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Os 5 assuntos que vão movimentar o mercado nesta quinta-feira

Temor sobre coronavírus segue impactando o mercado, enquanto investidores em Brasil ficam de olho no IPCA-15 de janeiro

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(Shutterstock)

Os mercados continuam apreensivos com o surto do “vírus de Wuhan” na China. O governo chinês informou que o número de pessoas atingidas pela doença chegou a 571, com 17 mortes. As bolsas da Ásia fecharam hoje em queda, mais acentuada em Xangai e Hong Kong, às vésperas do feriado do Ano Novo Lunar chinês. A partir de amanhã (24) os mercados chineses ficam fechados por uma semana.

Em Nova York, os futuros operam em terreno levemente negativo, enquanto as bolsas europeias abriram em baixa, mas amenizaram as perdas durante o pregão.

Entre os indicadores, hoje o IBGE publica o IPCA-15 e o Banco Central Europeu faz reunião às 9h45, onde decide se mantém ou sobe a taxa de juros na Zona do Euro. No noticiário corporativo, a Eletrobras comunicou que fará uma emissão de notes nos Estados Unidos, no valor de US$ 1,75 bilhão (R$ 7,33 bilhões).

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1. Bolsas mundiais

Os futuros de Nova York estão negativos, mas perto da estabilidade, afetados por mais uma jornada ruim das bolsas de valores na Ásia, particularmente na China, onde aumenta o temor de uma pandemia por causa do “vírus de Wuhan”.

O governo chinês informou que o número de pessoas infectadas atingiu 571, com 17 mortes. A China proibiu as viagens a partir de Wuhan, cidade de 11 milhões de habitantes, para evitar propagação da doença após aumento das mortes. Já a Organização Mundial da Saúde (OMS) se reúne em Paris para decidir se declara o surto do vírus chinês uma emergência mundial.

As bolsas europeias abriram em baixa, mas amenizaram as perdas. Em Nova York, corporações como Intel, American Airlines e Procter & Gamble apresentam hoje seus resultados.

O petróleo tem terceira queda seguida, para o patamar de US$ 55 o barril, com vírus se somando ao aumento da oferta e após o alerta feita pelo Goldman Sachs sobre efeito para os preços se a doença tiver mesmo impacto da SARS.

Veja o desempenho dos mercados, às 7h26 (horário de Brasília):

Nova York
*S&P 500 Futuro (EUA), -0,05%
*Nasdaq Futuro (EUA), +0,01%
*Dow Jones Futuro (EUA), -0,11%

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*Dax (Alemanha) , -0,42%
*FTSE (Reino Unido), -0,26%
*CAC 40 (França), +0,01%
*FTSE MIB (Itália), +0,68%

*Hang Seng (Hong Kong), -1,52% (fechado)
*Xangai (China), -2,75% (fechado)
*Nikkei (Japão), -0,98% (fechado)
*Kospi (Coreia do Sul), -0,93% (fechado)

*Petróleo WTI, -1,45%, a US$ 55,92 o barril
*Petróleo Brent, -1,19%, a US$ 62,48 o barril

**Contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa de Dalian fecharam com alta de -2,33%, cotados a 649,500 iuanes, equivalentes a US$ 97,72 (nas últimas 24 horas). USD/CNY= 6,9300 (-0,41%)
*Bitcoin, US$ 8.454,71 -2,01%

2. Indicadores econômicos

No Brasil, o IBGE publica às 9h o IPCA-15 referente a janeiro de 2020. A inflação deve ter registrado alta de 0,70% em janeiro na comparação mensal, segundo estimativa mediana em pesquisa Bloomberg, depois de ter avançado 1,05% na medição anterior.

Nos Estados Unidos, o Federal Reserve de Kansas City publica às 14h o nível de atividade de janeiro na sua região. Já na União Europeia, o Banco Central Europeu (BCE) terá reunião às 9h45, em que deve decidir pela manutenção dos juros. A presidente do BCE, Christine Lagarde, fala com a imprensa após a reunião.

3. Paulo Guedes e Bolsonaro

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse ontem ao jornal Valor Econômico que o Reino Unido tem interesse em iniciar as negociações para um acordo de livre-comércio com o Mercosul logo após concluir o Brexit em dezembro deste ano. Guedes se reuniu ontem com o ministro britânico das Finanças, Sajid David. “Nós queremos e eles querem” resumiu Guedes, ao fazer um balanço sobre sua participação no Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça.

Representante brasileiro no Fórum Econômico Mundial, Guedes terá uma agenda voltada para debates em seu último dia no evento. Ele participará de duas mesas-redondas e de um painel sobre economia internacional, se encontrará com o presidente de uma empresa de energia e almoçará com representantes do jornal Washington Post.

Já o presidente Jair Bolsonaro embarca, na manhã de hoje, para a Índia, onde é convidado especial para as celebrações do Dia da República, no próximo domingo (26). A viagem deve incluir a assinatura de pelo menos dez acordos bilaterais, em áreas como segurança cibernética, bioenergia e saúde. A previsão é que o avião presidencial chegue a Nova Delhi por volta das 16h desta sexta-feira (24), horário local, sem compromissos oficiais previstos.

4. Judiciário

O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF) anulou a decisão do presidente do Tribunal, Dias Toffoli, que adiou por seis meses a criação da figura do “juiz de garantias” presente no pacote anti-crime sancionado no final do ano passado pelo presidente Jair Bolsonaro. Fux criticou pesadamente a figura do juiz de garantias: “A criação do juiz das garantias não apenas reforma, mas refunda o processo penal brasileiro”, afirmou. Fux é o relator original do caso. Segundo Fux, a Lei tem “vícios de inconstitucionalidade” e Toffoli “ignorou dados da vida real” sobre o judiciário brasileiro. O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse ao jornal O Estado de S. Paulo que a medida de Fux “desrespeitou o Congresso, o presidente da República e o presidente do judiciário (Toffoli)” que aprovaram todos a Lei.

5. Noticiário corporativo

A Eletrobras comunicou que fará uma emissão de notes nos Estados Unidos para levantar US$ 1,75 bilhão (R$ 7,33 bilhões). Segundo a estatal elétrica brasileira, os papéis terão vencimento em cinco e dez anos e a soma será usada para reduzir o endividamento da empresa. Já o Conselho de Administração da Copel, companhia estatal de energia elétrica do Paraná, aprovou a venda das ações que a empresa possui na Eletrosul. A empresa não informou qual é a sua participação na Eletrosul, que é uma subsidiária da Eletrobras.

A Camil acertou a compra da LDA Spa por 37 bilhões de pesos chilenos. Já o  Carrefour Brasil divulgou suas prévias de vendas do quarto trimestre de 2019. O valor bruto consolidado somou R$ 17,6 bilhões no período, um crescimento de 11,4% na comparação com o mesmo trimestre de 2018. No acumulado do ano, as vendas chegaram a R$ 62,220 bilhões, alta de 10,4%.

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(Com Agência Brasil e Agência Estado)