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Os 5 assuntos que vão movimentar o mercado nesta segunda-feira

Prévia do PIB do Brasil, início da vacinação, PIB da China e feriado dos EUA no radar dos mercados

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SÃO PAULO – O ritmo de vacinação contra o coronavírus no Brasil será observado de perto pelos investidores após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovar no domingo (17) o uso emergencial das vacinas CoronaVac, do Instituto Butantan em parceria com a chinesa Sinovac, e a da Fiocruz, produzida em parceria com a farmacêutica AstraZeneca e a Universidade de Oxford (Reino Unido). Logo após reunião da Anvisa, João Doria, governador de São Paulo, e Eduardo Pazuello, ministro da Saúde, deram coletivas e fizeram provocações mútuas.

Em dia de feriado nos EUA por conta do Dia de Martin Luther King, o noticiário econômico mundial acompanha os dados melhores do que o esperado da economia da China de 2020, que cresceu 2,3% em 2020, ainda que no menor índice em 44 anos. Por aqui, atenção para o IBC-Br, considerado prévia do PIB, de novembro, e para o exercício das opções na B3, esta manhã, que pode elevar a volatilidade do mercado. Confira os destaques:

1. Bolsas mundiais

As bolsas europeias têm quedas nesta segunda-feira (18), em que os índices americanos não operam por conta de um feriado. Na semana passada, os mercados fecharam em terreno negativo, assimilando o anúncio pelo presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, de uma ambiciosa proposta de pacote de estímulos, no valor de US$ 1,9 trilhão, com os investidores vendo dificuldades de implementação das medidas.

Biden, que assume na quarta (20), também pretende anunciar um segundo pacote de estímulos em fevereiro. Nesta segunda, os mercados dos Estados Unidos estão fechados por conta do feriado de Martin Luther King.

Na Europa, a implementação de programas de vacinação continua a dominar o noticiário. No domingo (17), milhares de pessoas participaram de um protesto não autorizado na Holanda contra medidas de lockdown que vêm sendo implementadas no país. O grupo foi dispersado pela polícia.

O Reino Unido continua na dianteira em sua campanha de vacinação. Nesta segunda, o programa foi ampliado de forma a oferecer a vacina a qualquer pessoa com mais de 70 anos, além daqueles que são considerados clinicamente extremamente vulneráveis.

No sábado (16), o congresso da União Democrata Cristã, o conservador partido da chanceler da Alemanha, Angela Merkel, escolheu o seu novo presidente, Armin Laschet.

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Assim, ele fica em posição de potencialmente substituir Merkel como chanceler nas eleições que devem ocorrer no final deste ano. Atualmente, o político é o primeiro ministro da Renânia do Norte-Westfália, o estado alemão mais populoso, que tem como capital Düsseldorf.

As ações do Carrefour tiveram quedas de mais de 7% pela manhã desta segunda, após a gigante canadense, Alimentation Couche-Tard, abandonar sua proposta de compra daquela que é a maior rede de supermercados da Europa. Na semana passada, o governo francês sinalizara que poderia intervir sobre a proposta.

O índice Eurostoxx tem queda de 0,08%; o Dax, da Alemanha, se mantém estável; o FTSE 100, do Reino Unido, cai 0,11%; o CAC 40, da França, cai 0,21%; e o FTSE MIB, da Itália, sobe 0,19%.

No noticiário corporativo, no final de semana, a FCA, proprietária da Fiat Chrysler, e o PSA Group, dono da Peugeot, finalizaram a sua fusão no valor de US$ 52 bilhões. A nova companhia, chamada Stellantis, deverá ser capitaneada pelo antigo CEO do PSA, Carlos Tavares. As ações da Stellantis têm alta de 2,8% nesta segunda.

As ações na Ásia fecharam com resultados variados entre si. Investidores na região reagiram à divulgação de novos dados da China, que indicam crescimento de 2,3% do PIB em 2020, apesar da pandemia. Apenas no quarto trimestre, a alta foi de 6,5% frente ao mesmo período do ano anterior, também acima das expectativas de analistas.

O desempenho ficou acima da expectativa de economistas, de avanço de 2%. Por outro lado, as vendas no varejo tiveram retração de 3,9% em 2020. No quarto trimestre, houve alta de 4,6% frente ao mesmo período do ano passado.

Veja o desempenho dos principais índices às 6h20 (horário de Brasília):

Estados Unidos
*S&P 500 Futuro (EUA), (fechado)
*Nasdaq Futuro (EUA), (fechado)
*Dow Jones Futuro (EUA), (fechado)

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Europa
*Dax (Alemanha), estável
*FTSE 100 (Reino Unido), -0,11%
*CAC 40 (França), -0,21%
*FTSE MIB (Itália), +0,19%

Ásia
*Nikkei (Japão), -0,97% (fechado)
*Hang Seng Index (Hong Kong), +1,01% (fechado)
*Kospi (Coreia do Sul), -2,33% (fechado)
*Shanghai SE (China), +0,84% (fechado)

Commodities e bitcoin
*Petróleo WTI, -0,04%, a US$ 52,34 o barril
*Petróleo Brent, -0,15%, a US$ 55,01 o barril
*Bitcoin, +3,77%, a US$ 36.226,87
Sobre o minério: **Contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa de Dalian com alta de 1,65%, cotados a 1075,5 iuanes, equivalente hoje a US$ 165,63 (nas últimas 24 horas).
USD/CNY = 6,49

2. Agenda de indicadores

Nesta segunda, ministros das Finanças de países da Zona do Euro se encontrarão.

Nesta manhã, o Banco Central divulgou o Boletim Focus, com previsões de economistas a respeito de indicadores importantes, como inflação, PIB, juros e taxa de câmbio. A expectativa para o IPCA de 2021 passou de alta de 3,34% para 3,43% e foi mantida em 3,5% para 2022. A projeção para o PIB teve leve alta de 3,41% para 3,45% e foi mantida em alta de 2,5% em 2022. A Selic para 2021 teve a projeção mantida em 3,25% e em 4,75% para 2022. Por fim, a projeção de dólar para este ano ficou em R$ 5.

Às 9h, o Banco Central divulga o índice IBC-Br, indicador da atividade econômica no país, relativo a novembro. A sessão também marca o vencimento de opções sobre ações na B3, o que pode garantir volatilidade ao índice.

3. Covid e vacinas no Brasil

O consórcio de veículos de imprensa que sistematiza dados sobre Covid coletados por secretarias estaduais de Saúde no Brasil divulgou, às 20h de domingo (17), o avanço da pandemia em 24 h no país.

A média móvel de casos confirmados em 7 dias foi de 54.040, alta de 53% frente ao período encerrado 14 dias antes. Em apenas um dia foram registrados 26.400 casos. A média móvel de mortes em 7 dias foi de 961, alta de 36% frente ao patamar registrado 14 dias antes. Em apenas um dia foram registradas 518 mortes.

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No domingo, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou por unanimidade para uso emergencial a vacina CoronaVac, desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantan. A vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford e pela Astrazeneca, que no Brasil têm como parceira a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), também foi aprovada.

Durante a reunião que discutiu as vacinas, os diretores da Anvisa afirmaram que os resultados dos testes atendem aos critérios de eficácia estabelecidos pela OMS (Organização Mundial de Saúde).

Eles destacaram que não há medicamentos que comprovadamente funcionem contra a doença, o que torna necessária a vacinação em caráter emergencial com uso dos imunizantes de Butantan e Fiocruz. E ressaltaram que o início da vacinação não justifica o fim da adoção de medidas de isolamento social, proteção e assepsia, que devem ser mantidas.

Último a votar, o médico Antonio Barra Torres, diretor-presidente da Anvisa, afirmou: “Me dirijo ao cidadão brasileiro que nos atinge. A imunidade leva um tempo para se estabelecer. Use máscara, mantenha distanciamento social, higienize suas mãos”.

Outro diretor da Anvisa, Alex Campos, realizou críticas à atuação do Estado brasileiro na pandemia. “A tragédia humana de Manaus (…) é a expressão mais triste e revoltante da falha objetiva do estado em todos os níveis”.

O estado de São Paulo iniciou, já no domingo, a vacinação de grupos prioritários, que continua no decorrer desta semana. A primeira pessoa a ser vacinada foi a enfermeira Mônica Calazans, de 54 anos, que trabalha na UTI do Instituto de Infectologia Emílio Ribas.

O Ministério da Saúde inicia nesta segunda a distribuição de quase 6 milhões de doses da CoronaVac entre estados e o Distrito Federal. Sede do Instituto Butantan, São Paulo deverá ficar com 1,349 milhão de doses. Durante a manhã desta segunda, Eduardo Pazuello, ministro da Saúde, adiantou o início da vacinação no Brasil a partir das 17h de hoje.

O domingo também foi marcado pela primeira fase do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio). O ministro da Educação, Milton Ribeiro, afirmou que a realização da prova em meio à pandemia foi “algo vitorioso”, apesar da abstenção recorde, de 51,5%, e de casos em que estudantes que compareceram aos locais de testes não puderam realizar a prova devido a excesso de pessoas.

4. Economia estuda programas para o mercado de trabalho

Nesta segunda, o governo inicia os pagamentos do Bolsa Família de 2021, sem o valor adicional do auxílio emergencial. Mais de 14,2 famílias receberão o benefício, com valor médio de R$ 190. No caso das famílias que também recebiam o auxílio, o valor será R$ 400 menor. O programa deverá custar R$ 2,7 bilhões ao todo.

Ainda no radar, segundo reportagem de bastidores do jornal Folha de S. Paulo, a avaliação interna no Ministério da Infraestrutura é de que a movimentação em torno de uma possível greve de caminhoneiros não reverberou, e não deve resultar em uma parada efetiva.

Na sexta, o jornal Folha de S. Paulo publicou uma reportagem em que afirma que o ministro da Economia tem entre suas prioridades a retomada do mercado de trabalho, e que sua pasta avalia a criação de diferentes programas para tratar do tema.

A equipe econômica considera uma ampla desoneração da folha de pagamentos como o plano ideal, mas também trabalha com outras possibilidades mais factíveis, como reduzir os encargos para contratação de mão de obra para todos os setores.

Neste caso, poderia ser criado um imposto substituto, que incidiria sobre transações financeiras, como ocorria com a extinta CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentações Financeiras). Esta medida vem sendo aventada há meses por Guedes, e tem resistência no Congresso.

Devido à dificuldade de aprovar um pacote mais amplo, a pasta também discute uma desoneração direcionada aos trabalhadores que recebem apenas um salário mínimo.

5. Radar corporativo

Segundo o Estadão, a Petrobras aguarda a aprovação de autoridades para abrir uma nova entidade de gestão de benefícios de seus funcionários. Ao invés de uma fundação, como a Petros, que gere o fundo de pensão atualmente, a empresa pretende criar uma associação.

A Petrobras diz que a mudança é impulsionada por questões tributárias, e que espera economizar pelo menos R$ 6,2 bilhões em dez anos. Entidades sindicais estão recorrendo ao Judiciário e ao Legislativo para tentar barrar a medida.

O grupo Ultra busca vender a divisão química, Oxiteno, avaliada em US$ 1,5 bilhão, e a rede de farmácias Extrafarma. Segundo o jornal Valor, a Oxiteno tem vários interessados, inclusive grupos estrangeiros, mas a Extrafarma não tem atraído muitos potenciais compradores.

A Alimentation Couche-Tard, do Canadá, suspendeu as negociações sobre a compra do grupo Carrefour, controlador indireto do Carrefour Brasil, devido à oposição do governo francês, que afirmou ter receios sobre o impacto da transação para a segurança alimentar e para os empregos do país. O negócio era avaliado em US$ 20 bilhões.

A Ez Tec  divulgou prévia operacional na última sexta-feira, informando R$ 381 milhões em Valor Geral de Vendas (VGV) de lançamentos no quarto trimestre de 2020, superior aos R$ 206 milhões do terceiro trimestre de 2020, mas abaixo dos R$ 934 milhões dos últimos três meses de 2019.

A Engie Brasil Energia, do grupo francês Engie, informou na sexta-feira que fechou um contrato de compra de turbinas para viabilizar um complexo de geração eólica no Rio Grande do Norte que exigirá investimentos de cerca de R$ 2,2 bilhões.

A JBS comunicou sua intenção de resgatar, em dinheiro, todo o saldo remanescente de US$ 1,05 bilhão, referente às Notas Sêniores com cupom de 5,750%, e vencimento em 2025.

A elétrica estatal Cemig, controlada pelo governo de Minas Gerais, precisa de recursos para cobrir necessidades bilionárias de investimento, e uma alternativa para levantar caixa seria uma oferta primária de ações, disse o secretário-geral da administração estadual, Mateus Simões. O governador Romeu Zema (Partido Novo) já manifestou desejo de privatizar a Cemig, mas recentemente admitiu dificuldades políticas para levar a operação adiante no curto prazo. “Conhecendo a necessidade de investimentos que se aproximam de R$ 15 bilhões, o que o governador tem afirmado é a necessidade de garantir esse aporte, que o Estado, como controlador, não tem condições de fazer”, disse o secretário Simões, em nota.

(Com Reuters e Agência Estado)

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