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Os 5 assuntos que vão movimentar o mercado nesta segunda-feira

Reabertura das economias avançadas volta a animar mercados; espera por novo ministro da Saúde e novos focos de crise política no radar no Brasil

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Os mercados operam em alta com o início da reabertura da economia em países da Europa e em parte dos Estados Unidos. Em meio a esse otimismo, a atenção está voltada para o encontro virtual entre o presidente francês, Emmanuel Macron, e a primeira-ministra alemã, Angela Markel, que será seguido por uma coletiva de imprensa para apresentar um conjunto de iniciativas para a recuperação da Europa após os estragos causados pela pandemia do coronavírus.

No Brasil, as atenções estão voltadas para a condução da crise sanitária, após a saída do ministro da Saúde, Nelson Teich, e ao desdobramento derevelações, feitas pelo empresário Paulo Marinho, envolvendo o senador Flávio Bolsonaro, filho do presidente, e a Polícia Federal. Hoje também marca o vencimento de opções sobre ações, o que pode adicionar volatilidade às principais ações do Ibovespa. Confira os destaques:

1. Bolsas mundiais

As bolsas europeias avançam com negócios sendo reabertos nas economias mais avançadas. Na Europa, ações de mineradoras e empresas de aviação e viagens se valorizam; já o futuro do S&P avança após a pior semana do indicador desde meados de março e na esteira das notícias de que a economia da Califórnia está agora 75% aberta após a redução das restrições associadas ao vírus.

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No domingo à noite, o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, afirmou em entrevista à rede americana CBS, estar “altamente confiante” com a recuperação da economia americana, embora ela só possa ser considerada completa após a descoberta de uma vacina para a Covid-19. Acrescentou, ainda, que não é possível comparar a atual crise com a da década de 1930, uma vez que dessa vez os governos agiram rápido e o sistema financeiro está saudável.

No mercado de commodities, o minério de ferro salta enquanto casos de coronavírus no Brasil, um dos principais exportadores do produto, preocupam fornecedores, enquanto metais sobem em Londres com alta das vendas de moradias chinesas em abril, reforçando ideia de que o maior consumidor de metais do mundo está se recuperando. O Petróleo WTI dispara e supera US$ 31, maior nível em mais de um mês, com queda das perfurações de poços nos EUA e cortes de produção em outros países.

Essa recuperação dos mercados ocorre mesmo com um novo embate entre Estados Unidos e China. O país asiático prometeu adotar retaliações contra empresas americanas, o que pode gerar volatilidade. Vale destacar que a China divulgou orientação para elevar investimentos no oeste do país.

Na Ásia, os ganhos foram mais modestos. O Nikkei, de Tóquio, registrou alta de 0,48%. No domingo à noite, a terceira maior economia do mundo anunciou retração do PIB de 0,9% de janeiro a março na comparação com o trimestre anterior. A queda, anualizada, é de 3,4%. O Hang Sang, de Hong Kong, caiu 0,58% nesta segunda-feira, e o índice Shangai subiu 0,24%.

Veja o desempenho dos mercados, às 7h42

Nova York

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*S&P 500 Futuro (EUA), +1,41%

*Nasdaq Futuro (EUA), +1,15%

*Dow Jones Futuro (EUA), +1,50%

Europa

*Dax (Alemanha), +2,72%

*FTSE (Reino Unido), +2,13%

*CAC 40 (França), +2,12%

*FTSE MIB (Itália), +1,24%

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Ásia

*Nikkei (Japão), +0,48% (fechado)

*Hang Seng (Hong Kong), +0,58% (fechado)

*Xangai (China), +0,24% (fechado)

*Petróleo WTI, +7,71%, a US$ 31,70 o barril

*Petróleo Brent, +5,69%, a US$ 34,35 o barril

**Contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa de Dalian fecharam em alta de 5,41%, cotados a 691.500 iuanes, equivalente hoje a US$ 97,15 (nas últimas 24 horas).
USD/CNY = 7,1179 (+0,23%)

*Bitcoin, US$ 9.580, -0,86%

2. Agenda 

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Além dos dados de inflação divulgados pelo IGP-10 e pelo IPC-S, às 8h25 foram revelados os dados da pesquisa Focus do Banco Central com as projeções do mercado para a economia. A projeção para o PIB em 2020 passou de queda de 4,11% para 5,12%.

Às 15h, serão divulgados os dados da balança comercial semanal até 17 de maio.

Na Europa, o presidente francês, Emmanuel Macron, e a primeira-ministra alemã, Angela Merkel, se reunirão nesta segunda-feira, por vídeo-conferência, para tratar de medidas conjuntas no combate ao coronavírus e à recuperação da economia da região. Ao final dessa reunião, por volta do meio-dia (horário de Brasília), ambos vão publicar uma declaração conjunta e participar de uma coletiva de imprensa para esclarecer os principais pontos.

A iniciativa franco-alemã deve reunir ações na área da saúde e recuperação econômica, assim como a soberania industrial da região. A França tem liderado os esforços para a saída da crise causada pela pandemia sanitária. A tentativa é convencer a Alemanha de fazer uma emissão de dívida pública de forma conjunta. Os dois líderes já haviam conversado no dia 8 de maio, quando foi comemorado os 75 anos do fim da Segunda Guerra Mundial, sobre a necessidade de um maior envolvimento entre as economias europeias.

3. Espera por novo ministro

O Brasil aguarda a escolha do novo ministro da Saúde após a saída de Nelson Teich na última sexta-feira, em meio à espiral de casos de coronavírus, com país apenas atrás dos EUA, Rússia e Reino Unido como epicentro global para a doença.

Segundo a coluna Painel, da Folha de S. Paulo, Jair Bolsonaro disse a aliados neste final de semana que não quer ser açodado na escolha do futuro ministro da Saúde que entrará no lugar de Teich. Por isso, cresce entre assessores do presidente a avaliação de que o general Eduardo Pazuello, ministro interino, ficará à frente da pasta por pelo menos mais uma semana.

Pazuello deve assinar um novo protocolo da pasta sobre o uso da cloroquina inclusive para pacientes com sintomas leves da doença. Esse foi o ponto que causou embate entre o antigo ministro, que ficou menos de um mês no cargo, e o presidente Jair Bolsonaro.

Com temor sobre os impactos do isolamento social na economia, o presidente também tem pedido a reabertura da economia, mesmo com o crescimento do número de casos e mortes causadas pela Covid-19. Dados do Ministério da Saúde mostram que o Brasil conta com 241.080 casos confirmados desde o início da pandemia e 16.118 óbitos.

4. Embate político

A semana começa também com a repercussão do relato do empresário Paulo Marinho ao jornal “Folha de S.Paulo”. Em entrevista publicada no domingo, o ex-aliado do presidente Jair Bolsonaro afirmou que o senador Flavio Bolsonaro (Repuplicano-RJ), filho do presidente, foi avisado sobre investigações da Polícia Federal realizadas em 2018 e que envolviam seu gabinete – na ocasião, Flavio ocupava o cargo de deputado estadual.

A Polícia Federal vai investigar essa denúncia, que deve ser absorvida pelo inquérito que já tratava das acusações do ex-ministro da Justiça Sergio Moro sobre possível interferência de Jair Bolsonaro em investigações da PF.

Segundo informações da Folha, Marinho deve prestar depoimento, mas ainda não há uma data definida. Na entrevista, o empresário disse ter ouvido de Flávio que, em outubro de 2018, foi procurado por um delegado da PF e avisado sobre a Operação Furna da Onça, que investigava as “rachadinhas” na Assembleia do rio. Essa operação, segundo Marinho, teria sido postergada para ser deflagrada em novembro e, dessa forma, não atrapalhar a eleição de Jair Bolsonaro.

5. Noticiário corporativo

No cenário corporativo, o final da temporada de balanços está no radar. A Equatorial e a Marfrig divulgam os resultados do primeiro trimestre após o fechamento dos mercados. Na última sexta-feira, Cemig divulgou prejuízo de R$ 56,8 milhões e a Even registrou lucro líquido de R$ 36,3 milhões.

Ainda no radar corporativo, a Vale comentou nota do Mining.com, em que apontou na semana passada que a cidade de Brumadinho suspendeu a licença de operação da Vale depois que agentes de saúde disseram que as atividades no local não respeitavam as regras de isolamento social. O município também interrompeu as obras de reparo da barragem de rejeitos da mina Córrego do Feijão, segundo a reportagem.

A Petrobras iniciou fases não vinculantes para venda Gaspetro e NTS, enquanto a JBS aumentou a produção nos EUA após reabertura de unidades. Por fim, a Cogna Educação aprovou a 6ª emissão de R$ 500 milhões em debêntures.

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