleo no poço pioneiro de Uirapuru, no pré-sal da Bacia de Santos. A estatal informou que analisa os dados para avaliar o “potencial da descoberta”. A Tegma, maior operadora logística no transporte de carros zero-quilômetro, autorizou a diretoria a levantar R$ 100 milhões no sistema financeiro. Já a Usiminas comunicou que reduziu seus investimentos de R$ 1 bilhão para R$ 600 milhões em 2020. Por causa da crise do coronavírus, a empresa tomará várias medidas a partir de amanhã, como o abafamento dos Altos-Fornos 1 e 2 da usina de Ipatinga (MG).

A Agência Nacional de Mineração (ANM) interditou as barragens da Vale sem declaração de estabilidade, enquanto a JBS anunciou a contratação de 3 mil pessoas no Brasil.

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