Os 5 assuntos que vão movimentar o mercado nesta segunda-feira

Bolsas pelo mundo sobem com reabertura e medidas do Banco do Japão; expectativa pelo novo ministro da Justiça no radar

Equipe InfoMoney

(Shutterstock)

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As bolsas da Ásia fecharam todas em alta, com destaque para Tóquio, onde o índice Nikkei-225 avançou 2,71% após o Banco do Japão (BoJ) anuncia a compra de comercial papers e outras medidas de estímulo. As bolsas da Europa abriram em alta e os futuros de Nova York avançam nesta manhã, com o fim próximo da quarentena na maioria dos países europeus e em alguns estados norte-americanos, como Nova York e a Georgia.

A última semana de abril terá reuniões de dois bancos centrais importantes: o Federal Reserve dos Estados Unidos, terça e quarta-feira; e o Banco Central Europeu, que se reúne na quinta-feira. Além disto, as empresas de tecnologia, como Apple, Amazon e Microsoft, deverão publicar balanços do primeiro trimestre.

No Brasil, a temporada de resultados corporativos do primeiro trimestre ganha tração nesta semana, com a publicação dos balanços do Santander Brasil, Bradesco, Vale, Minerva e Gol, entre outras empresas. Já a Boeing, que luta com a crise do 737 Max e cancelando pedidos, desistiu do negócio de jatos comerciais da Embraer.

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1.Bolsas mundiais

Após o Banco do Japão (BoJ) anunciar que comprará commercial papers e outros ativos no mercado, a bolsa japonesa ganhou impulso e fechou em alta de 2,71%, seguida pelos outros mercados da Ásia.

O BoJ manteve os juros, como esperado, mas anunciou que continuará a comprar bônus do Japão (JGB) e T-bills “sem estabelecer um limite” e elevou sua meta de compras de dívida corporativa e commercial papers para 20 trilhões de ienes. Segundo o Swissquote, a postura do BoJ “busca ajudar companhias a encontrar financiamento fácil, diante da desaceleração econômica puxada pela pandemia”.

Na Europa, as bolsas abriram em alta, após o governo italiano publicar ontem um decreto para o começo da fase 2 de reabertura da economia em 4 de maio. A terceira fase, disse o premiê italiano Giuseppe Conte, com a reabertura de bares, restaurantes e museus, só começa dia 18 de maio.

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No Reino Unido, o premiê Boris Johnson volta hoje ao trabalho em Downing Street no centro de Londres. Johnson ficou duas semanas hospitalizado com o coronavírus. Ele deve anunciar nesta semana medidas para reabrir a economia britânica, mas alertou para os riscos de um aumento no número de casos. Johnson definiu a situação como de “máximo risco”. A Grã-Bretanha tem mais de 20 mil mortes e 100 mil casos do coronavírus.

Veja o desempenho dos mercados, às 7h39 (horário de Brasília):

Nova York
*S&P 500 Futuro (EUA), +0,89%
*Nasdaq Futuro (EUA), +1,19%
*Dow Jones Futuro (EUA), +0,96%

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Europa
*Dax (Alemanha), +2,51%
*FTSE (Reino Unido), +1,48%
*CAC 40 (França), +1,91%
*FTSE MIB (Itália), +2,49%

Ásia
*Nikkei (Japão), +2,71% (fechado)
*Kospi (Coreia do Sul), +1,79% (fechado)
*Hang Seng (Hong Kong), +1,88% (fechado)
*Xangai (China), +0,25% (fechado)

*Petróleo WTI, -16,77%, a US$ 14,11 o barril
*Petróleo Brent, -4,52%, a US$ 20,47 o barril

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**Contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa de Dalian fecharam em queda de -0,82%, cotados a 602.000 iuanes, equivalentes a US$ 85,00 (nas últimas 24 horas). USD/CNY= 7,0822 (0,00%)

*Bitcoin, US$ 7.577,26 +0,80%

2. Agenda econômica

O Banco Central divulga pesquisa Focus com expectativas de economistas para indicadores como PIB, câmbio, inflação e juros às 8h25.

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Às 15h, serão revelados os números da balança comercial semanal até 26 de abril.

A Fundação Getúlio Vargas (FGV) publica na manhã desta segunda suas sondagens do Comércio e do Consumidor em abril. No exterior, poucos indicadores nesta segunda-feira.

3. Política 

O presidente Jair Bolsonaro deve anunciar Jorge Oliveira como o novo ministro da Justiça, segundo Folha de S. Paulo e G1. Oliveira é atualmente ministro da Secretaria-Geral da Presidência. Ele substituirá Sergio Moro, ex-juiz que renunciou na sexta-feira depois de acusar Bolsonaro de interferência política no trabalho da Polícia Federal. De acordo com o G1, Bolsonaro também anunciará Alexandre
Ramagem, chefe da Abin, como o novo diretor da Polícia Federal.

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Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, suspeito de ingerência na PF, o presidente Jair Bolsonaro agora é alvo de dois procedimentos de investigação abertos pelo Ministério Público Federal para apurar suposta intervenção política do mandatário no Exército, o que, no entendimento dos procuradores, fere a Constituição de 1988.

Delegados da Polícia Federal divulgaram ontem uma carta aberta ao presidente, na qual afirmam que há “crise de confiança” e criticam duramente o mandatário pelas tentativas de interferência na corporação, informa o jornal O Globo.

4. Pandemia

O Brasil chegou no domingo à noite a 61,8 mil casos e a 4.205 mortes pelo coronavírus. Só o Estado de São Paulo atingiu mais de 1.700 mortes pela doença e a admissão de casos menos graves, pelos hospitais de campanha, provocou uma fila de ambulâncias com pacientes à espera de internação no sábado no hospital do Anhembi.

5. Noticiário corporativo 

Primeira empresa a publicar resultados completos do primeiro trimestre de 2020, a Hypera Pharma informou um lucro líquido de R$ 238,2 milhões no período – queda de 25,8% sobre igual trimestre do ano passado. Os resultados divulgados pela Hypera incluem apenas as operações continuadas e não os ativos da farmacêutica japonesa Takeda, que a indústria brasileira comprou no final do ano passado. A receita líquida da Hypera cresceu 112,5% para R$ 815 milhões no período. A Hypera informou, contudo, que as vendas foram atingidas em março pelo começo da epidemia do Covid-19 no Brasil.

Já a Boeing, que luta com a crise do 737 Max e cancelando pedidos, desistiu do negócio de jatos comerciais da Embraer. A companhia americana disse no sábado que havia encerrado um acordo para comprar 80% dos negócios de jatos comerciais da Embraer por US $ 4,2 bilhões. A Embraer diz que Boeing rescindiu parceria ‘indevidamente’.

Já a Petrobras divulga relatório de produção e vendas do primeiro trimestre em meio à crise do petróleo e à pandemia do coronavírus. A companhia já anunciou cortes na produção de petróleo e admitiu que terá dificuldade de cumprir a meta de desalavancagem que estabeleceu até o fim deste ano. O relatório será divulgado após o fechamento dos mercados.

(Com Agência Estado e Bloomberg)

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