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Os 5 assuntos que vão movimentar o mercado nesta quinta-feira

Aprovação do impeachment de Trump na Câmara é relevado pelos investidores internacionais; por aqui, atenção para o RTI

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Os futuros de Nova York operam perto da estabilidade na manhã desta quinta-feira. Os mercados não foram afetados pela aprovação do impeachment do presidente Donald Trump na Câmara, uma vez que a expectativa é de uma vitória do mandatário no Senado americano em janeiro.

No Brasil, o mercado presta atenção à divulgação pelo Banco Central do relatório RTI da inflação, que elevou a projeção de
crescimento da economia neste ano e em 2020 em relação ao que previa em setembro.

No noticiário corporativo, destaque para a antecipação do pagamento das notas sênior da Marfrig Global Foods, no valor de US$ 446 milhões (R$ 1,8 bilhão). A mexicana América Móvil comunicou ter concluído a compra da Nextel Brasil, enquanto a Copel do Paraná afirma ter concluído com sucesso seu PDV.

1. Bolsas mundiais

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Os futuros de Nova York operam perto da estabilidade, oscilando entre o terreno negativo e o positivo, na manhã desta quinta-feira. Ontem os mercados foram beneficiados por resultados que vieram acima do esperado em empresas como Micron e General Mills.

A aprovação do impeachment do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Câmara dos Representantes (deputados) não abalou as bolsas porque a expectativa é que o Senado, controlado pelos republicanos, derrubará o impeachment em janeiro.

As bolsas da Ásia fecharam em leve queda, enquanto as europeias abriram e operam perto da estabilidade, a maioria em terreno positivo.

Já o  Banco do Japão (BoJ) anunciou esta quinta-feira que manteve as taxas de juro: a de referência a curto prazo ficou em -0,1%, que se aplica desde 2016 para os depósitos das instituições financeiras.

No mercado de commodities, o petróleo se mantém perto de US$ 61 com mercado avaliando dados de estoques; já o minério de ferro interrompe três dias de baixa.

Veja o desempenho dos mercados, às 7h25 (horário de Brasília):

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*S&P 500 Futuro (EUA), +0,07%
*Nasdaq Futuro (EUA), +0,04%
*Dow Jones Futuro (EUA), +0,11%

*Dax (Alemanha) , -0,30%
*FTSE (Reino Unido), -0,01%
*CAC 40 (França), -0,04%
*FTSE MIB (Itália), -0,02%

*Hang Seng (Hong Kong), -0,30% (fechado)
*Xangai (China), 0% (fechado)
*Nikkei (Japão), -0,29% (fechado)

*Petróleo WTI, -0,11%, a US$ 60,86 o barril
*Petróleo Brent, -0,17%, a US$ 66,05 o barril

**Contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa de Dalian fecharam com alta de +1,89%, cotados a 648,00 iuanes, equivalentes a US$ 92,47 (nas últimas 24 horas). USD/CNY= 7,0084 (-0,13%)
*Bitcoin, US$ 7.066,21, -2,64%

2. Indicadores econômicos

No Brasil, o Banco Central divulgou nesta quinta-feira o Relatório Trimestral de Inflação (RTI). No documento, foi elevada a projeção de crescimento da economia neste ano e em 2020 em relação ao que previa em setembro. O PIB 2019 deve crescer 1,2%, acima dos +0,90% esperados no RTI de setembro e também maior do que a projeção do mercado, de +1,12%, segundo pesquisa Focus divulgada em 16 de dezembro.

O BC cita o “maior carregamento estatístico e os estímulos da liberação extraordinária de recursos do FGTS e do PIS/Pasep no
quarto trimestre, que se intensificaram com a antecipação no cronograma de saques”. Para 2020, RTI vê PIB em +2,2%, acima do crescimento esperado de +1,80% no RTI de setembro e próximo à mediana de +2,25% na pesquisa Focus desta semana.

“Ressalte-se que essa perspectiva está condicionada ao cenário de continuidade das reformas e ajustes necessários na
economia brasileira”, diz o BC. “Os dados sugerem que a economia segue operando com alto nível de ociosidade dos fatores de produção, refletido nos baixos índices das medidas tradicionais de utilização da capacidade da indústria e, principalmente, na taxa de desemprego”. O RTI também aponta cenários com a inflação abaixo da meta até 2021.

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Na Grã-Bretanha, o Banco da Inglaterra se reúne na manhã de hoje e deve manter a taxa de juros, enquanto nos Estados Unidos serão divulgados os pedidos semanais do seguro-desemprego às 10h30.

3. Falas de Paulo Guedes e Campos Neto

O ministro da Economia, Paulo Guedes, propôs a tributação sobre transações financeiras feitas por celulares e outros aparelhos digitais, como uma espécie de “contrapartida” para desonerar a folha de pagamentos das empresas. Guedes admitiu que existe forte resistência à recriação de um imposto no modelo da CPMF. “Sempre consideramos que para desonerar a folha de pagamentos precisávamos de um tributo sobre as transações”, afirmou ontem em Brasília. “CPMF virou um negócio maldito, então acabou-se”.

Já em entrevista à GloboNews, o  presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, afirmou em  que “a dinâmica do câmbio no Brasil mudou em relação ao passado” e que a pressão cambial agora é diferente na inflação. “Quando o câmbio piorava, as expectativas com o Brasil pioravam. Desta vez foi diferente”, relatou. “O câmbio se desvalorizou com a percepção de melhora do País, com a Bolsa batendo recorde e redução do prêmio de risco.” Na avaliação de Campos Neto, a pressão atual no câmbio é causada pelo movimento de pré-pagamento de dívidas das empresas no exterior.

4. Política

O presidente da República, Jair Bolsonaro, teve uma reunião no final da tarde de ontem com o seu filho 01, o senador Flávio Bolsonaro, no Palácio do Planalto. Mais tarde, se juntaram aos dois o advogado da família, Frederic Wassef, e o filho 03 do presidente, o deputado federal Eduardo Bolsonaro. A reunião não estava na agenda do presidente, informou o jornal Valor.

Já o jornal O Estado de S. Paulo traz na manchete a operação de busca e apreensão que o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro deflagrou ontem sobre eventuais crimes cometidos pelo senador Flávio Bolsonaro e Fabrício Queiroz, policial aposentado que foi assessor parlamentar de Flávio quando este era deputado estadual no Rio. Foram cumpridos 24 mandados de busca e apreensão em endereços de pessoas ligadas a Flávio e a Queiroz. Instaurado em julho de 2018, o inquérito corre sob sigilo. A suspeita é de peculato e lavagem de dinheiro.

5. Noticiário corporativo

A Marfrig Global Foods S.A. comunicou ontem à CVM que antecipará de 2023 para agora o pagamento das suas notas sênior, em um valor de US$ 446 milhões (R$ 1,8 bilhão). Essas notas foram emitidas pela Marfrig Holdings B.V. na Europa em 2016. Já a operadora mexicana América Móvil (AMX), dona da Claro no Brasil, informou ontem à CVM que concluiu a compra de toda a Nextel Brasil, pela qual pagou US$ 905 milhões (R$ 3,6 bilhões).

Atenção ainda para a Petrobras. A estatal divulgou diversos comunicados, afirmando que concluiu que o Comperj não tem atratividade econômica, além da adesão a programas tributários de estados. A estatal ainda anunciou pagamento de R$ 2,35 bilhões de JCP.

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