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Os 5 assuntos que vão movimentar o mercado nesta segunda-feira

Bolsas buscam alta, mas investidores seguem cautelosos em meio a novos marcos do coronavírus: confira os destaques desta segunda

(Getty Images)
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Os investidores atuam com cautela nesta segunda-feira (29), repercutindo o avanço de casos do novo coronavírus no mundo, que ultrapassam a marca de 10 milhões de infectados em todo o mundo. As Bolsas europeias tentam se recuperar após abriram em queda e os futuros de Nova York operam com ganhos tímidos.

No Brasil, os investidores operam de olho nos dados da economia, como a divulgação dos dados de empregos formais, mas também atentos às movimentações na esfera política.

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), tenta negociar com o chamado centrão uma saída para votar a proposta de emenda à Constituição (PEC) que adia as eleições municipais para novembro. Também é esperado para essa segunda-feira o depoimento, no Rio, de Fabrício Queiroz, ex-assessor do então deputado estadual Flavio Bolsonaro e suspeito de operar um esquema de “rachadinha” no gabinete do parlamentar.

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Entre as notícias corporativas, a Hering informou que os shoppings estão dispostos a negociar aluguéis com os lojistas e a Petrobras divulgou mais uma divulgação de oportunidade (teaser).

1. Bolsas mundiais

Os investidores atuam com cautela nesta segunda-feira, repercutindo o avanço de casos do novo coronavírus no mundo, que ultrapassam a marca de 10 milhões de infectados em todo o mundo. As bolsas europeias tentam se recuperar após abriram em queda e os futuros de Nova York operam com ganhos tímidos.

Com a Covid-19 se acelerando em alguns países e regiões dos Estados Unidos, há o temor de uma recuperação ainda mais lenta da economia.

“A recuperação será muito mais lenta e muito mais desigual que a maioria das pessoas acredita. Os mercados estão precificado para uma recuperação em formado de V, o que não acho muito provável”, disse, à Bloomberg, David Hunt, presidente do PGIM Inc..

O DAX, de Frankurt, sobe 0,38%, e o CAC 40, de Paris, está estável.

Nos Estados Unidos, os investidores se dividem entre a expectativa da recuperação econômica com a reabertura das atividades e o aumento dos casos do novo coronavírus em determinadas regiões, como Texas, Florida e Arizona.

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Os futuros do Dow Jones têm leve alta de 0,36% e os do S&P 500 estão praticamente estáveis, com pequena variação positiva de 0,17%.

*Veja o desempenho dos mercados, às 7h31 (horário de Brasília):

Nova York

  • S&P 500 Futuro (EUA), +0,17%
  • Nasdaq Futuro (EUA), -0,23%
  • Dow Jones Futuro (EUA), +0,36%

Europa

  • Dax (Alemanha), +0,38%
  • FTSE 100 (Reino Unido), +0,25%
  • CAC 40 (França), 0%
  • FTSE MIB (Itália), +0,51%

Ásia

  • Nikkei 225 (Japão), -2,30% (fechado)
  • Hang Seng Index (Hong Kong), -1,01% (fechado)
  • Shanghai SE (China), -0,61% (fechado)

 

  • Petróleo WTI, -0,08%, a US$ 38,46 o barril
  • Petróleo Brent, -0,37%, a US$ 40,87 o barril
  • Contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa de Dalian fecharam em queda, cotados a 736.000 iuanes, equivalente hoje a US$ 104 (nas últimas 24 horas).
    USD/CNY = 7,0771 (-0,02%)
  • Bitcoin, US$ 9.123, +0,55%

2. Agenda

A Fundação Getúlio Vargas (FGV) divulgou, às 8h, o IGP-M referente ao mês de junho. O Índice Geral de Preços – Mercado, usado no reajuste dos contratos de aluguel, acelerou a 1,56% em junho, após ficar em 0,28% em maio.

As projeções do Focus compiladas pelo Banco Central foram divulgadas durante a manhã, projetando uma queda de 6,54% no PIB de 2020, ante previsão anterior de retração de 6,50%. Para 2021, a previsão é de alta para o PIB de 3,5%. Já o IPCA de 2020 foi revisado levemente para cima, de 1,61% para 1,63%; para 2021, a projeção foi mantida em 3%. Em 2020, a previsão agora é da Selic sendo encerrada a 2% ao ano, ante previsão da semana anterior de 2,25%; para o próximo ano, a perspectiva para a Selic foi mantida em 3%.

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Os dados da balança comercial saem às 15h.

Também serão divulgados nesta segunda-feira os dados da criação de emprego formal, o Caged, e o balanço do governo central. O resultado do governo central de maio deve mostrar um déficit de R$ 132,1 bilhões, segundo estimativa mediana em pesquisa Bloomberg, acima do déficit da medição anterior, de R$ 92,9 bilhões. O Tesouro divulga o indicador às 10h30 e o secretário Mansueto Almeida comenta o desempenho em coletiva de imprensa a partir das 11h.

No Estados Unidos, os dados sobre as vendas de moradia referentes ao mês de maio serão divulgados às 11h (horário de Brasília). Às 11h30, o Fed de Dallas divulga o índice de atividade das empresas.

Às 22h, serão conhecidos os dados sobre o PMI industrial da China.

Às 17h30, o InfoMoney trará especialistas para tirar as dúvidas sobre o Imposto de Renda 2020 na reta final para a entrega da declaração. As especialistas em Imposto de Renda Natália Zimmermann e Joanna Rezende, sócias da área de Wealth Planning do escritório Velloza Advogados vão tirar as suas dúvidas através do Youtube do portal. Veja como baixar o programa gerador do IR, como preencher as informações iniciais, como declarar imóveis, investimentos, rendimentos isentos, tributáveis e muito mais para evitar a malha fina.

Já às 19h, Gustavo Constantino, sócio e diretor de gestão de carteiras da Távola Capital, fala sobre oportunidades e riscos na Bolsa no Youtube do InfoMoney.

3. Eleições

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), tenta negociar com o chamado centrão uma saída para votar a proposta de emenda à Constituição (PEC) que adia as eleições municipais para novembro, segundo reportagem do jornal “Folha de S.Paulo”.

O acordo, por enquanto, consiste em reforçar os cofres das prefeituras com a recomposição do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e aprovar inserções de peças partidárias em rádio e TV neste ano.

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Dessa forma, Maia espera vencer a resistência dos prefeitos, que têm feito pressão sobre os deputados do centrão para que as eleições não sejam adiadas, apesar da pandemia do novo coronavírus.

A PEC, já aprovada pelo Senado, adia as eleições para os dias 15 (primeiro turno) e 29 (segundo turno) de novembro. As datas oficiais são 4 e 25 de outubro.

4. Tensão política

Está previsto para esta segunda-feira o depoimento de Fabrício Queiroz, ex-assessor do então deputado estadual Flavio Bolsonaro e suspeito de operar um esquema de “rachadinha” no gabinete do parlamentar.

Queiroz foi preso no último dia 18. Segundo o jornal “O Estado de São Paulo”, os advogados da defesa de Queiroz foram comunicados no sábado que o interrogatório seria feito nesta segunda-feira pelos investigadores da Operação Furna da Onça, que apura o vazamento de informações sigilosas.

Já em outro depoimento, auxiliares do presidente Jair Bolsonaro informaram ao Supremo Tribunal Federal (STF) que o presidente gostaria que o ministro Celso de Mello autorizasse a possibilidade de seu depoimento ser por escrito no inquérito em que apura interferência na Polícia Federal, segundo reportagem do jornal “Folha de S.Paulo”.

5. Panorama corporativo

Os shoppings estão dispostos a fazer uma negociação dos valores cobrados dos lojistas na fase de reabertura das operações, segundo Thiago Hering, diretor-executivo de negócios da Cia.Hering. Em entrevista à “Folha de S.Paulo”, o executivo informou que a maior parte dos shoppings trabalha para reduzir o preço dos condomínios.

Uma das sugestões em discussão é que mesmo nessa fase de reabertura, não haja incidência de um aluguel mínimo, mas sim um percentual sobre as vendas.

Já a Petrobras iniciou uma nova etapa de divulgação de oportunidade, conhecida como “teaser”, dessa vez referente à venda da totalidade de sua participação em um conjunto de sete concessões de produção terrestres localizadas na Bacia de Solimões, no estado do Amazonas.

Ainda na noite de sexta-feira, a Eletrobras anunciou uma mudança de contrato junto a uma de suas controladas, a Eletronuclear. Foi feita a conversão de contratos de adiantamento para futuro aumento de capital em novas ações da Eletronuclear no valor total de R$ 850 milhões. Além disso, foi aprovada a capitalização de contratos de financiamento nos quais a Eletrobras é credora, no montante de R$ 1,036 bilhão.

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