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Os 5 assuntos que vão movimentar o mercado nesta segunda-feira

Principais bolsas mundiais seguem em queda na esteira da crise entre Estados Unidos e Irã, enquanto petróleo brent chega aos US$ 70

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A situação geopolítica conturbada no Oriente Médio, com a escalada das tensões entre os Estados Unidos e o Irã, voltou a pesar sobre os mercados nesta segunda-feira. Os investidores tendem a fugir das ações e buscar ativos mais seguros como o ouro.

Bolsas da Ásia fecharam em queda, enquanto as da Europa abriram em baixa. Futuros de Nova York operam em terreno negativo. Enquanto isso, o preço do petróleo sobe em outra jornada, com o barril do Brent superando US$ 70 e o do WTI os US$ 64.

No noticiário corporativo, destaque para a venda de ações da Petrobras após a empresa ter enviado comunicado para a SEC na noite do dia 3. A venda poderá levantar mais de US$ 5,8 bilhões (R$ 23 bilhões).

1. Bolsas mundiais

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Os futuros de Nova York operam em terreno negativo na manhã desta segunda-feira. Os investidores tendem a fugir das ações e da tomada de risco, devido à escalada das tensões entre os Estados Unidos e o Irã.

As bolsas da Ásia fecharam hoje em queda; os mercados europeus abriram e operam em baixa. Enquanto isso o preço do petróleo continua a subir, com o Brent superando US$ 70 o barril e o WTI ultrapassando US$ 64.

No final de semana, o Parlamento do Iraque aprovou a retirada de todas as tropas estrangeiras do país, enquanto o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou punir Bagdá com sanções econômicas caso isso ocorra.

Veja o desempenho dos mercados, às 7h25 (horário de Brasília):

Nova York
*S&P 500 Futuro (EUA), -0,61%
*Nasdaq Futuro (EUA), -0,72%
*Dow Jones Futuro (EUA), -0,59%

Europa
*Dax (Alemanha) , -1,76%
*FTSE (Reino Unido), -0,97%
*CAC 40 (França), -1,22%
*FTSE MIB (Itália), -1,57%

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Ásia
*Hang Seng (Hong Kong), -0,79% (fechado)
*Xangai (China), -0,01% (fechado)
*Nikkei (Japão), -1,91% (fechado)

*Petróleo WTI, +1,27%, a US$ 63,85 o barril
*Petróleo Brent, +1,49%, a US$ 69,62 o barril

**Contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa de Dalian fecharam em alta de +0,75%, cotados a 668,00 iuanes, equivalentes a US$ 95,79 (nas últimas 24 horas). USD/CNY= 6,9579 (-0,14%)
*Bitcoin, US$ 7.540,46 +2,56%

2. Indicadores econômicos

No Brasil, o Banco Central publica às 8h25 a pesquisa Focus com as projeções do mercado para a economia. A FGV publica pela manhã o IPC-C1 de dezembro.

Nos Estados Unidos, será divulgada a pesquisa PMI para os serviços, relativa a dezembro, às11h45. Na Europa, serão divulgados vários indicadores na manhã de hoje, como índice de confiança do investidor (janeiro) e pesquisas PMI para os serviços e PMI composto.

Vale destacar ainda que a limitação dos juros do cheque especial, anunciado pelo CMN, entra em vigor nesta segunda-feira.
O CMN limitou a 8% ao mês a taxa de juros na modalidade e permitiu a cobrança de tarifas para o uso das linhas.

3.  Política 

O presidente Jair Bolsonaro liberou um valor recorde em emendas parlamentares em 2019, informa reportagem do jornal O Estado de S. Paulo desta segunda-feira. No ano passado, foram desembolsados R$ 5,7 bilhões, mais do que os R$ 5,29 bilhões liberados em 2018 por Michel Temer.

Segundo a reportagem, na conturbada relação com o Congresso, Bolsonaro não deixou de atender a pedidos dos deputados federais para as suas bases nos Estados.

4. Casa da Moeda

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A Casa da Moeda do Brasil (CMB) passa por um processo de reestruturação que inclui a redução das despesas com a folha de pessoal e cortes nos benefícios, informa reportagem de hoje do jornal Valor Econômico. A CMB será privatizada, após três anos de prejuízos.

“Se a Casa da Moeda continuar deficitária ela será liquidada e não privatizada. É o pior cenário para uma empresa centenária”, disse o presidente da CMB, Eduardo Sampaio, que está há seis meses no cargo. Em 2017, a estatal teve prejuízos de R$ 117 milhões. Em 2018, o prejuízo foi de R$ 93,3 milhões, mas em 2019 o prejuízo cresceu para mais de R$ 200 milhões, porque foram lançadas perdas contábeis de anos anteriores. A previsão atual é que o leilão de privatização ocorra até o final de 2020.

5. Noticiário corporativo

Na noite de sexta-feira (3), a Petrobras protocolou um comunicado na SEC, a Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos, no qual informa que pretende vender 734 milhões de ações na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE). Essas ações correspondem a um valor de mercado de US$ 5,82 bilhões (R$ 23,5 bilhões). Não está claro quando a operação começa. Segundo informações publicadas ontem (5) no portal do Estadão, essas ações são do BNDES e o banco estatal pretende vender a sua participação na petrolífera.

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