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Os 5 assuntos que vão movimentar o mercado nesta quinta-feira

Bolsas caem com investidores repercutindo dados da Alemanha e à espera de PIB dos EUA; repercussão de balanços de Vale, Ambev e Bradesco no radar

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A cautela impera nesta quinta-feira e os mercados acionários operam em terreno negativo. As Bolsas americanas e os futuros de Nova York operam em queda em meio às preocupações com o avanço dos casos da Covid-19 e à retração da economia alemã.

O PIB do segundo trimestre da Alemanha apresentou um recuo acima do esperado, o que fez crescer o temor em relação aos dados dos Estados Unidos, que irá divulgar o seu PIB às 9h30.

No Brasil, a temporada de balanços mostra como as empresas foram afetadas pelas medidas de isolamento adotadas para conter o avanço da pandemia do novo Coronavírus. Vale, Bradesco e Grupo Pão de Açúcar estão em destaque:

1. Bolsas mundiais

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A cautela impera nesta quinta-feira e os mercados acionários operam em terreno negativo. As Bolsas europeias e os futuros de Nova York operam em queda em meio às preocupações com o avanço dos casos da Covid-19 e à retração da economia alemã.

O DAX, de Frankfurt, apresenta recuo de 2,48%. O PIB da Alemanha, divulgado nesta manhã, mostrou retração de 10,1% no segundo trimestre, recuo pior que o esperado, uma vez que a estimativa era de baixa de 9%.

O sentimento negativo predomina mesmo após o presidente do Federal Reserve (Fed, o bc americano), Jerome Powell, ter afirmado que a autoridade monetária irá utilizar de todas as suas ferramentas para garantir a recuperação da economia.

“O Fed se comprometeu a fazer o possível para apoiar a economia e manter o ambiente de liquidez muito flexível”, disse, à Bloomberg, Margaret Yang, estrategista do DailyFX.

Os futuros do Dow Jones registram desvalorização de 0,84% e os do S&P 500 caem 0,88%.

Embora o Fed tenha garantido a liquidez, há uma grande expectativa em relação à divulgação do resultado das empresas do setor de tecnologia. De acordo com Yang, esse setor é crítico para o sentimento de mercado. Apple, Amazon e Alphabet divulgam seus resultados nesta quinta-feira.

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E segue no radar os investidores as preocupações com o avanço dos casos de Covid-19. Já são mais de 17 milhões de pessoas contaminadas no mundo e 670 mil. Países da Europa registram o aumento de casos. É também motivo de preocupação o grande número de infectados nos Estados Unidos e Brasil.

No mercado asiático, o pregão também foi de perdas. O Shangai SE registrou leve queda de 0,23% e o Hang Seng Index, de Hong Kong, recuou 0,69%. Em Tóquio, o Nikkei 225 caiu 0,26%.

*Veja o desempenho dos mercados, às 7h37 (horário de Brasília):

Nova York

*S&P 500 Futuro (EUA), -0,88%

*Nasdaq Futuro (EUA), -0,96%

*Dow Jones Futuro (EUA), -0,84%

Europa

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*Dax (Alemanha), -2,48%

*FTSE 100 (Reino Unido), -0,93%

*CAC 40 (França), -1,25%

*FTSE MIB (Itália), -0,93%

Ásia

*Nikkei 225 (Japão), -0,26% (fechado)

*Hang Seng Index (Hong Kong), -0,69% (fechado)

*Shanghai SE (China), -0,23% (fechado)

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Commodities e bitcoin

*Petróleo WTI, -1,50%, a US$ 40,65 o barril

*Petróleo Brent, -1,37%, a US$ 43,15 o barril

**Contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa de Dalian fecharam em alta de 1,02%, cotados a 840.000 iuanes, equivalente hoje a US$ 119,91 (nas últimas 24 horas).
USD/CNY = 7,0050 (+0,05%)

*Bitcoin, US$ 10.954, -0,79%

2. Agenda

A Fundação Getúlio Vargas (FGV) divulga, às 8h, o resultado da inflação medida pelo IGP-M referente ao mês de julho.

A atenção, no entanto, estará voltada para os Estados Unidos. Às 9h30 (horário de Brasília), será divulgado o Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre. De acordo com o consenso Bloomberg, o PIB anualizado deve ter queda de 34,5% na comparação trimestral, enquanto os  novos pedidos seguro-desemprego até 25 de julho devem somar 1,45 milhão.

No mesmo horário, saem os dados do seguro-desemprego.

Já na Ásia, o Japão divulga, às 20h50, os dados sobre a produção industrial no mês de junho. E às 22h sai o PMI industrial na China.

Na agenda do InfoMoney, às 17h, o professor Alan Ghani apresenta o programa Renda Fixa Turbinada. O programa é transmitido no Youtube do canal.

3. Desoneração em troca de imposto

O Ministério da Economia estuda propor uma desoneração de até 25% na folha de pagamentos, atingindo todas as faixas salarias, segundo o jornal “Folha de S.Paulo”. A proposta anterior era fazer a desoneração apenas sobre os rendimentos de até um salário mínimo.

Essa alteração, no entanto, está atrelada à criação de um novo imposto, aos moldes da antiga CPMF, que irá incidir sobre pagamentos. Esse novo imposto teria uma alíquota de 0,2% e poderia arrecadar R$ 120 bilhões ao ano.

4. Leilão 5G

As mudanças tributárias propostas pelo governo vão encarecer os serviços de telecomunicações e devem adiar os investimentos na tecnologia 5G no país, segundo reportagem do jornal “Folha de S.Paulo”.

Segundo a reportagem, o presidente da SindiTelebrasil, Marcos Ferrari, afirmou que a alíquota de 12% proposta com a unificação do PIS e Cofins é elevada e por isso irá propor uma alíquota diferenciada para o setor.

O SindiTelebrasil calcula que a alíquota de 12% eleva em 2,7 pontos percentuais a carga média das empresas de telecomunicações com tributos indiretos, que era de 46,7% em 2019. Cálculos preliminares indicam que a alíquota neutra para o setor seria de 6% a 7%.

5. Radar corporativo

A Vale registrou um lucro líquido de US$ 995 milhões no segundo trimestre deste ano, revertendo um prejuízo de US$ 133 milhões em igual período de 2019.

O Ebitda ajustado proforma, excluindo US$ 130 milhões de despesas relacionadas a Brumadinho e US$ 85 milhões de doações relacionadas à Covid-19, totalizou US$ 3,586 bilhões, recuo de 22,5% no comparativo anual. Já o Ebitda ajustado foi de US$ 3,371 bilhões, alta de 8,8%.

A mineradora calcula ainda que os gastos para lidar com a pandemia da Covid-19 totalizaram US$ 112 milhões no primeiro semestre, incluindo doações.

A margem Ebitda, que é a relação percentual entre a receita líquida e a geração operacional de caixa, passou de 34% no segundo trimestre de 2019 para 45% ao final de junho de 2020.

Já o Bradesco registrou um lucro líquido recorrente de R$ 3,873 bilhões no segundo trimestre, queda de 40,1% na comparação com o mesmo período do ano anterior. O lucro contábil foi de R$ 3,506 bilhões, recuo de 42,0%.

Essa queda foi causada, principalmente, pelo aumento das despesas com provisões para perdas no crédito (PDD), que subiram 154,9% na comparação com o segundo trimestre do ano anterior, ficando em R$ 8,890 bilhões.

A carteira de crédito expandida cresceu 0,9% no trimestre e 14,9% em 12 meses, chegando a R$ 661,1 bilhões ao final de junho. A inadimplência (atrasos acima de 90 dias) caiu para 3,0%, ante 3,7% no primeiro trimestre e 3,2% no segundo trimestre de 2019.

Também foi pior o resultado apresentado pela Tim. O lucro líquido ajustado da empresa caiu 24%, para R$ 260 milhões. O Ebitda ficou praticamente estável, em R$ 1,98 bilhão.

A companhia apresentou uma proposta de reorganização societária. O plano envolve a incorporação da empresa controladora TIM Participações pela subsidiária integral TIM SA, com listagem desta no segmento Novo Mercado da B3.

O Grupo Pão de Açúcar (GPA) registrou um lucro líquido de R$ 333 milhões no segundo trimestre do ano, uma queda de 20,3% na comparação anual. Esse recuo ocorreu mesmo com o aumento das vendas ocorrido em meio à pandemia da Covid-19. A companhia é dona das bandeiras Pão de Açúcar, Assaí e Extra.

Desconsiderando as vendas da Via Varejo, na qual o GPA vendeu sua participação em meados do ano passado, o lucro foi de R$ 274 milhões, ante R$ 65 milhões no segundo trimestre de 2019.

O Ebitda cresceu 83,2%, para R$ 1,54 bilhão e a margem Ebitda ajustada passou de 6,6% para 7,6%. As despesas, no entanto, também tiveram forte elevação.

Saindo da temporada de balanços, o Grupo de Moda Soma levantou R$ 1,823 bilhão em sua oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês). Desse total, R$ 1,35 bilhão vai para o caixa da empresa.

O valor da ação foi fixado em R$ 9,90, no centro da faixa indicativa de preço que ia de R$ 8,80 a R$ 11. Os papéis começam a ser negociados na B3 na sexta-feira.

A Soma é dona de marcas como Animale e Fábula.

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