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Os 5 assuntos que vão movimentar o mercado nesta quinta-feira

Bolsas mundiais seguem recuperação, com balanços, BCE e pedidos de auxílio desemprego dos EUA no radar; mudanças ministeriais no Brasil e mais

stocks ações índices bolsa gráfico

SÃO PAULO – A sessão desta quinta-feira (22) é novamente de alta para os principais mercados mundiais, com os investidores mantendo o movimento de recuperação dos índices acionários após uma segunda-feira de baixa com os temores sobre a variante delta e os seus impactos na recuperação global. Nesta data, as atenções se voltam para a temporada de resultados e para a decisão de política monetária do Banco Central Europeu (BCE).

Por aqui, mesmo com o recesso parlamentar, o noticiário político segue movimentado. O presidente Jair Bolsonaro decidiu fazer mais mudanças em seu ministério e vai trazer de vez o centrão para dentro do Palácio do Planalto, com o convite, já aceito, para o senador Ciro Nogueira (PP-PI) assumir a Casa Civil, de acordo com informações de diversos veículos de imprensa.

Ainda em destaque, Paulo Guedes, ministro da Economia, participa de evento da Febraban sobre reforma tributária e de coletiva de divulgação do relatório com atualização de receitas e despesas.

No radar corporativo, atenção para a estreia da Multilaser na B3. Confira os destaques:

1. Bolsas mundiais

As bolsas mundiais avançam nesta quinta-feira (22), mantendo o ritmo positivo do dia anterior e se recuperando de um começo de semana negativo.

Na sessão regular de quarta (21), as bolsas mantiveram a tendência de alta observada no dia anterior. O Dow avançou 0,83%; o S&P subiu 0,82%; e o Nasdaq composto teve alta de 0,92%.

Com os ganhos de terça e quarta, as principais bolsas americanas recuperaram as perdas observadas na segunda-feira, em meio ao avanço da variante delta do coronavírus. Outro fator que contribuiu para as vendas foi a queda do rendimento dos títulos do Tesouro com vencimento em dez anos nos Estados Unidos, que foi a 1,17% no início da semana, o menor patamar em dez anos. Na quarta, o rendimento estava em 1,29%.

Até o momento, 15% das empresas listadas no índice S&P 500 divulgaram seus resultados. Do total, 88% superaram as estimativas de lucro, segundo dados da provedora de infraestrutura e dados do mercado financeiro Refinitiv. E 84% superaram as expectativas quanto a receita.

Entre as empresas listadas em bolsas dos Estados Unidos que divulgarão resultados trimestrais nesta quinta antes da abertura dos mercados estão AT&T, American Airlines e Union Pacific. Depois do fechamento dos mercados, Intel, Twitter e Snap devem divulgar seus resultados.

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Investidores também se mantêm atentos para os dados de novos pedidos semanais de seguro-desemprego pelo Departamento de Emprego nesta quinta. Economistas ouvidos pela Dow Jones esperam que o número de novos pedidos seja de 350 mil, abaixo do patamar anterior, de 360 mil. Também serão divulgados dados sobre moradias.

Atenção ainda para o pacote de estímulos nos EUA. O senador democrata Joe Manchin afirmou na véspera que foram realizados progressos significativos para um acordo bipartidário de infraestrutura, e que um acerto final está “próximo”.

O comunicado foi emitido após o Senado dos EUA votar de maneira contrária a um procedimento de abertura de negociações por um pacote bipartidário de infraestrutura. A medida precisava do apoio de ao menos 60 dentre os 100 parlamentares, mas contou apenas com 49 senadores. No entanto, a expectativa é de que o projeto volte a ser apreciado na próxima semana, após maiores discussões e apresentação de detalhes.

Na quinta, os mercados permaneceram fechados no Japão por conta de um feriado. O índice Hang Seng, de Hong Kong, teve uma das maiores altas, de 1,83%. As ações do China Evergrande Group tiveram alta de 7,87%, após a empresa anunciar que solucionou disputas legais com o China Guangfa Bank, segundo informações da agência internacional de notícias Reuters.

Na China continental, o índice Shanghai subiu 0,34%; na Coreia do Sul, o Kospi subiu 1,07%.

Investidores continuam a monitorar o avanço da variante delta do coronavírus, originária da Índia, que é altamente contagiosa. Os dois maiores estados australianos informaram forte alta nas novas contaminações, e a Indonésia tem número recorde de mortes, segundo informações da Reuters.

Além disso, o preço do Bitcoin se recuperou após ter recentemente baixado a menos de US$ 30 mil. Nesta quinta, a criptomoeda sobe mais de 4%, e é negociada acima de US$ 32 mil.

As bolsas europeias acompanham a alta geral das bolsas mundiais. O índice Stoxx 600, que reúne as ações de 600 empresas de todos os principais setores de 17 países europeus, sobe 0,69%, com destaque positivo das ações dos setores de viagens e lazer, enquanto que o setor de itens domésticos recua 0,6%.

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Nesta quinta, o Banco Central Europeu (BCE) deve divulgar sua decisão mais recente sobre política monetária. Conforme aponta a Reuters, a autoridade monetária deve prometer na quinta-feira um período mais longo de estímulo para cumprir o compromisso de impulsionar a inflação, mas o debate entre os formuladores de política monetária deve ser tenso e nenhuma nova medida será anunciada.

O cerne do debate é se o BCE deve tentar empurrar a inflação temporariamente para acima de sua meta de 2%, um exercício politicamente arriscado para alemães preocupados com a inflação e que já estão céticos com os esforços de estímulo do BCE.

Entre as empresas que divulgam seus resultados nesta quinta estão Unilever, Roche, Publicis e Mulberry Group. As ações da Unilever recuam mais de 4% após a empresa reduzir a sua previsão sobre margem operacional anual, citando custos mais altos.

Veja o desempenho dos principais indicadores às 7h30 (horário de Brasília):

Estados Unidos
*Dow Jones Futuro (EUA), +0,21%
*S&P 500 Futuro (EUA), +0,17%
*Nasdaq Futuro (EUA), +0,13%

Europa
*FTSE 100 (Reino Unido), +0,22%
*Dax (Alemanha), +0,83%
*CAC 40 (França), +0,8%
*FTSE MIB (Itália), +1,1%

Ásia
*Nikkei (Japão), (não abriu)
*Shanghai SE (China), +0,34% (fechado)
*Hang Seng Index (Hong Kong), +1,83% (fechado)
*Kospi (Coreia do Sul), +1,07% (fechado)

Commodities e bitcoin
*Petróleo WTI, +0,868%, a US$ 70,93 o barril
*Petróleo Brent, +0,87%, a US$ 72,86 o barril
*Bitcoin, -0,41%, a US$ 31.879,53
Sobre o minério: **Contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa de Dalian com queda de 5,32%, cotados a 1.138 iuanes, equivalente hoje a US$ 176 (nas últimas 24 horas).
USD/CNY = 6,47

2. Agenda

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No Brasil, Paulo Guedes, Robson Braga de Andrade (CNI) e o deputado Celso Sabino participam de evento virtual da Febraban sobre reforma tributária (13h). Já Guedes apresenta Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias do terceiro trimestre, em coletiva do secretário especial de Fazenda, Bruno Funchal, às 15h.

Nesta manhã, o Banco Central Europeu (BCE) divulga a sua declaração de política monetária e sua decisão sobre a taxa de juros. Às 9h30 a instituição realiza uma coletiva de imprensa. Às 11h são divulgados dados sobre confiança do consumidor na Zona do Euro.

Às 9h30, nos EUA, são divulgados pedidos por seguro-desemprego semanais, com a projeção Dow Jones e Refinitiv de 350 mil pedidos. Às 11h, são divulgados dados sobre vendas de moradias usadas, relativos a junho no país.

3. Covid no Brasil

Na quarta (21), a média móvel de mortes por Covid em 7 dias no Brasil ficou em 1.170, queda de 19% em comparação com o patamar de 14 dias antes. Em apenas um dia, foram registradas 1.388 mortes. As informações são do consórcio de veículos de imprensa que sistematiza dados sobre Covid coletados por secretarias de Saúde no Brasil, que divulgou, às 20h, o avanço da pandemia em 24 h.

A média móvel de novos casos em sete dias foi de 37.924, queda de 22% em relação ao patamar de 14 dias antes. Em apenas um dia foram registrados 54.748 casos.

Chegou a 92.089.321 o número de pessoas que receberam a primeira dose da vacina contra a Covid no Brasil, o equivalente a 43,49% da população. A segunda dose ou a vacina de dose única foi aplicada em 35.619.631 pessoas, ou 16,82% da população.

Segundo reportagem publicada pelo UOL nesta quinta-feira, o portal teve acesso a conversas via WhatsApp realizadas entre o cabo da Polícia Militar de Minas Gerais, Luiz Paulo Dominghetti, em que este afirma que o ex-ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, manifestou interesse em comprar lotes de vacinas contra a Covid oferecidas pela Davati Medical Supply visando abastecer o Programa Nacional de Imunizações (PNI) no segundo semestre de 2021.

Segundo o site, a troca de mensagens entre o PM e seu pai, Paulo César Pereira, ocorreu em 23 de fevereiro de 2021, dia em que o policial diz ter participado de reuniões na sede do Ministério da Saúde. Em depoimento à CPI da Covid no Senado, Dominghetti afirmou que em fevereiro a Davati buscava vender 400 milhões de doses da vacina desenvolvida em parceria entre AstraZeneca e Universidade de Oxford, mas a oferta teria não se concretizado após um suposto pedido de propina do então diretor de logística da Saúde, Roberto Ferreira Dias. O UOL afirma que não conseguiu contatar o general Pazuello, e que a assessoria da pasta da Saúde, a Presidência da República e a Casa Civil não se manifestaram.

Na quarta, o YouTube removeu vídeos do canal do presidente Jair Bolsonaro (sem partida) publicados neste ano e no ano anterior, nos quais ele defendia o uso dos remédios cloroquina e ivermectina contra a Covid-19. Há comprovação científica da ineficácia de ambos os medicamentos contra a doença.

Em comunicado, a plataforma disse que, após análise cuidadosa, vídeos foram removidos por violar as políticas do YouTube em relação a informações médicas incorretas sobre a Covid-19.

“Nossas regras não permitem conteúdo que afirma que hidroxicloroquina e/ou ivermectina são eficazes para tratar ou prevenir Covid-19; garante que há uma cura para a doença; ou assegura que as máscaras não funcionam para evitar a propagação do vírus”, informou o YouTube.

“Essas diretrizes estão de acordo com a orientação das autoridades de saúde locais e globais e atualizamos nossas políticas conforme as mudanças nessas orientações. Aplicamos nossas políticas de forma consistente em toda a plataforma, independentemente de quem seja o produtor de conteúdo ou de visão política”, reforçou a empresa.

Procurada pela Reuters, a Secretaria de Comunicação (Secom) da Presidência não respondeu de imediato a um pedido de comentário.

A agência de notícias analisou o conteúdo do canal do presidente no YouTube, e confirmou que foram retirados do ar inclusive vídeos das transmissões ao vivo que Bolsonaro costuma fazer às quintas-feiras. De modo geral, o presidente convida ministros de Estado e outras autoridades.

Um dos vídeos removidos foi uma live do dia 27 de maio, em que Bolsonaro sugeriu que se tomem chás usados por indígenas para combater a Covid-19 e fez novamente defesa enfática da cloroquina e outros medicamentos sem eficácia cientificamente comprovada contra o coronavírus.

Essa transmissão do presidente ocorreu a partir de Matucará (AM), onde Bolsonaro cumpriu agenda pública em que visitou comunidades indígenas.

“Este vídeo foi removido por violar as diretrizes da comunidade do YouTube”, diz uma mensagem para quem, agora, tenta assistir ao vídeo na plataforma de vídeos da Alphabet.

A gestão Bolsonaro vem sendo criticado pela promoção de remédios sem eficácia cientificamente comprovada, ao mesmo tempo em que o presidente levantou suspeitas sobre vacinas, e relutou em fechar acordos de compra com produtoras conhecidas, como a Pfizer. Em paralelo, o governo negociava com intermediários suspeitos, como a Precisa Medicamentos, que representava no Brasil a indiana Bharat Biotech, produtora da Covaxin.

Na quarta-feira, a diretora da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), Carissa Etienne, afirmou: “Enfrentamos uma pandemia de pessoas não vacinadas e a única maneira de impedi-la é expandir a vacinação (…) As vacinas são críticas, mesmo que nenhuma vacina seja 100% eficaz”.

Um estudo publicado na quarta no New England Journal of Medicine confirmou que duas doses das vacinas da Pfizer e da AstraZeneca contra a Covid-19 são quase tão eficazes contra a altamente transmissível variante Delta do coronavírus quanto contra a variante Alfa, anteriormente dominante em vários países do mundo.

O trabalho confirma as principais descobertas fornecidas pelo governo britânico em maio sobre a eficácia das vacinas contra Covid-19 feitas por Pfizer-BioNTech e Oxford-AstraZeneca, com base em dados do mundo real.

O trabalho concluiu que duas doses da vacina da Pfizer resultaram em 88% de eficácia na prevenção de doenças sintomáticas da variante Delta, em comparação com 93,7% contra a variante Alfa, em linha com o relatado anteriormente.

Duas doses da vacina da AstraZeneca resultaram em eficácia de 67% contra a variante Delta, acima dos 60% relatados originalmente, ante 74,5% contra a variante Alfa, em comparação com uma estimativa original de 66% de eficácia.

Segundo o trabalho, uma dose da Pfizer foi 36% eficaz, e uma dose da vacina da AstraZeneca foi cerca de 30% eficaz.

“Nossa descoberta de eficácia reduzida após a primeira dose apoia os esforços para maximizar a aplicação da vacina com duas doses entre grupos vulneráveis no contexto da circulação da variante Delta”, disseram os autores.

4. Reformas ministerial e tributária, e eleições

O presidente Jair Bolsonaro decidiu recriar o Ministério do Trabalho, hoje uma secretaria especial do Ministério da Economia, em uma pequena reforma ministerial que planeja fazer. Segundo informações de bastidores divulgadas pela imprensa, Bolsonaro pretende entregar a nova pasta a Onyx Lorenzoni, atual ministro da Secretaria-Geral da Presidência.

A mudança faz parte de movimentos do governo para tentar agradar o centrão em um momento de fragilidade do governo, que enfrente acusações de corrupção, a CPI da Covid no Senado e uma queda drástica na popularidade.

De acordo com uma fonte ouvida pela Reuters, apesar da resistência do ministro da Economia, Paulo Guedes, em dividir sua pasta, ele terminou por concordar em abrir mão do Trabalho. “O que se disse é que essa é uma área já resolvida”, disse a fonte.

Onyx se reuniu com Guedes na manhã de quarta na Economia para tratar da mudança, disseram duas fontes ouvidas pela Reuters. A divisão do Ministério da Economia é uma das cobranças do centrão, base de apoio do presidente Bolsonaro. O grupo de parlamentares pedia a separação de áreas como Trabalho e Comércio Exterior, mas Guedes resiste a mudanças.

Reportagem do jornal Valor Econômico destaca que, com as mudanças, Guedes perde controle sobre a elaboração de políticas voltadas a grupos vulneráveis no mercado de trabalho, uma das principais discussões atuais na pasta.

O próprio presidente confirmou, em entrevista à rádio Jovem Pan de Itapetininga na manhã de quarta que fará uma “pequena mudança ministerial”.

Dentre as alterações está a ida de Luiz Eduardo Ramos para a Secretaria-Geral –daí a necessidade de deslocar Onyx– para abrir a Casa Civil para um nome do Senado. No momento, de acordo com fontes, o nome mais provável é do senador Ciro Nogueira (PP-PI).

Presidente do partido, Ciro é considerado um nome chave para assegurar o apoio ao governo no Congresso. Segundo o Valor, a expectativa é de que a mudança contribua para que o governo volte a ter uma boa relação com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), que se deteriorou desde o início da CPI da Covid no Senado.

À Reuters, a senadora Kátia Abreu (PP-TO) confirmou a decisão de Ciro de aceitar o cargo, e avaliou que a mudança fará bem à relação política do governo. “É um político experiente, com certeza vai fazer bom trabalho. Ele e a Flávia Arruda (ministra da Secretaria de Governo) formarão uma ótima dupla no Palácio, são ambos da política, saberão tratar o Congresso e fazer as articulações necessárias”, disse.

À rádio, Bolsonaro também afirmou que não se decidiu se disputará a eleição de 2022. “Eu não me lancei, ainda não sei se vou ser candidato”, disse Bolsonaro, na sequência de uma crítica do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a quem acusou de já ter se apresentado como presidenciável. Pesquisas eleitorais mostram que Bolsonaro pode ser derrotado pelo petista por uma larga margem em 2022.

Em conversa com apoiadores na segunda-feira, Bolsonaro chegou a dizer que não sabe se seria candidato com o atual sistema de urnas eletrônicas. Segundo reportagem de capa publicada nesta quinta pelo jornal O Estado de S. Paulo, o ministro da Defesa, general Walter Braga Netto, mandou por meio de um interlocutor o que o jornal definiu como “um duro recado” ao presidente da Câmara, Arthur Lira (Progressistas-AL), há 14 dias. O general afirmou que, se o Congresso não aprovar o voto impresso não haveria eleição em 2022. “A quem interessar, diga que, se não tiver eleição auditável, não terá eleição”, teria afirmado o general.

Além disso, em coletiva de imprensa para comentar os dados da arrecadação de junho, o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou na quarta que o governo está decidido a ser ousado em sua reforma tributária, favorecendo as empresas e os trabalhadores. Mas reiterou a disposição de taxar os dividendos distribuídos às pessoas físicas em 20% de forma a aumentar a tributação dos “super-ricos”.

O ministro afirmou que sua equipe está ouvindo o setor privado sobre sua proposta de reforma tributária e indicou que alguns pontos da versão original encaminhada ao Congresso poderão ser alterados ou retirados. “Mas o essencial nós faremos, que é tributar juros e dividendos, reduzir a tributação para 31 milhões de brasileiros, os contribuintes assalariados, e isentar os profissionais liberais, que se chamam os pejotinhas”, afirmou. Guedes acrescentou que o governo não pretende taxar médicos e dentistas, mas os grandes escritórios e os super-ricos.

“Nós estamos querendo justamente baixar (tributação das empresas) de 34% para alguns setores para 21,5%. E nós queremos da mesma forma subir de zero para 20% o imposto sobre dividendos”, acrescentou o ministro. Para Guedes, o nível de arrecadação recorde alcançado pelo país no primeiro semestre é sustentável e independe do crescimento da economia à frente.

Dados da Receita mostraram que a arrecadação cresceu 24,5% em termos reais no primeiro semestre do ano, para R$ 881,966 bilhões, maior valor da série. “O que nós vamos fazer é justamente pegar uma parte desse aumento de arrecadação e transformar isso numa redução de alíquotas e simplificação de impostos, como sempre prometemos”, disse o ministro.

5. Radar corporativo

As ações da Multilaser estreiam nesta quinta na Bolsa com o ticker MLAS3. A empresa levantou R$ 2,2 bilhões em oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês).

Já o Magazine Luiza precifica nesta quinta seu follow-on, ou oferta subsequente de ações, na sigla em inglês, de 150 milhões de papéis.

A Eletrobras informou na quarta-feira que a Eletronorte celebrou um Instrumento de Confissão de Dívidas com a Amazonas Energia (AmE) no valor de R$ 808,75 milhões, visando a repactuação da dívida detida pela AmE com a controlada da elétrica estatal. A dívida diz respeito a faturas de Operação, Manutenção e Potência de ativos localizados em Manaus. Segundo fato relevante divulgado pela Eletrobras, essas faturas venceram entre novembro de 2020 e julho deste ano.

O conselho de administração da produtora de açúcar e etanol Jalles Machado aprovou, em assembleia realizada na terça, investimentos de R$ 517,4 milhões para que a companhia expanda o volume de moagem de cana-de-açúcar em suas duas unidades industriais em 1 milhão de toneladas. De acordo com fato relevante divulgado pela empresa na quarta os investimentos foram feitos com recursos obtidos por meio de sua oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês). Realizado no início de fevereiro, o IPO movimentou R$ 741,5 milhões.

A Mubadala Investment Company, de Abu Dhabi, conquistou na quarta o direito de igualar a oferta de quaisquer outros interessados em alguns ativos da Renova Energia, disse na quarta a companhia brasileira, que está em recuperação judicial. De acordo com fato relevante publicado pela Renova, a Mubadala realizou uma oferta vinculante de R$ 1,1 bilhão pela fatia de 51% detida pela empresa na Brasil PCH, que possui 13 pequenas centrais hidrelétricas

 

(com Estadão Conteúdo e Reuters)

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