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Os 5 assuntos que vão movimentar o mercado nesta quinta-feira

Dados mistos da China fazem bolsas mundiais recuarem; Senado aprova ajuda ao setor aéreo e mais destaques

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O Produto Interno Bruto (PIB) da China apresentou uma alta acima do esperado, mas isso não foi suficiente para manter o otimismo entre os investidores, que acompanharam com preocupação os dados de varejo piores do que o esperado. Em Shangai, a Bolsa caiu mais de 4% e na Europa os principais índices operam em terreno negativo após duas sessões de alta com otimismo por vacina.

Já no radar político, após a Câmara buscar protagonismo, o governo apresentará a 1ª etapa da sua reforma tributária até sexta, disseram fontes à Bloomberg. Ainda no Congresso, veto de Jair Bolsonaro a artigo do marco do saneamento recebe críticas, enquanto o Senado aprovou ajuda ao setor aéreo.

O movimento Direitos Já tenta emplacar uma agenda pós-pandemia e o documento será apresentado a parlamentares.

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Na esfera corporativa, a Petrobras dá prosseguimento em seu plano de desinvestimentos e a JHSF concluir seu follow on. Confira os destaques:

1.  Bolsas mundiais

O Produto Interno Bruto (PIB) da China apresentou uma alta acima do esperado, mas isso não foi suficiente para manter o otimismo entre os investidores. Em Shangai, a Bolsa caiu mais de 4% e na Europa os principais índices operam em terreno negativo.

A atividade econômica chinesa terminou o segundo trimestre com uma expansão de 3,2% na comparação com igual período do ano passado, acima dos 2,5% esperados. Além disso, a produção industrial do país cresceu 4,8% em junho ante igual mês do ano passado, como se esperava. Contudo, as vendas no setor varejista sofreram uma inesperada queda anual de 1,8% no mês passado, indicando que a China ainda tem bolsões de fraqueza.

Ainda assim, o Shangai SE fechou em queda de 4,50% e o Hang Seng Index, de Hong Kong, caiu 2%. Em Tóquio, o pregão também foi de queda, com o Nikkei caindo 0,76%.

Na Europa, há ainda a expectativa com a reunião do Banco Central Europeu (BCE). O programa de compra de títulos não deve ser alterado. Em junho, esse programa foi elevado para 1,35 bilhão de euros.

O Euro Stoxx cai 1,10% e o DAX, de Frankfurt, registra desvalorização de 0,96%.

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Apesar do PIB chinês ter surpreendido, os investidores ainda estão preocupados com a retomada das medidas de isolamento social em alguns países, o que pode retardar ainda mais a recuperação da economia global.

“É difícil ver como a China pode permanecer em pé no momento em que o resto do mundo ainda está enfrentando uma recessão muito profunda”, disse, à Bloomberg, Helen Qiao, economista-chefe do Bank of America na China.

E é essa preocupação de que as novas medidas de isolamento coloquem um freio na recuperação que contribui para a queda de 0,83% nos futuros do Dow Jones e de 0,84% nos do S&P 500.

Veja o desempenho dos mercados, às 7h44 (horário de Brasília):

Nova York
*S&P 500 Futuro (EUA), -0,82%
*Nasdaq Futuro (EUA), -1,77%
*Dow Jones Futuro (EUA), -0,77%

Europa
*Dax (Alemanha), -0,53%
*FTSE 100 (Reino Unido), -0,58%
*CAC 40 (França), -0,73%
*FTSE MIB (Itália), -0,14%

Ásia
*Nikkei 225 (Japão), -0,76% (fechado)
*Hang Seng Index (Hong Kong), -2,00% (fechado)
*Shanghai SE (China), -4,50% (fechado)

*Petróleo WTI, -1,14%, a US$ 40,73 o barril
*Petróleo Brent, -0,73%, a US$ 43,47 o barril

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**Contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa de Dalian fecharam em queda de 0,84%, cotados a 826.500 iuanes, equivalente hoje a US$ 118,09 (nas últimas 24 horas).
USD/CNY = 6,9988 (+0,14%)

*Bitcoin, US$ 9.104, -1,20%

2. Agenda

Nesta manhã, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) divulgou o IPC-S, com alta de 0,56% no mês até 15 de julho, ante expectativa de alta de 0,55%.

Nos Estados Unidos, o Departamento de Trabalho divulga, às 9h30 (horário de Brasília), os números dos pedidos de seguro-desemprego. São esperados 1,25 milhão, pouco abaixo do registrado na semana anetior. No mesmo horário, saem os dados de vendas nos varejo.

Às 12h10, o presidente do Federal Reserve (Fed, o bc americano), John Willias, faz pronunciamento.

Na Europa, às 8h45, será a vez do pronunciamento da presidente do Banco Central europeu (BCE), Christine Lagarde.

Atenção ainda para o terceiro dia da Expert 2020, conferência de investimentos organizada pelo grupo XP Inc. A 10ª edição do evento será totalmente online e gratuita. São mais de 100 palestrantes, entre os dias 14 e 18 de julho, que vão abordar temas como investimentos, economia, negócios, comportamento social e empreendedorismo explorando o ano atípico que o Brasil e o mundo estão vivendo em meio à pandemia de coronavírus.

No terceiro dia do evento, participam nomes como Paulo Guedes, ministro da Economia e o ministro do STF Luís Roberto Barroso. Confira mais sobre a agenda do evento clicando aqui.

3. Pós-pandemia

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O movimento Direitos Já elaborou um documento com propostas do que considera uma “agenda mínima” para a economia no pós-pandemia, segundo reportagem do jornal “Folha de S.Paulo”. O documento tem participações de Rogério Studartm Mônica de Bolle, José Oreiro e Nelson Marconi.

O manifesto deve ser entregue a parlamentares. Entre as sugestões estão a manutenção do auxílio emergencial até o fim do ano, enquanto se cria uma renda básica, e a formação de um conselho nacional para a retomada, com membros do governo federal, de estados e municípios.

Ainda no radar, quatro entidades do setor da construção civil (SinduScom, Secovi, Abrainc e Sintracon) se manifestaram contra o aumento no preço de cimento, que desde meados de junho cresceu 10%.

Eles consideram o movimento “inadmíssel e injusto”, segundo reportagem do jornal “O Estado de São Paulo”. As entidades afirmam que o momento é de dificuldade e por isso o aumento não deveria ter sido feito.

4. Agenda do Legislativo e do governo

Segundo a Bloomberg, o Ministério da Economia apresenta 1ª etapa da reforma tributária até sexta-feira. O texto vai tratar da unificação do PIS/Cofins, que servirá como base para a criação de um Imposto sobre Valor Agregado (IVA), disseram as pessoas, que pediram anonimato porque as discussões não são públicas. A proposta ainda não incluirá a criação de um imposto sobre transações, disseram as fontes.

Em entrevista, Paulo Guedes afirmou que o Imposto sobre transações abre caminho para reduzir outros tributos e vai entrar no debate. O ministro disse que quer anunciar de 3 a 4 grandes privatizações.

Ainda no radar, o Senado aprovou a Medida Provisória 925, que socorre o setor aéreo durante a pandemia de covid-19. Como foi alterada, dependerá de sanção do presidente Jair Bolsonaro para virar lei. A proposta flexibiliza uma série de regras para empresas e passageiros após o impacto nos voos em função do novo coronavírus.

De acordo com a medida, as companhias aéreas terão um prazo de até 12 meses para devolver aos consumidores o valor das passagens compradas entre 19 de março e 31 de dezembro de 2020 e canceladas em razão do agravamento da pandemia. A proposta traz também outras ações emergenciais ao setor de aviação civil para mitigar os efeitos da crise.

Ainda no radar, ao assinar a sanção do novo marco legal do saneamento e vetar o trecho que garantia a renovação dos contratos das empresas estaduais do setor por mais 30 anos, o presidente Jair Bolsonaro conseguiu, em um único gesto, impor uma derrota aos governadores e pavimentar uma nova crise na relação do Executivo com o Congresso.

O dispositivo barrado por Bolsonaro – negociado pelo próprio governo durante a tramitação do marco – causou imediata reação dos Estados e de parlamentares, que prometeram empenho para derrubar o veto e retomar a proposta original.

O trecho suprimido por Bolsonaro foi crucial para derrubar resistências à nova lei do saneamento no Congresso. O Senado avalizou a proposta no último dia 24. O marco proíbe que os municípios fechem, a partir de agora, contratos sem licitação com as empresas estatais de saneamento, prática que dominou o mercado nas últimas décadas. Com isso, a iniciativa privada poderá entrar com força no segmento e trazer os investimentos necessários para a universalização, na avaliação do governo.

5. Panorama corporativo

A Petrobras concluiu a venda de sua participação nos dez campos que compõem os Polos Pampo e Enchova para a Trident Energy do Brasil.

Segundo fato relevante, a operação foi concluída com o pagamento de US$ 365,4 milhões. A operação ainda prevê o pagamento contingente de um valor adicional de US$ 650 milhões (US$ 200 milhões já haviam sido anunciados).

Já a JHSF levantou R$ 433 milhões em seu follow-on, com a preço da ação fixado em R$ 9,75.

Os recursos serão utilizados para reforçar a estrutura de capital da companhia, para realização da expansão da sua estratégia digital, projetos de expansão do segmento de incorporação e renda recorrente (shopping center).

(Com Agência Estado e Bloomberg)

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