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Os 5 assuntos que vão movimentar o mercado nesta segunda-feira

Bolsas mundiais voltam a cair com receio sobre segunda onda do coronavírus; reação à saída de Mansueto do governo e mais destaques

Gráfico de queda
(Gearstd/Getty Images)
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Os investidores vão enfrentar nesta segunda-feira mais um pregão de forte aversão ao risco. No exterior, as Bolsas europeias e os futuros americanos caem com as preocupações sobre os efeitos de uma segunda onda do novo coronavírus. Uma nova onda de contaminação pode retardar o processo de recuperação da economia global.

Além da tensão no mercado global, os investidores no Brasil também devem ficar de olho nas repercussões sobre a saída do secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida. No cargo desde 2018, ele é um dos principais fiadores do ajuste fiscal.

No cenário corporativo, a Justiça do Trabalho determinou o afastamento dos funcionários da unidade de Trindade do Sul (RS) da JBS por 14 dias para testes de Covid-19. Já na CCR, Marco Cauduro irá assumir a presidência da empresa em 6 de julho.

1.  Bolsas mundiais

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A semana começa com uma maior aversão ao risco por parte dos investidores, que temem os efeitos de uma segunda onda do novo coronavírus no processo de recuperação da economia global.

Na Europa, o DAX, de Frankfurt, recua 0,76% e o CAC 40, da Bolsa de Paris, cai 0,59%.

“O risco é que, globalmente, tenhamos uma segunda onda. Agora é a hora de ter exposição a títulos de longa duração no portfólio”, disse, à Bloomberg, Chris Iggo, diretor de investimentos da AXA Investment Managers.

Uma segunda onda dificulta a recuperação da economia global, já que medidas de isolamento social devem ser retomadas. Nos Estados Unidos, 20 estados registraram elevação no número de casos de Covid. Em Tóquio, no Japão, também foi visto um avanço dos casos no final de semana e, em Pequim (China), as autoridades locais decidiram fechar um mercado.

Os futuros do Dow Jones caem 1,97% e os do S&P 500 registram desvalorização de 1,71%.

Ainda nos Estados Unidos, houve o aumento das tensões sociais após a morte de Rayshard Brooks, um homem negro, por policiais de Atlanta na noite de sexta-feira. Os protestos contra o racismo e violência policial se intensificaram no país desde a morte de George Floyd, no final de maio.

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Já na Ásia, uma série de indicadores da China ficaram aquém do esperado e também contribuíram para o maior mau humor do mercado. Em maio, a produção industrial da segunda maior economia do mundo teve expansão anual de 4,4%, mas a previsão de analistas era de aumento de 5%. No mesmo período, as vendas no varejo caíram 2,8%, ante projeção de queda de 2%. Também decepcionaram os investimentos em ativos fixos, que recuaram 6,3% entre janeiro e maio em relação a igual período do ano passado. Neste caso, a projeção era de queda de 6%.

Veja o desempenho dos mercados, às 7h34 (horário de Brasília):

Nova York
*S&P 500 Futuro (EUA), -1,71%
*Nasdaq Futuro (EUA), -1,31%
*Dow Jones Futuro (EUA), -1,97%

Europa
*Dax (Alemanha), -0,76%
*FTSE 100 (Reino Unido), -0,74%
*CAC 40 (França), -0,59%
*FTSE MIB (Itália), -0,32%

Ásia
*Nikkei 225 (Japão), -3,47% (fechado)
*Hang Seng Index (Hong Kong), -2,16% (fechado)
*Shanghai SE (China), -1,02% (fechado)
*Petróleo WTI, -1,49%, a US$ 35,72 o barril
*Petróleo Brent, -0,70%, a US$ 38,46 o barril

**Contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa de Dalian fecharam estáveis, cotados a 762.500 iuanes, equivalente hoje a US$ 107,46 (nas últimas 24 horas).
USD/CNY = 7,0955 (+0,17%)

2. Indicadores econômicos

O Banco Central divulga às 8h25 o boletim Focus, que faz um compilado das projeções macroeconômicas do Brasil feitas por economistas de diferentes instituições.

Já às 15h será divulgada a balança comercial semanal pela Secretaria de Comércio Exterior.

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Nos Estados Unidos, o índice Espire State de atividade industrial referente ao mês de junho será publicado às 9h30 (horário de Brasília).

E nesta segunda-feira há pronunciamento de dois integrantes do comitê de política monetária (Fomc, na sigla em inglês) do Federal Reserve (Fed, o bc americano). Às 12h, é a vez do presidente do Fed de Dallas, Robert Kaplan. Já Mary Daly, presidente do Fed de São Francisco, faz um pronunciamento às 12h30.

3. Olho no fiscal

O secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, afirmou, no domingo, que está de saída do cargo. No cargo desde 2018, ele sempre fez uma defesa enfática do ajuste fiscal.

A saída de Mansueto da equipe de Guedes já era esperada, mas ocorre no momento em que o governo precisa elevar os seus gastos para lidar com os efeitos econômicos da pandemia do novo coronavírus.

Em entrevista ao jornal “O Globo”, o secretário afirmou que o seu substituto será comprometido com o ajuste, ou “ele não sobrevive um dia” no cargo.

Ainda não há uma data definida para a saída de Mansueto do cargo. Ele deverá cumprir uma quarentena e, na sequência, ir para a iniciativa privada.

4. Investigações em Brasília

A Procuradoria-Geral da República (PGR) decidiu investigar o ato, realizado no sábado à noite, em que manifestantes favoráveis ao governo de Jair Bolsonaro atiraram fogos de artifício em direção ao STF (Supremo Tribunal Federal), simulando um bombardeio.

A PGR determinou a abertura de uma notícia de fato, nome que se dá a investigação preliminar, em resposta a um pedido do presidente da corte, Dias Toffoli.

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A abertura da notícia fato ocorreu no mesmo dia de novas manifestações pelo país, mas mais esvaziadas que no domingo anterior. Novamente, as ruas tiveram a presenta de manifestantes favoráveis ao governo e, do outro lado, grupos em favor da democracia.

O governo lida ainda com o aumento dos casos de coronavírus no país. Segundo o balanço do Ministério da Saúde, divulgado no início da noite de domingo, foram confirmadas 612 mortes em 24 horas, elevando o total para 43.332 óbitos. Já o número de casos chegou a 867.624. No levantamento feito por um consórcio de jornais, o número de mortes em 24 horas foi de 598. O total de óbitos chega a 43.389 e o de casos, a 867.882.

5. Panorama corporativo

A Covid-19 segue tendo impacto sobre as operações das empresas. A Justiça do Trabalho do Rio Grande do Sul determinou que a JBS afaste todos os funcionários diretos e terceirizados da unidade de Trindade do Sul (RS) por 14 dias para testes de Covid-19, segundo a agência Reuters.

Pela decisão, o afastamento é válido a partir de 13 de junho e a JBS precisa manter a remuneração de todos os trabalhadores da unidade, sob pena de multa diária de R$ 25 mil.

Já a CCR anunciou que o Conselho de Administração da empresa elegeu Marco Cauduro como novo presidente. O executivo, que já ocupou o cargo de diretor-presidente na Log-in, assume o cargo em 6 de julho.

(Com Agência Estado)

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